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sexta-feira, 1 de junho de 2012

Star Trek Ongoing: série em quadrinhos abre caminho para novo Star Trek

SÉRIE: QUADRINHOS

por Fabok
Nunca fui muito fã de quadrinhos, mas passei a apreciá-los depois que comecei a lê-los no iPad. A interface gráfica é muito inteligente e confortável para o leitor. Como trekker acabei descobrindo a série Star Trek Ongoing, que faz a ligação entre o filme Star Trek (2009) e a sua sequência que chega aos cinemas no ano que vem.

Edição #1-Where No Man Has Gone Before
O projeto é bem interessante, onde as aventuras da série clássica de Jornada nas Estrelas são revividas agora, já no novo universo criado por J.J. Abrams. A produção é de primeira. Os traços são muito bonitos e reproduzem fielmente os personagens e cenários do filme. Além disso Ongoing conta com a participação de Roberto Orci, um dos roteiristas do reboot e da sequência como Consultor Criativo. A proposta é boa, visto que constrói o background das aventuras nos permitindo um melhor posicionamento ante os eventos do novo filme.

Estórias em arcos duplos

Explore estranhos mundos novos!
Aliste-se na Frota Estelar!
Cada aventura é dividida em duas edições. Logicamente o primeiro episódio adaptado foi "Onde Nenhum Homem Jamais Esteve". Esta é uma adaptação bem fiel ao episódio da Série Clássica, e sem muitas novidades, a não ser a personagem da doutora Elizabeth Dehner que não está presente; o Dr. McCoy já é o oficial Médico-Chefe da nave e não o Dr. Mark Piper. O personagem Gary Mitchell ganhou os traços do ator Gary Lockwood (2001, Uma Odisséia no Espaço). O roteiro ganhou um acabamento melhor, mais moderno e mais casado com a "realidade" construída ao longo da série. Uma curiosidade é que o planeta onde se passa a aventura chama-se Delta Vega. No filme de 2009, Delta Vega é onde Kirk encontra Spock Prime e Scott. E, não tem nada haver com o planeta da Série Clássica. Cuidado aí J.J.!

Acabamento primoroso
O próximo episódio escolhido foi "O Primeiro Comando", que traz duas grandes mudanças em relação ao episódio original. Uma das tripulantes da nave auxiliar é a Alferes Rand, fazendo sua primeira aparição no novo universo. E quem salva o dia é Uhura que, contra todas as ordens, rouba uma nave auxiliar, para encontrar Spock. Ponto para a personagem, mas que, por outro lado acaba por enfraquecer Spock. Um dos pontos altos do episódio original era justamente a visão pragmática do Vulcano, que resolve tomar uma decisão "desesperada" baseada na sua maneira peculiar de usar a lógica. Ainda sim, a aventura é bem interessante.

Os clássicos episódios da TV estão sendo revisitados

Belo tratamento de imagem
Em "Operação Aniquilação", os quadrinhos tomam um rumo bem diferente do que foi visto antes. Aqui Kirk encontra seu irmão George vivo e temos a oportunidade de conhecer um pouco mais sobre o passado dos dois personagens. Legal aqui é que os roteiristas trouxeram a boa química entre McCoy e Spock de volta. Outro bom momento é dado na relação entre Spock e Uhura, que se mostra bem preocupada com as atitudes um tanto quanto "ilógicas" do Vulcano desde a perda de sua mãe e do seu planeta natal. Até o momento esta foi a melhor adaptação dos episódios originais.

Já para a próxima aventura, os roteiristas resolveram contar uma trama original, diretamente ligada ao filme de 2009, "Vingança Vulcana". Novamente mostrando a, cada vez mais preocupante, falta de conhecimento da geografia de Star Trek, o episódio começa no distante Quadrante Delta, é mole? Onde um alienígena tenta negociar a venda de informações sobre a Narada, a um misterioso grupo. Enquanto isso, a Enterprise está em patrulha próxima à Zona Neutra Romulana e recebe um pedido de socorro de uma nave científica vulcana. Aqui os roteiristas foram felizes em manter o desenho das naves vulcanas como vistas na série Enterpise. Kirk encontra a nave ainda sendo atacada, mas o grupo consegue fugir, deixando para trás um tripulante que revela ser um sobrevivente da tripulação da nave de Nero. Sem muitos spoilers, a trama envolve uma missão secreta vulcana para recolher o que restou da infame "matéria vermelha" e acaba por levar a Enterprise a Romulus. O roteiro é bem interessante e cheio de reviravoltas, pena que o final fica um pouco a desejar por não ousar em transformar um importante personagem do canon de Jornada em vilão. Faltou coragem ou liberdade aos roteiristas...

