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sexta-feira, 15 de junho de 2012

Splinter of the Mind's Eye

SÉRIE: LITERATURA

por Babi-Wan

A maioria dos fãs de Star Wars conhece a trilogia Thrawn de Timothy Zahn (também conhecida como The Thrawn Omnibus) como sendo as primeiras novels pós trilogia original de Star Wars já publicadas. Mas elas não foram as primeiras novels tie-in. Splinter of the Mind's Eye, de Alan Dean Foster, foi publicado, antes mesmo do Império Contra-Ataca ter sido filmado. Diferentemente da trilogia Thrawn, que relata os fatos em 9 ABY, cinco anos depois de O Retorno do Jedi, a história de Splinter está situada entre o Episódio IV: Uma Nova Esperança e o Episódio V: O Império Contra-Ataca, por volta de 2 ABY. Devido a isso, Splinter of the Mind's Eye é essencialmente a primeira novel do universo expandido.

Tudo se passa entre os episódios IV e V

Trilogia Thrawn, escrita de 1991 a 1993
A história vincula-se a Luke e Leia que estão viajando para Circarpous IV para uma reunião subterrânea rebelde na tentativa de trazer os circarpousianos para a Aliança Rebelde. A nave de Leia tem problemas e eles são forçados a pousar no planeta pantanoso Mimban. Disfarçados de mineiros, eles tentam encontrar um caminho para sair de lá. Em um bar encontram Halla, uma senhora de idade, sensível à Força, que lhes mostra uma lasca de uma pedra brilhante, o cristal Kaiburr. Alegando que o cristal completo poderá ampliar o poder dos portadores da Força, Halla promete ajudar Luke e Leia a sair do planeta caso eles a ajudem a encontrá-lo.

Luke e Leia são capturados pelos imperiais que também estão buscando o cristal Kaiburr. No entanto, se os imperiais encontrarem o cristal primeiro, Darth Vader se tornará muito poderoso para a Aliança Rebelde derrotar. Por isso, Luke precisa encontrar e derrotar Vader, a fim de evitar que o cristal caia em mãos erradas. Sem demora, Halla aparece na janela da cela deles e, uma vez que se dizia mestre da Força, ajuda não só Luke e Leia a escapar, mas também dois yuzzem – que ajudaram matando alguns imperiais enquanto Luke e Leia faziam o caminho de saída.

Também produzida em HQ - 4 volumes de 1995 a 1996 - Dark Horse
Assim, os cinco fazem seu caminho para onde Halla acredita estar o cristal Kaiburr, no templo Pomojema. A partir daqui meia dúzia de coisas acontecem. Dentre elas as mais interessantes são o duelo entre Luke e Vader – isso mesmo, eles travaram um embate antes de O Império Contra-Ataca – e Leia – um ponto maravilhoso sobre ela – que um pouco antes do duelo entre Luke e Vader, quando Luke está preso sob uma coluna, ela decide pegar o lightsaber dele e duelar com Vader por si própria. Óbvio que ela perde horrivelmente, mas ainda sim é sua primeira luta com lightsaber e, até onde lembro, a última por pelo menos quinze ou vinte anos.

Star Wars com o talento de Alan Dean Foster

Alan Dean Foster
Splinter of the Mind's Eye tem uma história interessante: ele foi escrito antes de Star Wars tornar-se muito popular, e sua história poderia ter virado a base para uma sequência, com baixo orçamento, do filme Uma Nova Esperança. A novel foi escrita com o cinema em mente, uma vez que é retratada em um planeta coberto por nevoeiro (para reduzir o custo do cenário) e não possui o personagem Han Solo, já que Harrison Ford ainda não tinha assinado para o próximo filme de Star Wars. Alan Dean Foster foi descreditado por George Lucas de ser co-autor da novelização de Uma Nova Esperança (1976), voltando ao universo expandido vinte e quatro anos depois em The Approaching Storm (2002), uma prequel novel que fornece contexto para a situação política do Episódio II: Ataque dos Clones.

