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quarta-feira, 13 de junho de 2012

Game of Thrones - impressões da segunda temporada (parte II)

SÉRIES DE TV

por Fabok

Depois de tanta expectativa, a segunda temporada de Game of Thrones veio e já se foi. Podemos dizer que ela foi um divisor de águas, já que claramente os produtores escolheram trilhar um caminho próprio em termos de estória em relação à obra original.

Ranly Baratheon
Diferente do ano anterior, que foi muito fiel ao livro, as mudanças desta temporada causaram uma certa polêmica entre os fãs. Situações foram mudadas, personagens removidos e até mesmo alguns deles se mostraram bem diferentes do que foi visto na obra literária. De todas, a que mais incomodou foi a insistência dos roteiristas em continuar a forçar uma relação entre o Rei Ranly Baratheon e o Cavaleiro das Rosas. Os fãs do seriado dizem que isto ficava subentendido no livro, mas me desculpem discordar, não consegui encontrar esta referência em ponto nenhum.

Uma temporada apressada...

Stannis Baratheon
De qualquer modo, a rapidez com que os eventos e personagens vão passando pela estória, dificulta a imersão no enredo. Game of Thrones tem o elenco mais numeroso da TV atualmente e os dez episódios são muito poucos para o desenrolar da trama. O Rei Stannis Baratheon, por exemplo, apareceu nos episódios iniciais e depois desaparece completamente até os dois últimos episódios. Uma temporada um pouco maior poderia dar tempo de conhecermos mais os personagens.

Tyron Lannister
Apesar disso, o elenco conseguiu brilhar. Peter Dinklage transformou seu Tyron Lannister num personagem tão adorado, que mereceria, na minha opinião, uma série só para ele. Lena Heade conseguiu, no pouco tempo que apareceu, dar um tom cruel, e ainda sim real à Rainha Cersey. É dela um dos melhores momentos da temporada, quando friamente descreve a Sansa o que o destino lhes aguardaria caso os Lennister perdessem a batalha de Blackwater.

Um belo destaque para Jon Snow

Kit Harington é Jon Snow
As aventuras de Jon Snow (Kit Harington) além da Muralha também foram o destaque. As incríveis locações na Islândia deram um tom ainda maior de desolação e desespero à missão dos Nightwatch. E a entrada da personagem Ygretti, interpretada pela ótima Rose Leslie, será o batismo de fogo para a honra do filho bastardo de Ned Stark.

Theon Greyjoy
A ascensão e queda de Theon Greyjoy (Alfie Allen) foi bem fiel ao livro. Suas ações acabam por destruir Winterfell levando o jovem Bran Stark (Isaac Hempstead-Wright) a iniciar sua própria saga. Quem poderia imaginar que Winterfell cairia? Os atores Allen e Hempstead-Wright foram excelentes, afinal Theon foi criado praticamente como um irmão para Bran e acabam por ficar em lados opostos.

A grande interpretação da temporada coube a Maisie Williams e sua Arya Stark. A jovem atriz se destacou quando dividiu a cena com Charles Dance (Lorde Tywin Lannister). Apesar de não estar no livro, aguardava ansiosamente pelos "embates" entre os dois atores. A atriz ainda brilhou quando sua personagem conhece Jaqen H'ghar, um "Homem sem Face" de Davos. A saga de Arya tomará rumos inesperados a partir daqui. "Valar Morghulis" será seu lema.

De príncipes e de dragões

Brienne
O personagem de Jamie Lannister foi talvez o que menos apareceu, mas realmente ele passa a maior parte do livro capturado. A sua jornada de volta a King's Landing, junto a Brienne of Tarth será um dos pontos altos da próxima temporada. Mas no último episódio tivemos a oportunidade de ver o que está por vir. Pontos para a atriz Gwendoline Christie e o ator Nikolaj Coster-Waldau.

E os dragões? A saga de Daenerys Targaryen (Emilia Clarke) foi muito modificada em relação ao livro, mas realizada muito bem, apesar de um começo fraco. Daenerys e seus filhos dragões mostraram que não estão para brincadeira e, ainda de quebra, tivemos uma bonita cena com a participação de Khal Drogo (Jason Mamoa).