Lançamento - A Vingança do Vulcano p.2
Para os próximos números teremos adaptações de "A Hora Rubra" e uma aventura inédita com os pingos intitulada de "A Verdade Sobre os Pingos". Os produtores já disseram várias vezes que alguns eventos e personagens vistos nos quadrinhos terão conexão com o próximo filme. Para o fã de Jornada vale a conferida, mas infelizmente não há previsão de lançamento no Brasil. A boa notícia é que a editora IDW, disponibiliza Ongoing pela Internet, App Store, Android e Kindle. Confira o site.



Star Trek Ongoing: 2011, EUA
História: Mike Johnson
Arte: Joe Phillips, Steve Molnar, Tim Bradstreet, Joe Corroney

Editora: IDW Publishing
Número de páginas: de 28 a 33
Preço de venda: US$1,99 - lançamentos US$3,99
Mídia: Leitor eletrônico (internet, iPad, iPhone, iPod, Kinde e pads com Android)

Idioma: inglês

Nossa avaliação:
Delta-Shield Ouro

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Construíndo a Enterprise

SÉRIE: CRÔNICAS NERDS

por Fargon Jinn

Olá amigos exploradores. Sendo esta semana um período do ano muito especial, estou trazendo este presente ou esta pérola, dependendo dos olhos de quem vê. O que temos nas linhas a seguir é algo com o qual esbarrei nas minhas atividades exploratórias da internet. Algo que além de me encher de espanto e incredulidade, também me trouxe um pouco daquele entusiasmo infantil e inconsequente. Me fez pensar e sentir como NERD, como alguém que sonha desmedida e irresponsavelmente. E, de repente, resolve que se ninguém começar a fazer em algum ponto, ninguém nunca o fará. Então, por que não ser eu o primeiro lunático a agir? E começo a dar asas à imaginação. Sigo aquilo que alguém disse: “Toda obra prima é um por cento de inspiração e noventa e nove de transpiração!”.

Comparação entre construções e navios com a Enterprise
Então, eis que um misterioso nerd, Dan (apenas Dan), com uma idade que deve estar na casa dos cinquenta, engenheiro elétrico e de sistema, que trabalha, há trinta anos, numa poderosa empresa que explora tecnologia de ponta, senta-se na frente de seu computador e do nada cria um site que vem recebendo dezenas de milhares de visitas diariamente. buildtheenterprise.org, é sem dúvida a coisa mais impressionante que já encontrei nos últimos anos.

Um sonho, um delírio e muito trabalho

Enterprise de Star Trek (2009)
Ele acredita que poderemos construir uma Enterprise em vinte anos. Mas não uma nave qualquer. A Enterprise. Aquela, capitaneada por ninguém menos do que James Tiberius Kirk. A NCC 1701-x, Gen1. Estamos falando aqui de uma realidade? Ou é um sonho? Seria um delírio? Nenhum, nem outro. É uma proposta para o mundo. Um desafio ao estilo J. F. Kennedy.

Orçamento para vinte anos
Trata-se aqui de uma réplica estrutural na escala 1:1 da nave estelar que deveria ser construída em 2245, cujo custo é orçado em um trilhão de dólares americanos. Equivalente a cinquenta bilhões/ano. Ou seja, como se lançássemos uma centena de missões do ônibus espacial por ano, pelos próximos vinte anos.

A proposta toda está pronta. Ele gerou tudo, desde os custos de produção; organogramas; cronogramas; plantas; soluções de engenharia; métodos de construção; desenvolvimento de tecnologias; usos; missões; evolução do projeto; e, todo o programa espacial para os próximos cem anos, pelo menos. É trabalho de gente grande com imaginação de gente miúda, prolixo, proativo, fértil e desmedido.

A culpa é de Newton

A coisa toda é extremamente fantasiosa. Algumas das soluções são baseadas em conhecimentos teóricos, mas quando se faz uma projeção realista sua aplicação não ‘bate’. Por exemplo, em Star Trek, existe um gerador de gravidade. A nave de Dan tem a roda ou carrossel gravitacional, concebida para suprir a tecnologia de gravidade artificial. Este seria um cilindro giratório do tamanho da seção disco (parte dianteira da Enterprise) que produziria o equivalente a uma gravidade terrestre.


A falha desta proposta está nas três Leis de Newton. Ao iniciar-se um sistema rotatório no interior de uma espaçonave, a força aplicada ao cilindro será repartida com o restante do sistema. O cilindro gira para um lado e o restante da nave para o outro. Teríamos que compensar com jatos de manobra.

A cada vez que a Enterprise parte para uma viagem ou chega ao seu destino, o cilindro deve parar, para que se fixe todo o sistema estrutural nas alterações inerciais e, já no novo estado inercial, retomar sua rotação. Reiniciar o giro durante deslocamento, mesmo já atingida sua velocidade de cruzeiro é outra dificuldade, pois há uma séria implicação na estabilidade do sistema.