Luke e Leia sozinhos numa aventura
Também existem determinadas inconsistências na história. Nessa época, 1978, C-3PO menciona que Darth Vader sabe “todos os códigos e comandos apropriados” para desligá-lo. No entanto, esta citação só teve uma explicação conveniente no Episódio I: A Ameaça Fantasma (de 1999), onde é revelado que o próprio Vader havia construído C-3PO quando ainda era o jovem Anakin Skywalker. E ainda, o maior problema: o duelo entre Luke e Vader. Apesar de não ter nenhum treinamento formal, a não ser a breve introdução sobre a Força com Obi-Wan, Luke enfrenta Vader com facilidade. Durante esse duelo, ele obtém alguns de seus poderes canalizando o espírito de Obi-Wan. Em contraponto, mesmo tendo iniciado seu treinamento com Yoda no sistema Dagobah, quando Luke encara Vader em O Império Contra-Ataca, ele, claramente, ainda não está preparado e perde sua mão por conta disso. Para explicar essa incoerência, Abel G. Peña - autor que tem escrito artigos de referência a Star Wars para diversos websites - propôs a teoria de que o Darth Vader que Luke enfrentou em Splinter foi apenas uma projeção da Força, e não um adversário de carne e osso. Através dessa teoria explica-se também o fato do lightsaber de Vader ser descrito da cor azul. Um vez que o Lord seria apenas um "holograma".

O prelúdio das inconsistências?

Acredito que as justificativas para as incoerências entre a novel e o resto do universo são um ótimo entretenimento para os fãs, talvez sejam elas que tornem-a tão interessante e valiosa. Mas temos que lembrar que as inconsistências de Splinter of the Mind's Eye não retratam o Star Wars que conhecemos, mas sim o Star Wars que poderia ter sido. Contemple o valor histórico e as possibilidades que ela oferece, aprecie com moderação.

MTFBWY

Splinter of the Mind's Eye: 1978, EUA
Autor: Alan Dean Foster
Editora: Ballantine Books

Nossa avaliação:
Delta-Shield Ouro


quarta-feira, 13 de junho de 2012

Game of Thrones - impressões da segunda temporada (parte II)

SÉRIES DE TV

por Fabok

Depois de tanta expectativa, a segunda temporada de Game of Thrones veio e já se foi. Podemos dizer que ela foi um divisor de águas, já que claramente os produtores escolheram trilhar um caminho próprio em termos de estória em relação à obra original.

Ranly Baratheon
Diferente do ano anterior, que foi muito fiel ao livro, as mudanças desta temporada causaram uma certa polêmica entre os fãs. Situações foram mudadas, personagens removidos e até mesmo alguns deles se mostraram bem diferentes do que foi visto na obra literária. De todas, a que mais incomodou foi a insistência dos roteiristas em continuar a forçar uma relação entre o Rei Ranly Baratheon e o Cavaleiro das Rosas. Os fãs do seriado dizem que isto ficava subentendido no livro, mas me desculpem discordar, não consegui encontrar esta referência em ponto nenhum.

Uma temporada apressada...

Stannis Baratheon
De qualquer modo, a rapidez com que os eventos e personagens vão passando pela estória, dificulta a imersão no enredo. Game of Thrones tem o elenco mais numeroso da TV atualmente e os dez episódios são muito poucos para o desenrolar da trama. O Rei Stannis Baratheon, por exemplo, apareceu nos episódios iniciais e depois desaparece completamente até os dois últimos episódios. Uma temporada um pouco maior poderia dar tempo de conhecermos mais os personagens.

Tyron Lannister
Apesar disso, o elenco conseguiu brilhar. Peter Dinklage transformou seu Tyron Lannister num personagem tão adorado, que mereceria, na minha opinião, uma série só para ele. Lena Heade conseguiu, no pouco tempo que apareceu, dar um tom cruel, e ainda sim real à Rainha Cersey. É dela um dos melhores momentos da temporada, quando friamente descreve a Sansa o que o destino lhes aguardaria caso os Lennister perdessem a batalha de Blackwater.

Um belo destaque para Jon Snow

Kit Harington é Jon Snow
As aventuras de Jon Snow (Kit Harington) além da Muralha também foram o destaque. As incríveis locações na Islândia deram um tom ainda maior de desolação e desespero à missão dos Nightwatch. E a entrada da personagem Ygretti, interpretada pela ótima Rose Leslie, será o batismo de fogo para a honra do filho bastardo de Ned Stark.