Seis milhões de dólares a cada episódio

A terceira temporada já é fato
Com as mudanças desta temporada, os produtores trilharam um caminho próprio, mas ainda sim baseado nos livros. O leitor e o telespectador têm em mãos duas obras que se complementam. É impossível adaptar uma obra do tamanho desta fielmente, nem no cinema, muito menos na TV. Não podemos esperar batalhas do escopo das que foram criadas por Peter Jackson em "O Senhor dos Anéis" num orçamento televisivo. Cada episódio de Game of Thrones custa em torno de seis milhões de dólares. Para o penúltimo episódio, que narra a Batalha de Blackwater, os produtores tiveram que pedir à HBO mais dinheiro, e o resultado foi bem impressionante.

O gigantesco terceiro livro será adaptado em duas temporadas filmadas simultaneamente, afinal os atores mirins estão crescendo. Os fãs aguardam com ansiedade, pois teremos muitas reviravoltas. Game of Thrones não é só batalhas e sim sobre como cada personagem joga suas peças no gigantesco tabuleiro de intrigas que é Westeros. É este o jogo dos tronos que conquistou milhões de fãs mundo afora.

Para aqueles que não querem esperar o "inverno chegar" e ficaram na ponta da cadeira com a aparição do exército dos Whitewalker na cena final, os livros estão aí... A terceira temporada deverá estrear somente em abril de 2013. Tempo de sobra para lê-los... A escolha é sua explorador.

Até a próxima!

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Nova Série de Terror: The River

SÉRIES DE TV

por Helder Maia

Imagino o Spielberg passando por seu amigo J.J. Abrams pelo corredor de algum canal de TV, ambos carregando suas pastas cheias de grana, e trocando um aceno cúmplice de cabeça. Afinal, recentemente Spielberg também tem associado seu nome a projetos fracos: o ruim seriado Terra Nova (com seus efeitos especiais de quinta categoria) e o muito mal falado Falling Skies (que não senti vontade de ver depois de tanta “cacetada” que a série levou).

The River nos apresenta ao mistério do desaparecimento de Emmet Cole, ambientalista e apresentador de um programa sobre natureza que faz sucesso na TV há anos. Ele, juntamente com sua equipe, foi avistado pela última vez no rio Amazonas, a bordo de seu barco Magus. Então, sua esposa decide continuar a busca por ele após a desistência das autoridades. Mas para financiar esta expedição o canal que exibia o programa de Cole exige que tudo seja filmado. Temos assim um seriado no estilo Bruxa de Blair, com a ação sendo capturada por várias câmeras.

A série até que se esforça, mas o seu maior problema é não conseguir estabelecer a suspensão da descrença no expectador: os mitos e lendas sobrenaturais (alguns baseados em lendas do nosso folclore) explorados pelos roteiristas não conseguem convencer e fazer o expectador entrar no clima de suspense e tensão pretendidos.

Some-se a isso atores fracos, sem nenhuma química entre eles, assim como uma trilha sonora irritante e temos apenas um seriado de mediano a fraco. O único ator que brilha na série é o carismático Bruce Greenwood (o capitão Pike de Star Trek) interpretando Emmet Cole, mas sua participação, em flashbacks ou gravações de vídeo, é muita pequena para manter o interesse no seriado.

Bruce Greenwood como Dr. Emmet Cole
Uma pena, pois séries de terror são raras na TV e eu estava torcendo por um bom programa. Vale citar a participação de Glen Morgan (Arquivo X, Millennium) como co-produtor executivo.

Devido à baixa audiência, o seriado pode vir a ser cancelado, tendo sido produzidos apenas oito episódios em sua primeira temporada. No entanto, existe a possibilidade de que o Netflix, serviço de vídeo sob demanda, assuma a série.

Confesso que, como fã de seriados, estou preocupado. Se a TV americana teve um salto em qualidade a partir dos anos noventa (boa parte graças a Arquivo X) me parece que estamos vivendo uma nova fase de declínio. Uma pena.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Game of Thrones - Impressões da segunda temporada (até o episódio 4)

SÉRIES DE TV


por Fabok

Caros exploradores, o inverno está chegando e com ele a segunda temporada de Game of Thrones. A expectativa era muito grande, já que a série atingiu o status de Cult, e com sua primeira temporada catapultou a audiência da HBO e o nome de George R. R. Martin às alturas.