Troco três reatores nucleares por um de anti-matéria

Propulsor iônico com tanque no Electric Propulsion Laboratory em Ohio
Enquanto que no século XXIII a nossa nave teria propulsão de dobra espacial e energia de reatores matéria-antimatéria, esta seria com motores iônicos e reatores nucleares. A de Kirk viajaria entre as estrelas, a de Dan, entre os planetas e satélites do Sistema Solar.

São inúmeras diferenças, e não poderia ser de outra forma. Mas o que mais chama à atenção é a seriedade com que são levadas as propostas. São páginas e páginas esclarecendo detalhes de construção, produção, utilização e correlação a outras soluções de usufruto do espaço. Desde posto de reabastecimento para a “frota” terrestre, reparo e lançamento de satélites, limpeza de detritos orbitais, passando por laboratório espacial e centro turístico, até ferramenta de instalação de bases lunares, planetárias e cidades nas nuvens (estilo Star Wars).

Lasers no papel de Phasers
Não estou brincando. Ele planeja instalar um laser de cem megaWatts na seção frontal do disco com o fim de desintegrar o lixo espacial, fazendo as honras dos canhões phasers. O que nós poderíamos usar para substituir os torpedos fotônicos?

É prá falar a sério...?!

E os internautas estão levando à sério. O site já sofreu crash mais de uma vez por acesso excessivo.

Olha! É uma delícia. Explorei o site como se estivesse num dos muitos jogos de Star Trek. É uma experiência de realidade virtual. Você se perde no entusiasmo da imaginação. Me senti criança, novamente, assistindo a Kirk e sua tripulação, nas noites de sexta-feira, numa TV preto e branco.

Quem sabe?! Vai que realmente a massa-crítica é atingida e, num efeito turba, o projeto começa a deslanchar. Talvez não seja em vinte anos, talvez seja em sessenta, talvez mais. O importante é que tem um maluco lá fora. E ele não sabe se conter. Com a cabeça nas nuvens e os pés ainda mais altos, ele desistiu de encontrar motivos-para-não-fazer. Resolveu que os-motivos-para-fazer são melhores, e abriu a torneirinha. Essa, nem o Visconde de Sabugosa fecha. Aahh! Essa é para nerds! E... o que nerds querem... Huummm...!!!

segunda-feira, 12 de março de 2012

A popularidade de Star Wars e Star Trek


SÉRIE: GRANDES SAGAS


por Fabok

Star Wars sempre tem um público um pouco maior
Estávamos saindo de nossa participação na Comic Con do SANA Fest 2012 e estávamos impressionados que o nosso painel sobre Star Wars atraiu muito mais o interesse do público do que o de Star Trek. Alguns dias mais tarde, fui ao cinema assistir à estreia de Star Wars - Episódio I em 3D, e me surpreendi com a quantidade de crianças, havia até uma garotinha de no máximo seis anos toda orgulhosa com um sabre de luz na cintura, vibrando com um filme, que é de longe considerado o mais fraco da série.

Star Wars tem um certo charme, mas não sei bem onde...
Dias depois, ao contar esta experiência ao pessoal do Relatório da Situação, nosso amigo Helder Maia fez um comentário muito interessante, que me fez refletir bastante, e tomei a liberdade de citar aqui:
Star Wars encanta, Star Trek é reflexão!”


Pensando bem, isso até que faz sentido!!! ¬¬ ?
Aquilo me 'deixou com a pulga atrás da orelha' e, por mais que tentasse, não conseguia concordar inteiramente com o Helder. A Série Clássica e até mesmo a Nova Geração definitivamente sempre deixavam no ar alguma reflexão, algumas muito bem trabalhadas, outras nem tanto. Mas as séries subsequentes de Jornada abandonaram quase que completamente esta característica. Se nós pensarmos nos filmes para o cinema, pelo menos com os filmes da tripulação original, havia uma preocupação de se deixar uma mensagem. O valor da amizade, tolerância, moral, ética, preocupação com ecologia ou a nossa situação política vivida naquele momento, refletindo-se nos roteiros, são elementos que sempre estiveram presentes. Por outro lado, isto foi sendo deixado de lado nos filmes da Nova Geração e, a meu ver, ignorado completamente em Star Trek (2009).

"Doca-seca" de Jornada nas Estrelas: O Filme (1979)
Então explorador, pelo menos até agora, vocês devem estar concordando com o Helder, mas é aí que a coisa complica. Se excluirmos Jornada nas Estrelas - O Filme (1979), as aventuras mais rentáveis de Jornada foram First Contact (1996) e Star Trek (2009), que tiveram muita ação, grandes efeitos visuais, e quase nada de reflexão; e o primeiro filme (1979) foi considerado um show de efeitos visuais em sua época. Resolvemos a charada, o segredo do sucesso é a ação e os efeitos visuais. Certo?