Theon Greyjoy
A ascensão e queda de Theon Greyjoy (Alfie Allen) foi bem fiel ao livro. Suas ações acabam por destruir Winterfell levando o jovem Bran Stark (Isaac Hempstead-Wright) a iniciar sua própria saga. Quem poderia imaginar que Winterfell cairia? Os atores Allen e Hempstead-Wright foram excelentes, afinal Theon foi criado praticamente como um irmão para Bran e acabam por ficar em lados opostos.

A grande interpretação da temporada coube a Maisie Williams e sua Arya Stark. A jovem atriz se destacou quando dividiu a cena com Charles Dance (Lorde Tywin Lannister). Apesar de não estar no livro, aguardava ansiosamente pelos "embates" entre os dois atores. A atriz ainda brilhou quando sua personagem conhece Jaqen H'ghar, um "Homem sem Face" de Davos. A saga de Arya tomará rumos inesperados a partir daqui. "Valar Morghulis" será seu lema.

De príncipes e de dragões

Brienne
O personagem de Jamie Lannister foi talvez o que menos apareceu, mas realmente ele passa a maior parte do livro capturado. A sua jornada de volta a King's Landing, junto a Brienne of Tarth será um dos pontos altos da próxima temporada. Mas no último episódio tivemos a oportunidade de ver o que está por vir. Pontos para a atriz Gwendoline Christie e o ator Nikolaj Coster-Waldau.

E os dragões? A saga de Daenerys Targaryen (Emilia Clarke) foi muito modificada em relação ao livro, mas realizada muito bem, apesar de um começo fraco. Daenerys e seus filhos dragões mostraram que não estão para brincadeira e, ainda de quebra, tivemos uma bonita cena com a participação de Khal Drogo (Jason Mamoa).

Seis milhões de dólares a cada episódio

A terceira temporada já é fato
Com as mudanças desta temporada, os produtores trilharam um caminho próprio, mas ainda sim baseado nos livros. O leitor e o telespectador têm em mãos duas obras que se complementam. É impossível adaptar uma obra do tamanho desta fielmente, nem no cinema, muito menos na TV. Não podemos esperar batalhas do escopo das que foram criadas por Peter Jackson em "O Senhor dos Anéis" num orçamento televisivo. Cada episódio de Game of Thrones custa em torno de seis milhões de dólares. Para o penúltimo episódio, que narra a Batalha de Blackwater, os produtores tiveram que pedir à HBO mais dinheiro, e o resultado foi bem impressionante.

O gigantesco terceiro livro será adaptado em duas temporadas filmadas simultaneamente, afinal os atores mirins estão crescendo. Os fãs aguardam com ansiedade, pois teremos muitas reviravoltas. Game of Thrones não é só batalhas e sim sobre como cada personagem joga suas peças no gigantesco tabuleiro de intrigas que é Westeros. É este o jogo dos tronos que conquistou milhões de fãs mundo afora.

Para aqueles que não querem esperar o "inverno chegar" e ficaram na ponta da cadeira com a aparição do exército dos Whitewalker na cena final, os livros estão aí... A terceira temporada deverá estrear somente em abril de 2013. Tempo de sobra para lê-los... A escolha é sua explorador.

Até a próxima!

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Assassin's Creed Brotherhood: (2010)

SÉRIE: GAMES

por Fabok

Depois do enorme sucesso do personagem Ezio no jogo anterior, a Ubisoft continuou a investir no personagem. Brotherhood começa exatamente aonde Assassin's Creed 2 acaba, em 1499, onde encontramos um confuso Ezio, tentando entender o que ele testemunhou no "Vault".

Apple of Eden
Enquanto isso, no presente, Desmond e sua equipe partem em busca da "Apple of Eden" um misterioso artefato que pode impedir que uma catástrofe aconteça ainda em 2012. Com os Templares em seu encalço a equipe encontra abrigo em Monteriggioni - Itália, nas ruínas da Villa Auditore. A única opção de Desmond é continuar a explorar as memórias de Ezio, mesmo com os efeitos colaterais do Aminus ameaçando sua própria vida.