A guerra está chegando!
A popularidade é tamanha que, pela primeira vez, a HBO Brasil exibe uma das suas produções simultaneamente com os EUA. Para ser mais preciso, nós estamos assistindo aos episódios inéditos horas antes dos americanos. Parabéns ao canal pela iniciativa!

Confesso que não sabia nada sobre a saga "A Song of Ice and Fire", até sua estreia na TV em 2011, mas logo fui conquistado pela força e reviravoltas de sua narrativa. Tanto que ao rolar dos créditos do episódio final, ansiosamente mergulhei nos livros conseguindo chegar até o final do terceiro volume, "A Tormenta de Espadas".

Uma história em livro, outra na TV

Segundo livro da saga
‘De cara’ fiquei muito preocupado. O universo é tão rico em lugares, personagens, tramas e batalhas que ficaria muito difícil adaptá-los em dez episódios por livro. Sem contar, claro, que a cada volume o número de páginas aumenta. "A Tormenta de Espadas", por exemplo, tem quase mil páginas. Outro problema: como adaptar as enormes batalhas num orçamento televisivo?

Eis que a série estreou em 1º de abril e, talvez pelo livro "A Fúria dos Reis" ser tão intenso, fiquei um pouco desapontado. A produção é de primeira, impressionante para os padrões de TV, com filmagens em locais como Islândia e Croácia, os personagens estão lá, mas os roteiristas resolveram tomar algumas liberdades na adaptação, que simplesmente não estão no livro.

Carice van Houten Melisandre

Alguns exemplos, sem spoilers, claro. A relação entre Melisandre e o auto proclamado Rei Stannis Baratheon, não é a descrita nos livros. Digamos que ela está muito mais caliente. Além disso, passagens inteiras estão sendo cortadas ou modificadas em relação à obra original. Alguns atores são muito fracos. Gemma Whelan (que interpreta a irmã de Theon Greyjoy, Yara Greyjoy, nos livros ela é chamada de Asha), Gethin Antony (Rei Renly Baratheon) e Shae (a prostituta interpretada por Sibel Kekilli) não transmitem a força e o carisma que seus personagens possuem nos livros.

Game of Thrones precisa de apelos?!

As cenas de sexo não contribuem com o drama
Falando em caliente, a série também está pegando pesado nas cenas de sexo. Tá certo que o livro é cheio delas e são até uma característica da obra de Martin, mas elas estão apelativas demais. Não é puritanismo, nem nada. Outra série do canal, Boardwalk Empire, também tem muitas cenas de sexo, mas todas em favor da trama. Isto não vem acontecendo em Game of Thrones.

Prá mim, o mais problemático é que a trama está muito corrida, o que acaba diminuindo alguns personagens, como o caso da Rainha Cersei (Lena Headey), Jaime Lannister (Nikolaj Daener Coster-Waldau) e, principalmente, Daenerys Targaryen (Emilia Clarke), uma das mais fortes da primeira temporada, e que está muito apagada nesta segunda, pelo menos até agora.

Boas performances e boas noticias

Maisie Williams é Arya Stark
Por outro lado os arcos dos personagens Arya (Maisie Williams), Sansa (Sophie Turner) e Jofrey, o aprendiz do coisa-ruim (Jack Glesson), Jon Snow (Kit Harington), Theon Greyjoy (Alfie Allen), Catelyn e Robb Stark (Michelle Fairley e Richard Maden) e, obviamente, o sempre carismático Tyrion Lannister (Peter Dinklage), apesar de corridos e não seguirem fielmente o livro estão bem realizados. Vale destacar, também, o ótimo trabalho dos atores Carice van Houten (Melisandre), Stephen Dillane (Stannis Baratheon) e Liam Cunningham (de Outcasts) como Ser Davos Seaworth, The "Onion" Knight. Seus personagens são importantíssimos para o desenrolar da trama.

O que podemos esperar para o restante da temporada? Aqui sim teremos o teste de fogo da HBO. Teremos grandes batalhas, tanto em Westeros, quanto além da Muralha. Será que os produtores conseguirão adaptá-las para as telinhas, de maneira convincente? Isto parece não ter importância, pois Game of Thrones vem conquistando uma excelente audiência e já tem assegurada mais duas temporadas, que adaptarão o terceiro livro da saga.