Acho que seria certo, para quase tudo em cinema, mas para estas franquias está errado... Claro que os efeitos e a ação são um importante chamariz, mas o que encanta, principalmente, em Star Wars é a saga do herói, não somente de Anakin ou Luke Skywalker. A saga apresenta uma galeria de incontáveis personagens heroicos: Padmé, Han Solo, Lea, Yoda e até mesmo os droids R2D2 e C3PO, e cada um deles tem seu momento de sacrifício em prol de alguém ou de uma causa. Aí está um elemento de força na saga de George Lucas. Até mesmo o maior vilão de todos os tempos, Vader, tem seu momento de redenção ao deixar o Lado Negro e se sacrifica para salvar seu filho. Não tenha dúvida, mesmo o público mais jovem é capaz de identificar-se com isto. E, se o público jovem fica "encantado", jamais esquece. Sucessos baseados somente em efeitos visuais ou ação são efêmeros e, no final, esquecidos pelo público.

O filme de Jornada que melhor trabalhou o valor do herói foi ‘A Ira de Khan’ (1982). Não é à toa que esta é a aventura mais querida dos fãs. Mas, o que compensava a falta de um herói, nos filmes com o elenco original, era a incrível química e cumplicidade entre os atores, refletindo isso em seus papéis. Por isso Kirk e companhia funcionavam tão bem. Já com a Nova Geração, a primeira coisa que fizeram, no cinema, foi transformar Picard num "herói de ação"...!!

Calma, explorador, me deixa terminar... "Tentaram" criar um herói, mas que ficou sem uma saga, sem sacrifício e, no final, sem graça. De que adianta mandar a Enterprise se chocar contra a nave do vilão, se isto não traz nenhuma empatia com audiência, a não ser uma sequência de ótimos efeitos visuais? Pior ainda, o excelente elenco da Nova Geração foi extremamente mal utilizado nos filmes, as espinhas do Worf e os comentários bobos de Data em Insurrection (1998) estão aí para provar o que estou dizendo. Os filmes da Nova Geração foram ficando cada vez piores com o tempo, o que causou o fim das aventuras da Enterprise de Picard no cinema, mesmo com boas cenas de ação e efeitos visuais.

A 'divinal' obra de J.J. Abrams
E assim chegamos a Star Trek 2009. A idéia do reboot foi uma saída interessante para se escapar das armadilhas do canon, mas a decisão de transformar o filme num festival de pirotecnia em detrimento da estória, é motivo, sim, de preocupação. J.J Abrams e sua turma tem um elenco promissor nas mãos, mas eles precisam trabalhar melhor os personagens. Jornada, para sobreviver, precisa de heróis, no verdadeiro sentido da palavra, e não somente Kirk, Spock e McCoy. Uhura, Sulu, Chekov, Scotty. Estes personagens estão prontos, e com certeza seus interpretes também, para partir em direção a novos caminhos para a série. Deixem a nova tripulação da Enterprise sair em busca de sua própria saga! É este ponto, pelo menos para mim, que Star Trek deveria emular Star Wars.

Sei que muitos discordam de mim. Mas, e você explorador, qual é a sua visão desta temática? Expresse sua opinião. Diga-nos por que Jornada não encanta. É uma discussão interessante...


Participação de Fargon Jinn


Bom, como editor deste fanzine, e fã de ambas as sagas, me sinto compelido a expressar a minha opinião sobre este tema, que me é muito instigante.

Enfim uma série de respeito
Star Trek, minha paixão de infância, é uma série que me cativou profundamente, por que nos trazia um posicionamento sério, e acessível o suficiente para uma criança de 8 anos entender. E eu entendia sim. Claro que muitos dos layers de Star Trek eram invisíveis, na época, mas eu tinha pelo menos um insight por episódio. No lado oposto eu tinha Perdidos no Espaço (1965-1968), que não era nada mais do que “o monstro da semana”. E eu, aos 6 anos, me cagava de medo do monstro, ou morria de rir do Robô, ou de raiva da vilania do Dr. Smith. Achava que no ano 2000 todos vestiriam roupas prateadas e usariam pistolas laser no coldre.

Jornada era uma proposta séria, e me fazia viajar. Eu gostaria de poder ter uma nave e sair ao bel prazer pelo espaço à fora, e solucionar elegantemente todos os desafios propostos como Kirk e Spock sempre faziam.

Resposta do público durante todo o ano de '77 em Hollywood
Quando vi Star Wars, em 1977, meu cérebro fundiu. A space opera entrou em minha vida de uma forma violenta. E foi, além das naves, robôs e cenas de combate, principalmente pelo poder da Força. Uau! Nessa época, o misticismo, para mim, era algo que tinha um apelo muito poderoso. E aquele poder etéreo batia em muito com o que eu acreditava do que deveria ser “a verdade sobre a vida, o universo e tudo o mais”. A história em si, eu sempre achei muito cheia de furos, pequenos e grandes, muitas pontas soltas. Por isso, o 'ambiente' em si, o grande cenário, a saga propriamente dita, foi o grande anzol que me fisgou.