Enfrentando os Borgia e o Papado

Ezio acredita que seus dias de assassino ficaram para trás e parte para Monteriggioni. Entretanto, a vila da família é atacada por Cesare Borgia, filho de Rodrigo Borgia o Papa Alexander VI. Cesare Borgia mata seu tio e mentor, Mario. Ezio escapa com sua família e parte para Roma, centro do poder Templar, determinado a acabar com a tirania dos Borgia.

Durante os próximos quatro anos, com a ajuda de Leonardo Da Vinci e Niccolò Machiavelli, Ezio reerguerá a Ordem dos Assassinos, minando o poder dos Borgia, restaurando a decadente Roma à sua antiga glória.

Brotherhood é um banquete para os olhos. Os gráficos são sensacionais. O Coliseu, por exemplo, foi recriado com uma riqueza de detalhes tão grande, que dá vontade de passar horas explorando-o. O jogo aposta também no seu lado de administrador, ao gerenciar as missões dos assassinos por toda a Europa, o gamer consegue recursos para comprar melhores equipamentos para a Sociedade e restaurar toda a infraestrutura da cidade, inclusive seus importantes monumentos históricos.

Excelentes side quests

Além da campanha principal, existem várias side quests, no qual você pode encontrar tesouros perdidos ou trechos do vídeo que quando unidos mostram parte da "verdade" ligada à mitologia da série, vistos pela primeira vez em Assassin's Creed 2. A melhor side quest para mim, são as missões em que você deve recuperar e destruir as armas que Leonardo Da Vinci foi obrigado a criar para os Borgia, e que estão espalhadas por toda a Itália. Estas armas são realmente baseadas nos projetos reais do mestre renascentista.

Brotherhood deixa um pouco de lado a mitologia da série e foca nas memórias de Ezio. Mas o clímax do jogo volta a ocorrer no tempo presente, dentro do Coliseu e com fortes repercussões para os personagens de Desmond e Lucy.

O game continua a aliar com enorme inteligência eventos históricos e fictícios. Vale destacar também, a belíssima trilha sonora composta por Jesper Kyd, e o excepcional trabalho dos atores Roger Graig Smith (Ezio), Kirsten Bell (Lucy) e Nolan North (Desmond).

Lançado mais um volume para a série

Ezio ainda ganhou mais um volume: o Assassin's Creed Revelations. Para o qual prometo um artigo que descreverá a aventura final deste incrível personagem. Só peço ao explorador que tenha um pouquinho de paciência. Demorei quase um ano para finalizar Brotherhood. Agora vou começar Revelations. Até lá, descubra por você mesmo este incrível universo, e vamos trocar impressões. Comentem aqui as suas descobertas.

Até a próxima!

quarta-feira, 30 de maio de 2012

MIB3 - Homens de Preto

RESENHA CINEMATOGRÁFICA
MIB3 - Homens de Preto 3
Alerta: este artigo tem spoilers moderados

por Babi-Wan

Pois bem, quinze anos depois do primeiro filme, será que é possível retomar a proposta de 1997 e 2002 sem perder a qualidade?

Tarefa difícil, uma vez que o filme de 97 foi um sucesso flamante, tanto pela crítica quanto pelo público, e o de 2002 que, apesar de seus respectivos merecimentos, não chegava aos pés de seu antecessor. MIB 3 acaba não sendo tão bom quanto o primeiro, mas superior em muitos sentidos para a sequela risível.

Jemaine Clement é a voz de Boris - o Animal
O enredo: Boris, o Animal (Jemaine Clement) é um alienígena da espécie boglodite que veio à Terra em 1969 com a finalidade de destruir o planeta em nome da perpetuação de seu povo. Foi impedido pelo Agente K (Josh Brolin) que decepou seu braço e o prendeu em Lunar Max. Quarenta anos depois, Boris consegue ajuda para fugir da prisão e retornar à Terra a fim, não só de acabar com o planeta mas também recuperar um pequeno pedaço do seu antigo eu. Para concretizar seus planos de vingança, o boglodite arranja um jeito de voltar no tempo. Então, quando isso ocorre, toda a memória do Agente K é apagada e uma invasão alienígena acontece. Com o intuito de evitar que a história seja modificada e seu parceiro nunca exista, é que o Agente J (Will Smith) volta no tempo. Na década de 60, J encontra K, e partilham de vários momentos divertidos. No meio dessa trama surge o personagem Griffin (Michael Stuhlbarg), um alienígena muito supimpa que tem o dom de visão multi-plataforma – basicamente ele consegue ver possíveis cenários para o que acontece em seguida, baseado no que acontece agora. Griffin se propõe a ajudar J e K, pois depois de ter tido seu planeta aniquilado ele não quer que outra civilização se perca.