Kit Harington, excelente atuação no papel de Jon Snow
A minha dica, explorador, é a seguinte: leia o livro e assista a série como obras independentes. Não espere uma adaptação fiel, já que esta não é a ideia dos produtores e, aparentemente, também não é uma preocupação do próprio autor George R. R. Martin, que também é coprodutor executivo junto à HBO, e que vem dando total apoio à produção.

Esta, talvez, seja a série mais bem produzida da atualidade e vale ser conferida. Mas, se você quiser realmente mergulhar neste incrível universo, não deixe de ler os livros. Neles, o explorador conhecerá toda a força desta fantástica obra criada por Martin.

Até a próxima!


segunda-feira, 2 de abril de 2012

Person of Interest

SERIES DE TV


por Fabok

O Santo Graal para os que acreditam em teorias conspiratórias, é a suposta existência de um complexo sistema computacional chamado de Echelon. Ele seria capaz de interceptar e rastrear todas as ligações telefônicas, emails e SMS, vinte e quatro horas por dia, em busca de possíveis ameaças terroristas.

Jonathan Nolan
Com base nisso, J.J. Abrams, que adora tramas mirabolantes, desenvolveu junto com Jonathan Nolan (irmão do diretor Cristopher Nolan), o roteiro para a série Person of Interest. Nela um ex-agente da CIA, John Reese (Jim Caviezel - Jesus, em A Paixão de Cristo), é recrutado pelo misterioso bilionário Harold Finch (Michael Emerson - mais conhecido como Ben, de Lost) para evitar que crimes violentos aconteçam na cidade de Nova York.

Michael Emerson e Jim Caviezel
Até aí parece mais uma série policial padrão, só que o personagem de Herold Finch, após os ataques de 11 de setembro, criou e construiu um sistema para o governo que usa a informação coletada pelos onipresentes sistemas de vigilância da cidade para prever futuros ataques terroristas. Mas, o sistema criado por Finch acaba indo além do planejado e, também, consegue prever crimes comuns. O Governo, contudo, não demonstra interesse em resolver crimes "menores". Finch, indignado, sente-se compelido a fazer justiça.

Acessando o sistema através de um 'backdoor'
John Reese, contratado pelo bilionário, vê neste trabalho a oportunidade de se livrar dos fantasmas de seu turbulento passado. Com sua bagagem militar ele é a força bruta da dupla, enquanto Finch opera o sistema através de um backdoor, deixado por ele durante o desenvolvimento, anos atrás. A máquina não é capaz de prever quando ou onde o crime vai acontecer. Ela apenas envia o número do seguro social que pode ser tanto da vítima, como do criminoso, na eminência do crime acontecer.

Kevin Chapman (Sobre Meninos e Lobos) é Lionel Fusco
Reese acaba por obrigar um policial corrupto, o detetive Lionel Fusco (Kevin Chapman), a ser seu informante dentro da polícia. Só que as ações de Reese e Finch acabam por chamar a atenção da detetive Joss Carter (Taraji P. Henson, de Karate Kid), que começa por conta própria a investigá-los. Apesar de trabalharem juntos, Reese não sabe nada sobre o passado de Finch, gerando constantes atritos entre os dois.

A série conta com um elenco principal pequeno, o que garante boas atuações. Apesar de um começo típico de série policial, na qual é sempre resolvido o crime da semana, Person of Interest começa a ficar envolvente quando desenvolve sua própria mitologia. Onde está esta máquina? Ela é senciente? E quem são realmente Finch e Reese? Além disso a entrada do personagem Carl Elias (Enrico Colantoni, de Galaxy Quest) coloca Reese em uma situação que renderá bons frutos para o futuro da trama. Outro ponto positivo é que a série é filmada realmente em Nova York, dando um nível maior de veracidade, além de um charme a mais.

Person of Interest vem conquistando uma boa audiência nos EUA, inclusive recentemente foi premiada com o People's Choice Awards de melhor nova série de drama e acabou de ser renovada para uma segunda temporada. Por aqui a série é exibida no canal Warner.

Vale a conferida!

segunda-feira, 26 de março de 2012

O limbo de Stargate

SÉRIE: AS GRANDES SAGAS


por Fabok

Faz apenas um ano que Stargate Universe foi cancelada, mas é difícil entender como um universo que teve dezessete temporadas e dois telefilmes pode ser abandonado tão facilmente pelo estúdio, neste caso a MGM. Com a falta de novidades, o que o fã pode fazer? Infelizmente não muito...