E se, mesmo após esta lógica explanação, alguém discordar...
Sempre existem formas mais eficazes de convencimento!
Este é para mim o grande diferencial entre estas grandes séries. Para mim, Star Trek encanta tanto quanto Star Wars. Mas concordo plenamente que o universo de Lucas tem muito mais elementos que apelam emocionalmente. E mesmo que a mística da Força tenha sido destruída (Obrigado titio Lucas!), existem um sem-número de elementos que ainda exercem uma atração maravilhosa. E, com certeza, "Assim Falou Fabok", a jornada do herói, de cada um dos grandes personagens de Star Wars, é um dos elementos mais fortes destes apelos.


Participação de Helder Maia


Peraí, se todo mundo está dando sua opinião, eu vou dar a minha também. Hehehe...

Nunca conseguiu entrar na minha cabeça como Guerra nas Estrelas consegue ser mais popular que Jornada nas Estrelas (sim, eu não chamo de Star Wars, pois cresci com o título em português. Caramba, até me lembro de uma promoção do achocolatado Nescau nos anos 80: você comprava uma lata e “ganhava” uma máscara do Darth Vader! Claro que eu comprei e ficava brincando com a tal máscara). Afinal, como seis filmes para o cinema de Guerra podem competir com onze de Jornada, mais setecentos e vinte e seis episódios de todas as suas séries juntas? Claro que Guerra tem seu “universo expandido” nos livros, jogos e nas séries de animação, mas tirando estas últimas, os dois primeiros formatos não são tão difundidos aqui no Brasil.

Mas, ei, qual era o tema mesmo...? Ah, sim... Guerra x Jornada. Bem, eu não diria que os filmes da Nova Geração sejam apenas aventuras de ação, como ponderou o meu amigo Fabok. Apesar de sofrível, Generations trata da questão da mortalidade e de como ela nos define. Primeiro Contato coloca em meio à ação o drama particular de Picard, que tendo sido sequestrado e sofrido “lavagem cerebral” na mão dos borgs, fica obcecado por destruí-los, mesmo esquecendo seus princípios, em sua sede de vingança. Insurreição, como todos os seus defeitos, trata da busca da criança dentro de todos nós e do mito da “fonte da juventude”. Mesmo o fraquíssimo Nêmesis (2002) trata da questão do desenvolvimento humano sob a ótica da carga genética versus o ambiente e experiências vividas: qual delas tem maior poder sobre a formação do indivíduo? Será que Picard teria se tornado como seu clone, Chinzon, se tivesse passado pelas mesmas experiências de humilhação e violência como escravo nas minas remanas?

Apesar de Guerra nas Estrelas ser um espetáculo visual e trazer, claro, personagens cativantes como Han Solo, Luke e a Princesa Léia, eu não vejo uma temática maior sendo tratada nos filmes da saga de Lucas. Não é que eu não goste deles, mas prefiro Jornada por ser mais cerebral, sem abrir mão da ação ou entretenimento. Se não fosse assim não estaria cogitando conferir os seis filmes de Guerra recentemente lançados em Bluray.

Mas, mais importante do que os fãs ficarem se digladiando sobre qual das franquias é a melhor, naquele ‘besteirol’ de tentar convencer o outro de sua opinião, é que se consiga ver em cada uma delas seus valores, sem perder o senso critico para seus defeitos. Porque uma não poderia complementar a outra, afinal? 


- No próximo falaremos da guerra final Star Wars e Star Trek versus Crepúsculo!
- Nãaaaooooo! Não é possíiiivel!
- It's a trap!

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Notícia de 21 de fevereiro de 2012

EXTRA! EXTRA! PLANTÃO FANTASTIC ZONE COM NOTÍCIA DE ÚLTIMA HORA!!!


por Fabok

Primeiras Impressões
O Carnaval chegou com dois presentes: primeiro o disco demo com 3 episódios de "Jornada nas Estrelas: A Nova Geração" remasterizados, em Full HD; logo em seguida a PSN liberou o demo do aguardadíssimo Mass Effect 3 para o PS3.



Star Trek The Next Generation - The Next Level:

O que dizer deste incrível trabalho de restauração? Simplesmente que, é uma obra de arte. A reconstrução quadro-a-quadro trouxe a Nova Geração ao século XXI em grande estilo. As cores dos uniformes estão vivas e com uma textura nunca vista. Em Encontro em Fairpoint, quando Wesley vai à ponte pela primeira vez, temos a mesma sensação de deslumbramento que o menino, graças à incrível riqueza de detalhes que a imagem proporciona.