Boris e sua namorada, Nicole Scherzinger do grupo The Pussycat Dolls
Bom, o filme tenta ser descontraído – e por muitas vezes fracassa no quesito, torna a piada um tanto forçada. A medida que a trama vai se desenrolando são acrescidos momentos mais profundos, como interações as quais Smith passa a conhecer um pouco mais de Brolin - que encara o personagem com naturalidade e consegue misturar de uma forma radiante sisudez, um pouco de 'cor' e até romantismo. O nojo continua sendo uma característica marcante. Os efeitos especiais muito bons. O vilão Boris não teve tantas aparições, mas todas muito pertinentes. O mesmo para a Agente O, a qual, a meu ver, não desempenha um papel fulcral no enredo, apenas de ilustrar o lado sentimental do Agente K da década de 60. Por fim Griffin, um personagem complexo, que abre margem para inúmeras possibilidades, no entanto mal exploradas. O filme termina com muito sentimentalismo. Necessário? Quem sabe?

Josh Brolin faz o Agente K
Apesar dos percalços, o filme proporciona um bom divertimento. A Franquia, felizmente, envelheceu dignamente. Então vamos parar por aqui, ok?

MTFBWY

MIB3 - Homens de Preto 3 (Men in Black III): 2012, EUA
Direção: Barry Sonnenfeld
Roteiro: Lowell Cunninghan e Ethan Cohen
Baseado: HQ de Malibu Comic por Lowell Cunninghan
Música: Danny Elfman
Edição: Wayne Warhman e Don Zimmerman
Elenco: Will Smith, Tommy Lee Jones, Jemaine Clement e Josh Brolin

Nossa avaliação:
Delta-Shield Prata

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Nova Série de Terror: The River

SÉRIES DE TV

por Helder Maia

Imagino o Spielberg passando por seu amigo J.J. Abrams pelo corredor de algum canal de TV, ambos carregando suas pastas cheias de grana, e trocando um aceno cúmplice de cabeça. Afinal, recentemente Spielberg também tem associado seu nome a projetos fracos: o ruim seriado Terra Nova (com seus efeitos especiais de quinta categoria) e o muito mal falado Falling Skies (que não senti vontade de ver depois de tanta “cacetada” que a série levou).

The River nos apresenta ao mistério do desaparecimento de Emmet Cole, ambientalista e apresentador de um programa sobre natureza que faz sucesso na TV há anos. Ele, juntamente com sua equipe, foi avistado pela última vez no rio Amazonas, a bordo de seu barco Magus. Então, sua esposa decide continuar a busca por ele após a desistência das autoridades. Mas para financiar esta expedição o canal que exibia o programa de Cole exige que tudo seja filmado. Temos assim um seriado no estilo Bruxa de Blair, com a ação sendo capturada por várias câmeras.

A série até que se esforça, mas o seu maior problema é não conseguir estabelecer a suspensão da descrença no expectador: os mitos e lendas sobrenaturais (alguns baseados em lendas do nosso folclore) explorados pelos roteiristas não conseguem convencer e fazer o expectador entrar no clima de suspense e tensão pretendidos.

Some-se a isso atores fracos, sem nenhuma química entre eles, assim como uma trilha sonora irritante e temos apenas um seriado de mediano a fraco. O único ator que brilha na série é o carismático Bruce Greenwood (o capitão Pike de Star Trek) interpretando Emmet Cole, mas sua participação, em flashbacks ou gravações de vídeo, é muita pequena para manter o interesse no seriado.

Bruce Greenwood como Dr. Emmet Cole
Uma pena, pois séries de terror são raras na TV e eu estava torcendo por um bom programa. Vale citar a participação de Glen Morgan (Arquivo X, Millennium) como co-produtor executivo.