Hoje no Brasil, encontram-se disponíveis todas as temporadas das sagas de Stargate em DVD, com exceção da segunda temporada de SG-Universe. Inclusive SG1 e SG Atlantis podem ser adquiridas em bonitos boxes com as séries completas e carregados de extras. No exterior SG Atlantis foi relançada em um box com as cinco temporadas em blu-ray. SG-U tem a primeira temporada no formato azul, mas seu último ano só foi lançado em DVD, reflexo da baixíssima audiência que a série vinha conquistando na época.

Os possíveis investidores nunca acreditaram na proposta. Infelizmente.
Se você pensou que talvez houvesse algum jogo baseado no universo... Pense novamente! Ainda quando SG-1 estava no ar o jogo Alliance começou a ser produzido e usaria elementos também de Atlantis na estória. Só que o projeto foi cancelado sem muitas explicações. Mais tarde foi anunciado a produção do MMO Stargate Worlds. O jogo parecia promissor, e foi até utilizado no primeiro episódio de SG-U, quando o Gen. O'Neal recruta o jovem Elli. Infelizmente a empresa produtora não conseguiu capital para o tamanho do projeto e acabou falindo. Numa tentativa desesperada de salvar SG Worlds, eles lançaram o shooter on-line SG: Resistence. Um produto mal acabado, que não agradou os fãs e que acabou de vez com as chances da Franquia chegar ao mundo dos jogos.

Printscreen - Stargate At War, batalha em Atlantis contra os wraith
Mas fã é fã, e vários deles criaram e criam mods baseados na série que rodam nos mais diversos jogos. Confiram no site MOBDB. Ali, no momento, projeto mais aguardado é Stargate Empire at War: Pegasus Chronicles, uma conversão total do jogo Star Wars Empire at War. O grupo promete o mod completo ainda para 2012. Parece interessante vejam aqui.

Apenas US$4,90 para kindle
Talvez a melhor opção para os fãs sejam os livros baseados nas séries, e aqui talvez esteja a única boa notícia sobre Stargate: recentemente todos os livros foram lançados no formato do leitor eletrônico Kindle da Amazon (mais de 40 títulos). E alguns deles continuam a estória após os eventos do final SG Atlantis, como a série Legacy que é muito popular entre os fãs. Ainda não tive tempo para checar estes livros, mas as críticas são bem favoráveis.

O fato é que se um dia a Franquia retornar, não será no formato como a conhecemos. Os atores e produtores já estão associados a outros projetos, inclusive Richard Dean Anderson que esteve no Brasil, no último carnaval, para participar de uma campanha publicitária. Além disso, o produtor da versão cinematográfica de Stargate, de 1994, Dean Evlin teria um projeto para um novo filme sem nenhuma relação com os eventos das séries. A questão é: quando isto vai acontecer?

O futuro da Saga, por incrível que pareça, está nas bilheterias do novo filme de James Bond (Skyfall - 2012) e das duas adaptações baseadas no livro O Hobbit. A MGM só terá um futuro se estes filmes forem bem sucedidos. Com isto, talvez ela se interesse em trazer Stargate de volta aos cinemas ou à televisão. O jeito é aguardar...


Até a próxima!

segunda-feira, 12 de março de 2012

A popularidade de Star Wars e Star Trek


SÉRIE: GRANDES SAGAS


por Fabok

Star Wars sempre tem um público um pouco maior
Estávamos saindo de nossa participação na Comic Con do SANA Fest 2012 e estávamos impressionados que o nosso painel sobre Star Wars atraiu muito mais o interesse do público do que o de Star Trek. Alguns dias mais tarde, fui ao cinema assistir à estreia de Star Wars - Episódio I em 3D, e me surpreendi com a quantidade de crianças, havia até uma garotinha de no máximo seis anos toda orgulhosa com um sabre de luz na cintura, vibrando com um filme, que é de longe considerado o mais fraco da série.

Star Wars tem um certo charme, mas não sei bem onde...
Dias depois, ao contar esta experiência ao pessoal do Relatório da Situação, nosso amigo Helder Maia fez um comentário muito interessante, que me fez refletir bastante, e tomei a liberdade de citar aqui:
Star Wars encanta, Star Trek é reflexão!”