Os efeitos visuais são um capítulo à parte: a restauração valorizou o incrível trabalho dos artistas que trouxeram a Nova Geração às TVs nos anos 80 e 90. As tomadas dos planetas no espaço, os matte paintings e as miniaturas mostrando as suas superfícies e, obviamente, as naves, estão num grau de perfeição tamanha, que ficaram mais realistas que muitas séries modernas. Fica difícil dizer o que foi refeito para a restauração de tão bem integradas que estas tomadas estão em conjunto com o material antigo.

O som também foi todo remasterizado para DTS HD 7.1. Você se sente realmente à bordo da nave com todos os sons da ponte ao seu redor. Os episódios escolhidos para este disco foram "Encounter at Fairpoint", "Sins of the Father" e "The Inner Light". Minha única ressalva é que o demo poderia ter um episódio de mais ação como "Yesterday's Enterprise" ou "Q Who", mas infelizmente, a Paramount guardou estes episódios somente para o lançamento dos boxes com as temporadas completas.


Mass Effetc 3 Demo:

A Bioware mostra que não está de brincadeira e vem fazendo uma campanha enorme para o lançamento do jogo. Apesar de curto, o demo é intenso. Começa com o ataque dos rippers à Terra, com Sheppard tentando chegar à Normandy, no meio da batalha. Ao final desta fase, o jogo dá um salto para uma missão mais à frente, focando em muita ação. Há ainda um módulo multiplayer, inédito na saga, que permite jogadores do mundo inteiro se enfrentarem. Gráficos e sons impressionantes vão te deixar com as mão grudadas no joystick. Marquem o dia 15 de março no calendário. É quando Mass Effect 3 chega ao Brasil.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

O teletransporte

por Fagon Jinn
4º da série FC vs Ciência

Cena de Jornada nas Estrelas
- Enterprise, four to beam up! - Diz Capitão Picard para sua nave em órbita de Seti Alfa Quatro. O grupo desaparece em meio a brilhos e um som agradável que lembra um zunido eletrônico levemente musical.

Instantaneamente, na Enterprise, os quatro são rematerializados! Eles estão vivos, saudáveis, e idênticos aos que estavam no planeta, segundos atrás.

Arthur C. Clarke -  escritor
O que houve? Poderíamos dizer que isso seria um processo de feitiçaria... Mas alguém pode dizer – Ah! Arthur C. Clarke já disse que uma tecnologia muito avançada poderia parecer-se com magia para uma cultura mais primitiva.

Não somos uma cultura tão primitiva, e mesmo assim não poderíamos explicar o funcionamento de tal maravilha. Nós podemos imaginá-la, mas não elaborar uma teoria que esclareça o seu funcionamento.

Então vamos extrapolar. Quais seriam os possíveis esquemas de funcionamento de um sistema de teletransporte de matéria?


Há alguns anos houveram algumas publicações falando sobre o teletransporte de um fóton. É o chamado teletransporte quântico. Isto ainda é pesquisa e alvo de discussões acirradas sobre o fato de ser ou não definido como um teletransporte.

Werner Heisenberg - Nobel de Física
Numa das propostas os pesquisadores alegam terem lido as informações de um fóton através de outro fóton. Isto porque o 'princípio da incerteza de Heisenberg' afirma que não se pode tentar saber a posição e velocidade de uma partícula sem alterar estas condições. Simplificando, ao se tentar localizar uma partícula ela muda de posição. No caso dos pesquisadores eles utilizaram outro fóton para coletar esta informação. O fóton original deixou de existir. O fóton com a informação foi transmitido a outro local e ali gerou um novo fóton que era idêntico ao fóton original. Isto está muito simplificado para facilitar o entendimento, mas não tem erros.

A pergunta que surge é: O que se obteve afinal? Não é mais fácil enviar o próprio fóton de um lugar para outro?

Cena de Star Trek - 2009
Ok! É! Mas... e aí vai um grande “mas”, o fato de conseguir obter as informações de uma partícula de luz sem alterar a sua condição é um feito importante. Quanto ao teletransporte em si, não posso dizer muito. O que vi até agora é que, em qualquer das experiências realizadas, é mais fácil levar a informação de uma forma convencional do que através destas experiências complicadas. Não chamaria a isso de teletransporte, em sua acepção comum. Acho que a ciência acaba aprendendo muito, no fim das contas. Mas nada que seja para uso prático.

Reator experimental de fusão a frio E-Cat
É como a história da fusão a frio. Ao unirmos dois átomos de hidrogênio, obtemos um de hélio. Esta fusão gera muita energia. Mas para se unir hidrogênios, precisam-se forças muito poderosas. O Sol faz isso com sua gravidade gigantesca. Para fazermos aqui, na Terra, temos que produzir explosões periféricas, de forma que os átomos se fundam pela pressão da explosão. O resultado disso é uma bomba de fusão nuclear. A energia gerada é perigosa, destrutiva e não pode ser aproveitada. No entanto, fazer uma fusão a frio, sem explosões, requer-se mais energia do que se obtém ao final. Não vale à pena. E até agora as experiências de teletransporte me lembram a fusão a frio.