Devido à baixa audiência, o seriado pode vir a ser cancelado, tendo sido produzidos apenas oito episódios em sua primeira temporada. No entanto, existe a possibilidade de que o Netflix, serviço de vídeo sob demanda, assuma a série.

Confesso que, como fã de seriados, estou preocupado. Se a TV americana teve um salto em qualidade a partir dos anos noventa (boa parte graças a Arquivo X) me parece que estamos vivendo uma nova fase de declínio. Uma pena.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Assassin's Creed 2: nova aventura leva a saga à renascença (2010)

SÉRIE: GAMES

por Fabok

Para a sequência do jogo de 2007, a Ubisoft aprimorou ainda mais a jogabilidade para deixar a experiência da trama mais imersiva, com espaço para um maior desenvolvimento de personagens e uma verdadeira aula da história da Itália renascentista. O jogo também continua a apostar na mistura de teoria conspiratória e ficção científica, onde está última ganha um destaque bem maior a medida que nos aprofundamos na mitologia da série.

A situação de Desmond fica insustentável e Lucy consegue tirá-lo do laboratório aonde ele era mantido prisioneiro. Ela o leva a um esconderijo dos Assassinos e revela que eles possuem uma versão mais atualizada do Aminus. Desmond se voluntaria para usar a máquina, mas ele começa a ter flashes de suas memórias passadas fora dela. Ele acaba descobrindo que o uso intenso do Aminus causa uma desordem chamada de Bleedind Effect, onde o usuário tem dificuldades em separar suas próprias memórias das dos seus antepassados. Mas não há muito o que fazer. Abstergo está muito próximo de conseguir seu objetivo.

Um novo antepassado: Ezio Auditore

Ezio Auditore
Desta vez, Desmond vive as memórias de Ezio Auditore de Firenze, um jovem de uma família nobre que vive em 1476 em Florença. Quando seu pai e irmãos são mortos por Uberto Alberti a mando dos Templares, Ezio parte para a vingança e descobre que seu pai fazia parte da Sociedade dos Assassinos, e assim, assume o lugar dele. Ele também acaba por se aliar ao jovem Leonardo Da Vinci que o ajuda a decodificar vários codex espalhados por toda a Itália e que contém planos para armamentos avançados e as memórias de Altair, o herói do primeiro jogo.

O destaque para a Assassin's Creed 2 é como o roteiro mistura fatos e personagens históricos da renascença, que além de Da Vinci, traz personagens como Maquiavel e membros da família Borgia junto à trama do jogo. É um deleite poder explorar lugares como Veneza, Florença e até mesmo o Vaticano com uma incrível riqueza de detalhes. Toda vez que você encontra um monumento, um local ou personagem histórico, é mostrada uma aba com informações reais sobre eles. Uma verdadeira aula de história.

Um novo genesis e um ocaso para a humanidade?

Recriações históricas
Em suas explorações, Enzio encontra vários glifos espalhados em monumentos por todo o jogo. Mas é Desmond, por estar sofrendo os Efeitos do Bleeding Effect, quem consegue decifrá-los e, com eles, a chocante e secreta história da origem da humanidade é revelada. Adão e Eva não foram expulsos do Paraíso, eles fugiram de lá...Curioso? Jogue e descubra a verdade.

Mas por quê Ezio é tão importante para os Assassinos e qual o papel de Desmond no meio de tantos acontecimentos? Sem muitos spoilers, é no Vaticano que ambos, Ezio e Desmond descobrirão que uma ameaça do passado está prestas a ocorrer novamente, no nosso presente. Lembrem-se, no jogo estamos em 2012. Exploradores, realmente não quero estragar a surpresa, vocês realmente precisam jogar este incrível jogo.

Continuações, spinoffs e midia jumps

Revelations
Assassin's Creed 2 foi um enorme sucesso e o personagem de Ezio agradou tanto que ganhou mais dois jogos, Brotherhood e Revelations e uma série de livros, dois deles inclusive já foram lançados no Brasil com os títulos de Assassin's Creed Irmandade e Renascença. E mais, no fim do ano passado, numa negociação coberta de segredos, assim como no jogo, a Sony adquiriu os direitos para a produção de um filme. Muito pouco se sabe sobre ela ainda.