Pensando bem, isso até que faz sentido!!! ¬¬ ?
Aquilo me 'deixou com a pulga atrás da orelha' e, por mais que tentasse, não conseguia concordar inteiramente com o Helder. A Série Clássica e até mesmo a Nova Geração definitivamente sempre deixavam no ar alguma reflexão, algumas muito bem trabalhadas, outras nem tanto. Mas as séries subsequentes de Jornada abandonaram quase que completamente esta característica. Se nós pensarmos nos filmes para o cinema, pelo menos com os filmes da tripulação original, havia uma preocupação de se deixar uma mensagem. O valor da amizade, tolerância, moral, ética, preocupação com ecologia ou a nossa situação política vivida naquele momento, refletindo-se nos roteiros, são elementos que sempre estiveram presentes. Por outro lado, isto foi sendo deixado de lado nos filmes da Nova Geração e, a meu ver, ignorado completamente em Star Trek (2009).

"Doca-seca" de Jornada nas Estrelas: O Filme (1979)
Então explorador, pelo menos até agora, vocês devem estar concordando com o Helder, mas é aí que a coisa complica. Se excluirmos Jornada nas Estrelas - O Filme (1979), as aventuras mais rentáveis de Jornada foram First Contact (1996) e Star Trek (2009), que tiveram muita ação, grandes efeitos visuais, e quase nada de reflexão; e o primeiro filme (1979) foi considerado um show de efeitos visuais em sua época. Resolvemos a charada, o segredo do sucesso é a ação e os efeitos visuais. Certo?

Acho que seria certo, para quase tudo em cinema, mas para estas franquias está errado... Claro que os efeitos e a ação são um importante chamariz, mas o que encanta, principalmente, em Star Wars é a saga do herói, não somente de Anakin ou Luke Skywalker. A saga apresenta uma galeria de incontáveis personagens heroicos: Padmé, Han Solo, Lea, Yoda e até mesmo os droids R2D2 e C3PO, e cada um deles tem seu momento de sacrifício em prol de alguém ou de uma causa. Aí está um elemento de força na saga de George Lucas. Até mesmo o maior vilão de todos os tempos, Vader, tem seu momento de redenção ao deixar o Lado Negro e se sacrifica para salvar seu filho. Não tenha dúvida, mesmo o público mais jovem é capaz de identificar-se com isto. E, se o público jovem fica "encantado", jamais esquece. Sucessos baseados somente em efeitos visuais ou ação são efêmeros e, no final, esquecidos pelo público.

O filme de Jornada que melhor trabalhou o valor do herói foi ‘A Ira de Khan’ (1982). Não é à toa que esta é a aventura mais querida dos fãs. Mas, o que compensava a falta de um herói, nos filmes com o elenco original, era a incrível química e cumplicidade entre os atores, refletindo isso em seus papéis. Por isso Kirk e companhia funcionavam tão bem. Já com a Nova Geração, a primeira coisa que fizeram, no cinema, foi transformar Picard num "herói de ação"...!!

Calma, explorador, me deixa terminar... "Tentaram" criar um herói, mas que ficou sem uma saga, sem sacrifício e, no final, sem graça. De que adianta mandar a Enterprise se chocar contra a nave do vilão, se isto não traz nenhuma empatia com audiência, a não ser uma sequência de ótimos efeitos visuais? Pior ainda, o excelente elenco da Nova Geração foi extremamente mal utilizado nos filmes, as espinhas do Worf e os comentários bobos de Data em Insurrection (1998) estão aí para provar o que estou dizendo. Os filmes da Nova Geração foram ficando cada vez piores com o tempo, o que causou o fim das aventuras da Enterprise de Picard no cinema, mesmo com boas cenas de ação e efeitos visuais.

A 'divinal' obra de J.J. Abrams
E assim chegamos a Star Trek 2009. A idéia do reboot foi uma saída interessante para se escapar das armadilhas do canon, mas a decisão de transformar o filme num festival de pirotecnia em detrimento da estória, é motivo, sim, de preocupação. J.J Abrams e sua turma tem um elenco promissor nas mãos, mas eles precisam trabalhar melhor os personagens. Jornada, para sobreviver, precisa de heróis, no verdadeiro sentido da palavra, e não somente Kirk, Spock e McCoy. Uhura, Sulu, Chekov, Scotty. Estes personagens estão prontos, e com certeza seus interpretes também, para partir em direção a novos caminhos para a série. Deixem a nova tripulação da Enterprise sair em busca de sua própria saga! É este ponto, pelo menos para mim, que Star Trek deveria emular Star Wars.