Em Jornada nas Estrelas, eles tentam explicar como funciona o princípio daquela tecnologia. A matéria é lida e decomposta, convertendo-se em energia. Essa informação é transmitida de uma máquina para outra onde, baseando-se nestas informações, o objeto é construído convertendo-se energia em matéria.

Vários tópicos são gerados a partir deste ponto. Poderíamos criar quantas cópias dos objetos ou pessoas quisermos, a partir destas informações. Se existir alma ou espírito ele é transportado para o novo, ou novos corpos também? Nossas informações poderiam ser virtualmente reconstruídas e passarmos a viver dentro de computadores? As questões surgem uma atrás da outra. Estes são temas para outros artigos.

Clique para ampliar
Mas como teria que ser um sistema de teletransporte verdadeiro? Me parece, que se queremos transportar alguém, desmaterializando e rematerializando em seguida, precisaríamos de um sistema de leitura de toda a estrutura orgânica de uma pessoa. Leitura de estrutura molecular de todo o organismo, cada átomo deveria ser registrado, com suas informações de carga, energia, forças a que estivesse submetido, etc. Essas informações teriam que ser armazenadas num banco de memória.

O corpo seria então decomposto, em nível atômico, e estes átomos lançados através de um duto ou campo de força que mantivesse toda essa matéria intacta, sem nenhuma perda. Do outro lado o equipamento leria as informações do banco de memória e remontaria, de alguma forma, todos esses átomos num novo corpo. Além disso cada átomo teria que receber a devida energia para que o corpo não congelasse ou ficasse quente demais, ao fim do transporte e montagem.

Outra possibilidade de funcionamento de teletransporte, mais viável no meu entendimento, seria abrirmos um buraco de verme entre um aparelho e outro e fazer a pessoa atravessar esta passagem, sem precisar de decomposição e reconstrução, como dito no artigo anterior, sobre viagens em velocidades acima à da luz.

Novamente, lidar com este assunto não é propriamente lidar com ficção científica. Aqui estamos nos campos da fantasia, e nada mais. A nossa ciência, contudo, ainda tem muito a aprender. E devemos sim, continuar a brincar com estas possibilidades. Talvez nunca venhamos a desvendar nada neste campo, mas com toda certeza aprenderemos muito. 


No próximo artigo começaremos a falar sobre viagens no tempo...

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Enterprise (parte II) - As séries modernas de Jornada (parte final)


por Fabok

A terceira temporada de Enterprise deu aos produtores e roteiristas a oportunidade de desenvolver um arco de episódios de vinte e quatro episódios, algo inédito em Jornada. À medida que a NX-01 adentrava à Expansão, mais sombrio ficava o tom da série. Isto se refletia também nos personagens. Archer deixa de ser o explorador otimista dos anos anteriores e se transforma num comandante militar com o peso do futuro da Terra em suas costas. Trip fica obcecado em vingar sua irmã, morta no primeiro ataque xindi. T'Pol se torna cada vez mais leal aos humanos. Sem contar a sensação de isolamento crescente da tripulação.

Jolene Blalock como T'Pol
É claro que nem tudo é perfeito. Para apimentar um pouco a série, T'Pol se aproxima cada vez mais de Trip. Nada contra isso, mas as tais massagens relaxantes da vulcana pareciam sempre fora do tom e nada acrescentavam. Alguns episódios tentaram sair do arco xindi, mas foram muito fracos, como em North Star por exemplo, uma “homenagem” aos filmes de velho oeste. Mas, talvez a bomba da temporada seja The Hatchery, onde, sob influência de uma substância alienígena, Archer coloca sua nave e tripulação em perigo para salvar um ninho cheio de ovos da espécie insectóide xindi.

Definitivamente, entretanto, temos muito mais melhores, que maus episódios. Há dois em especial: Twilight, que se passa num futuro alternativo em que a Terra foi destruída pelos xindi; e, Similitude, uma interessante alegoria sobre a clonagem humana. Estes estão entre os melhores de toda a Franquia.

Esfera da Expansão
O legal era que o público descobria, junto com Archer e turma, a real natureza da ameaça xindi. Tá certo que faltou um pouco de originalidade. O mistério envolvia seres de outra dimensão querendo alterar o futuro. Mas, isso pouco importava. A tensão e expectativa chegaram ao ápice no episódio final, quando, após derrotarem os inimigos, a Enterprise se vê em plena Segunda Guerra Mundial e Archer é capturado por nazistas alienígenas. Um final que levantou uma série de debates entre o público.