Para os exploradores que têm PS3, o jogo vem com um curta metragem, gravado com a mesma tecnologia de produções como Sin City e a série de TV Sanctuary, narrando as aventuras do pai de Ezio, numa espécie de prequel. Assassin's Creed 2 está disponível em PC, XBOX 360 e PS3. E você explorador, o que está fazendo ainda aqui, sei que nosso Blog é excepcional, mas se você não jogou, jogue agora mesmo...sério.

Até a próxima!

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Game of Thrones - Impressões da segunda temporada (até o episódio 4)

SÉRIES DE TV


por Fabok

Caros exploradores, o inverno está chegando e com ele a segunda temporada de Game of Thrones. A expectativa era muito grande, já que a série atingiu o status de Cult, e com sua primeira temporada catapultou a audiência da HBO e o nome de George R. R. Martin às alturas.

A guerra está chegando!
A popularidade é tamanha que, pela primeira vez, a HBO Brasil exibe uma das suas produções simultaneamente com os EUA. Para ser mais preciso, nós estamos assistindo aos episódios inéditos horas antes dos americanos. Parabéns ao canal pela iniciativa!

Confesso que não sabia nada sobre a saga "A Song of Ice and Fire", até sua estreia na TV em 2011, mas logo fui conquistado pela força e reviravoltas de sua narrativa. Tanto que ao rolar dos créditos do episódio final, ansiosamente mergulhei nos livros conseguindo chegar até o final do terceiro volume, "A Tormenta de Espadas".

Uma história em livro, outra na TV

Segundo livro da saga
‘De cara’ fiquei muito preocupado. O universo é tão rico em lugares, personagens, tramas e batalhas que ficaria muito difícil adaptá-los em dez episódios por livro. Sem contar, claro, que a cada volume o número de páginas aumenta. "A Tormenta de Espadas", por exemplo, tem quase mil páginas. Outro problema: como adaptar as enormes batalhas num orçamento televisivo?

Eis que a série estreou em 1º de abril e, talvez pelo livro "A Fúria dos Reis" ser tão intenso, fiquei um pouco desapontado. A produção é de primeira, impressionante para os padrões de TV, com filmagens em locais como Islândia e Croácia, os personagens estão lá, mas os roteiristas resolveram tomar algumas liberdades na adaptação, que simplesmente não estão no livro.

Carice van Houten Melisandre

Alguns exemplos, sem spoilers, claro. A relação entre Melisandre e o auto proclamado Rei Stannis Baratheon, não é a descrita nos livros. Digamos que ela está muito mais caliente. Além disso, passagens inteiras estão sendo cortadas ou modificadas em relação à obra original. Alguns atores são muito fracos. Gemma Whelan (que interpreta a irmã de Theon Greyjoy, Yara Greyjoy, nos livros ela é chamada de Asha), Gethin Antony (Rei Renly Baratheon) e Shae (a prostituta interpretada por Sibel Kekilli) não transmitem a força e o carisma que seus personagens possuem nos livros.

Game of Thrones precisa de apelos?!

As cenas de sexo não contribuem com o drama
Falando em caliente, a série também está pegando pesado nas cenas de sexo. Tá certo que o livro é cheio delas e são até uma característica da obra de Martin, mas elas estão apelativas demais. Não é puritanismo, nem nada. Outra série do canal, Boardwalk Empire, também tem muitas cenas de sexo, mas todas em favor da trama. Isto não vem acontecendo em Game of Thrones.

Prá mim, o mais problemático é que a trama está muito corrida, o que acaba diminuindo alguns personagens, como o caso da Rainha Cersei (Lena Headey), Jaime Lannister (Nikolaj Daener Coster-Waldau) e, principalmente, Daenerys Targaryen (Emilia Clarke), uma das mais fortes da primeira temporada, e que está muito apagada nesta segunda, pelo menos até agora.