Sei que muitos discordam de mim. Mas, e você explorador, qual é a sua visão desta temática? Expresse sua opinião. Diga-nos por que Jornada não encanta. É uma discussão interessante...


Participação de Fargon Jinn


Bom, como editor deste fanzine, e fã de ambas as sagas, me sinto compelido a expressar a minha opinião sobre este tema, que me é muito instigante.

Enfim uma série de respeito
Star Trek, minha paixão de infância, é uma série que me cativou profundamente, por que nos trazia um posicionamento sério, e acessível o suficiente para uma criança de 8 anos entender. E eu entendia sim. Claro que muitos dos layers de Star Trek eram invisíveis, na época, mas eu tinha pelo menos um insight por episódio. No lado oposto eu tinha Perdidos no Espaço (1965-1968), que não era nada mais do que “o monstro da semana”. E eu, aos 6 anos, me cagava de medo do monstro, ou morria de rir do Robô, ou de raiva da vilania do Dr. Smith. Achava que no ano 2000 todos vestiriam roupas prateadas e usariam pistolas laser no coldre.

Jornada era uma proposta séria, e me fazia viajar. Eu gostaria de poder ter uma nave e sair ao bel prazer pelo espaço à fora, e solucionar elegantemente todos os desafios propostos como Kirk e Spock sempre faziam.

Resposta do público durante todo o ano de '77 em Hollywood
Quando vi Star Wars, em 1977, meu cérebro fundiu. A space opera entrou em minha vida de uma forma violenta. E foi, além das naves, robôs e cenas de combate, principalmente pelo poder da Força. Uau! Nessa época, o misticismo, para mim, era algo que tinha um apelo muito poderoso. E aquele poder etéreo batia em muito com o que eu acreditava do que deveria ser “a verdade sobre a vida, o universo e tudo o mais”. A história em si, eu sempre achei muito cheia de furos, pequenos e grandes, muitas pontas soltas. Por isso, o 'ambiente' em si, o grande cenário, a saga propriamente dita, foi o grande anzol que me fisgou.

E se, mesmo após esta lógica explanação, alguém discordar...
Sempre existem formas mais eficazes de convencimento!
Este é para mim o grande diferencial entre estas grandes séries. Para mim, Star Trek encanta tanto quanto Star Wars. Mas concordo plenamente que o universo de Lucas tem muito mais elementos que apelam emocionalmente. E mesmo que a mística da Força tenha sido destruída (Obrigado titio Lucas!), existem um sem-número de elementos que ainda exercem uma atração maravilhosa. E, com certeza, "Assim Falou Fabok", a jornada do herói, de cada um dos grandes personagens de Star Wars, é um dos elementos mais fortes destes apelos.


Participação de Helder Maia


Peraí, se todo mundo está dando sua opinião, eu vou dar a minha também. Hehehe...

Nunca conseguiu entrar na minha cabeça como Guerra nas Estrelas consegue ser mais popular que Jornada nas Estrelas (sim, eu não chamo de Star Wars, pois cresci com o título em português. Caramba, até me lembro de uma promoção do achocolatado Nescau nos anos 80: você comprava uma lata e “ganhava” uma máscara do Darth Vader! Claro que eu comprei e ficava brincando com a tal máscara). Afinal, como seis filmes para o cinema de Guerra podem competir com onze de Jornada, mais setecentos e vinte e seis episódios de todas as suas séries juntas? Claro que Guerra tem seu “universo expandido” nos livros, jogos e nas séries de animação, mas tirando estas últimas, os dois primeiros formatos não são tão difundidos aqui no Brasil.