E a audiência? Mesmo com uma boa temporada, os números eram desanimadores. O estúdio resolveu dar uma última chance a série. Many Coto assume a produção da série e convoca o casal Reeves-Stevens, co-autores dos livros do Shatnerverse, como editores de roteiros e co-produtores.

Observatório Temporal
A quarta temporada foi dividida em mini-arcos. As estórias se resolveriam em dois ou três episódios no máximo. O primeiro deles resolveu a mal explicada Guerra Fria Temporal. A batalha entre a NX-01 e caças alemães da Segunda Guerra sobre os céus de Nova York compensa o roteiro confuso e cheio de furos. O arco xindi é concluído definitivamente no episódio Home, onde finalmente a tripulação retorna à Terra e tem que lidar com as consequências de suas ações na temporada anterior.

Brent Spiner como Arik Soong
Deste ponto em diante Enterprise finalmente faz jus a palavra prequel e começa a abordar temas que se tornariam parte da mitologia de Jornada nas Estrelas, principalmente a Série Clássica. As guerras eugênicas são tratadas num arco que contou com a participação de Brent Spiner, interpretando um antepassado do Dr. Soong. A origem dos vulcanos e a razão de seu comportamento tão atípico na série também ganharam um excepcional arco próprio. Archer teve consigo o katra de Surak que, simplesmente, é responsável por tornar os vulcanos aquele povo tão adorado pelos fãs de Jornada nas Estrelas. Os romulanos ganharam um arco próprio que leva aos primeiros passos da criação da Federação. Ficamos conhecendo a verdadeira razão dos klingons da Série Clássica serem diferentes dos que aparecem nas demais, num arco em que, a la "Velocidade Máxima", a Enterprise não pode sair de dobra cinco ou explodirá. E ainda temos Trip sendo transportando por um cabo entre duas naves em formação e em dobra... É mole ou quer mais? Até mesmo o Universo Espelho é revisitado, pegando os eventos de "A Teia Tholiana" da Série Clássica.

T'Pol do universo espelho
Os episódios simples infelizmente foram fracos. Nem mesmo trazendo as verdes escravas de Órion, ou fazendo referências à origem do teletransporte, ou à origem dos organianos foram interessantes. Prá piorar a situação, em fevereiro de 2005, o cancelamento da série é anunciado. A UPN perdera o interesse em produzir Enterprise. Os números de audiência eram tão ruins que até mesmo Battlestar Galactica na TV à cabo estava levando a melhor.

Peter Weller como John F. Paxton
Ainda assim, o arco final mais uma vez traçava o caminho para a criação da Federação, ao mesmo tempo em que falava de racismo, contando ainda com a presença do sempre excelente Peter Weller como vilão.

Se era para acabar, que tivesse sido com Terra Prime. Infelizmente, eis que Rick Berman resolve voltar à ativa para o último episódio, These Are The Voyages. O último momento de Enterprise na TV se passa no holodeck da Enterpise D!? É isso mesmo, a estória se passa na sétima temporada de A Nova Geração, mais precisamente no episódio The Pegasus, onde Troi e Riker veem a recriação de um momento crucial para a tripulação da NX-01, que pode ajudar Riker a tomar uma importante decisão... Resultado: Horrível!!! Berman que já era considerado o responsável pela má fase de Jornada, de quebra decide matar Trip, na despedida da série e sem nenhuma necessidade.

Enterprise NX-01
Muito já se discutiu sobre o cancelamento de Enterprise, ou o motivo dos fãs a terem abandonado. A resposta não é tão difícil. Com um produtor que, se no início fora extremamente competente, mas que ao longo dos anos se tornara prepotente a ponto de jamais levar em conta os fãs e sistematicamente ignorar a Série Clássica, a resposta parece óbvia. Uma pena. Enterprise merecia uma chance, mas esta jamais lhe foi dada, tanto pelo radicalismo do fandom, quanto de seus produtores.

O que teria sido a quinta temporada? Muito provavelmente o andoriano Shran (Jeffrey Combs) seria um personagem regular, devido a sua enorme popularidade e teríamos a famosa Guerra Romulana, momento ímpar da mitologia Trek e que jamais aparecera num episódio. Prometia...

Pocket Book de Enterprise
Para aqueles que conhecem um pouco de inglês e sentem falta da NX-01, há uma série de livros onde não só Trip está vivo, mas também tem papel fundamental no conflito Terra-Romulus. Aqui vão os nomes: Star Trek Enterprise: The Good That Men Do, Star Trek Enterprise: Kobayashi Maru, Star Trek Enterprise: The Romulan War - Beneath the Raptor's Wing e Star Trek Enterprise: The Romulan War - To Brave the Storm.

E assim, amigos exploradores, damos por concluída esta série de artigos sobre as séries modernas de Jornada. Esperamos que apreciem e que possa contribuir para continuar discutindo estes aspectos tão importantes dentro da Franquia.

Vida Longa e Próspera!