Boas performances e boas noticias

Maisie Williams é Arya Stark
Por outro lado os arcos dos personagens Arya (Maisie Williams), Sansa (Sophie Turner) e Jofrey, o aprendiz do coisa-ruim (Jack Glesson), Jon Snow (Kit Harington), Theon Greyjoy (Alfie Allen), Catelyn e Robb Stark (Michelle Fairley e Richard Maden) e, obviamente, o sempre carismático Tyrion Lannister (Peter Dinklage), apesar de corridos e não seguirem fielmente o livro estão bem realizados. Vale destacar, também, o ótimo trabalho dos atores Carice van Houten (Melisandre), Stephen Dillane (Stannis Baratheon) e Liam Cunningham (de Outcasts) como Ser Davos Seaworth, The "Onion" Knight. Seus personagens são importantíssimos para o desenrolar da trama.

O que podemos esperar para o restante da temporada? Aqui sim teremos o teste de fogo da HBO. Teremos grandes batalhas, tanto em Westeros, quanto além da Muralha. Será que os produtores conseguirão adaptá-las para as telinhas, de maneira convincente? Isto parece não ter importância, pois Game of Thrones vem conquistando uma excelente audiência e já tem assegurada mais duas temporadas, que adaptarão o terceiro livro da saga.

Kit Harington, excelente atuação no papel de Jon Snow
A minha dica, explorador, é a seguinte: leia o livro e assista a série como obras independentes. Não espere uma adaptação fiel, já que esta não é a ideia dos produtores e, aparentemente, também não é uma preocupação do próprio autor George R. R. Martin, que também é coprodutor executivo junto à HBO, e que vem dando total apoio à produção.

Esta, talvez, seja a série mais bem produzida da atualidade e vale ser conferida. Mas, se você quiser realmente mergulhar neste incrível universo, não deixe de ler os livros. Neles, o explorador conhecerá toda a força desta fantástica obra criada por Martin.

Até a próxima!


sexta-feira, 27 de abril de 2012

Assassin's Creed (2007)

SÉRIE: GAMES

por Fabok

Em Assassin's Creed você vive Desmond. Mantido prisioneiro em um laboratório de pesquisas, ele pertence à linhagem dos Assassinos, e foi capturado pela megacorporação Abstergo Industries, que nada mais é que o nome moderno da Sociedade dos Cavaleiros Templários. Os Templários e Assassinos travam uma centenária e sangrenta batalha em que a Abstergo busca vários artefatos chamados de Pieces of Eden (Pedaços do Éden) que contém um enorme poder para controlar e unir a humanidade.

Desmond Miles
Desmond é forçado a usar uma máquina chamada de Animus que o faz reviver as memórias de seus antepassados, e assim encontrar os Pieces of Eden, que se encontram espalhados e perdidos pelo mundo. No primeiro jogo da série, Desmond passa a experimentar as memórias de Altair ibn-La'Ahad, um de seus antepassados que acabou por cair em desgraça dentro da sociedade dos Assassinos e agora  precisa provar seu valor, em plena época das Cruzadas.

Parkour baseado em atletas e dublês
Assassin's Creed combina ficção científica, teoria conspiratória ao melhor estilo de "O Código De Vinci" e uma primorosa reconstrução de época. O jogo é apresentado em terceira pessoa num mundo aberto, que permite ao gamer explorar os cenários da maneira que quiser. Altair também é um especialista em parkour, o que garante uma jogabilidade de tirar o fôlego.
Altair

Para reconquistar sua honra, Altair deve matar nove alvos. Mas a cada missão ele sente que tem algo em comum com suas vítimas. O clímax do jogo é quando ele enfrenta nada menos que o Rei Ricardo I, líder do exército dos cruzados. Neste embate, a verdade será revelada e seu futuro será decidido.

A medida que Altair vai completando suas missões, mais complicada fica a situação de Desmond, no presente (o jogo se passa em 2012). Quando a Abstergo decide que Desmond não é mais necessário e ordena sua morte, a cientista que opera o Animus, Lucy Stillman (dublada pela atriz Kristen Bell de Veronica Mars) convence a Abstergo a manter Desmond vivo até que todos os artefatos sejam recuperados. Porque ela faz isto e quais os efeitos da máquina Animus em Desmond é algo que deixarei o explorador descobrir por conta própria.

Assassin's Creed está disponível em PC, XBOX 360 e PS3.

Em breve falarei das continuações desta fantástica série.

Até a próxima!