Mas, ei, qual era o tema mesmo...? Ah, sim... Guerra x Jornada. Bem, eu não diria que os filmes da Nova Geração sejam apenas aventuras de ação, como ponderou o meu amigo Fabok. Apesar de sofrível, Generations trata da questão da mortalidade e de como ela nos define. Primeiro Contato coloca em meio à ação o drama particular de Picard, que tendo sido sequestrado e sofrido “lavagem cerebral” na mão dos borgs, fica obcecado por destruí-los, mesmo esquecendo seus princípios, em sua sede de vingança. Insurreição, como todos os seus defeitos, trata da busca da criança dentro de todos nós e do mito da “fonte da juventude”. Mesmo o fraquíssimo Nêmesis (2002) trata da questão do desenvolvimento humano sob a ótica da carga genética versus o ambiente e experiências vividas: qual delas tem maior poder sobre a formação do indivíduo? Será que Picard teria se tornado como seu clone, Chinzon, se tivesse passado pelas mesmas experiências de humilhação e violência como escravo nas minas remanas?

Apesar de Guerra nas Estrelas ser um espetáculo visual e trazer, claro, personagens cativantes como Han Solo, Luke e a Princesa Léia, eu não vejo uma temática maior sendo tratada nos filmes da saga de Lucas. Não é que eu não goste deles, mas prefiro Jornada por ser mais cerebral, sem abrir mão da ação ou entretenimento. Se não fosse assim não estaria cogitando conferir os seis filmes de Guerra recentemente lançados em Bluray.

Mas, mais importante do que os fãs ficarem se digladiando sobre qual das franquias é a melhor, naquele ‘besteirol’ de tentar convencer o outro de sua opinião, é que se consiga ver em cada uma delas seus valores, sem perder o senso critico para seus defeitos. Porque uma não poderia complementar a outra, afinal? 


- No próximo falaremos da guerra final Star Wars e Star Trek versus Crepúsculo!
- Nãaaaooooo! Não é possíiiivel!
- It's a trap!

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Notícia de 21 de fevereiro de 2012

EXTRA! EXTRA! PLANTÃO FANTASTIC ZONE COM NOTÍCIA DE ÚLTIMA HORA!!!


por Fabok

Primeiras Impressões
O Carnaval chegou com dois presentes: primeiro o disco demo com 3 episódios de "Jornada nas Estrelas: A Nova Geração" remasterizados, em Full HD; logo em seguida a PSN liberou o demo do aguardadíssimo Mass Effect 3 para o PS3.



Star Trek The Next Generation - The Next Level:

O que dizer deste incrível trabalho de restauração? Simplesmente que, é uma obra de arte. A reconstrução quadro-a-quadro trouxe a Nova Geração ao século XXI em grande estilo. As cores dos uniformes estão vivas e com uma textura nunca vista. Em Encontro em Fairpoint, quando Wesley vai à ponte pela primeira vez, temos a mesma sensação de deslumbramento que o menino, graças à incrível riqueza de detalhes que a imagem proporciona.

Os efeitos visuais são um capítulo à parte: a restauração valorizou o incrível trabalho dos artistas que trouxeram a Nova Geração às TVs nos anos 80 e 90. As tomadas dos planetas no espaço, os matte paintings e as miniaturas mostrando as suas superfícies e, obviamente, as naves, estão num grau de perfeição tamanha, que ficaram mais realistas que muitas séries modernas. Fica difícil dizer o que foi refeito para a restauração de tão bem integradas que estas tomadas estão em conjunto com o material antigo.

O som também foi todo remasterizado para DTS HD 7.1. Você se sente realmente à bordo da nave com todos os sons da ponte ao seu redor. Os episódios escolhidos para este disco foram "Encounter at Fairpoint", "Sins of the Father" e "The Inner Light". Minha única ressalva é que o demo poderia ter um episódio de mais ação como "Yesterday's Enterprise" ou "Q Who", mas infelizmente, a Paramount guardou estes episódios somente para o lançamento dos boxes com as temporadas completas.


Mass Effetc 3 Demo:

A Bioware mostra que não está de brincadeira e vem fazendo uma campanha enorme para o lançamento do jogo. Apesar de curto, o demo é intenso. Começa com o ataque dos rippers à Terra, com Sheppard tentando chegar à Normandy, no meio da batalha. Ao final desta fase, o jogo dá um salto para uma missão mais à frente, focando em muita ação. Há ainda um módulo multiplayer, inédito na saga, que permite jogadores do mundo inteiro se enfrentarem. Gráficos e sons impressionantes vão te deixar com as mão grudadas no joystick. Marquem o dia 15 de março no calendário. É quando Mass Effect 3 chega ao Brasil.