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sexta-feira, 1 de junho de 2012

Star Trek Ongoing: série em quadrinhos abre caminho para novo Star Trek

SÉRIE: QUADRINHOS

por Fabok
Nunca fui muito fã de quadrinhos, mas passei a apreciá-los depois que comecei a lê-los no iPad. A interface gráfica é muito inteligente e confortável para o leitor. Como trekker acabei descobrindo a série Star Trek Ongoing, que faz a ligação entre o filme Star Trek (2009) e a sua sequência que chega aos cinemas no ano que vem.

Edição #1-Where No Man Has Gone Before
O projeto é bem interessante, onde as aventuras da série clássica de Jornada nas Estrelas são revividas agora, já no novo universo criado por J.J. Abrams. A produção é de primeira. Os traços são muito bonitos e reproduzem fielmente os personagens e cenários do filme. Além disso Ongoing conta com a participação de Roberto Orci, um dos roteiristas do reboot e da sequência como Consultor Criativo. A proposta é boa, visto que constrói o background das aventuras nos permitindo um melhor posicionamento ante os eventos do novo filme.

Estórias em arcos duplos

Explore estranhos mundos novos!
Aliste-se na Frota Estelar!
Cada aventura é dividida em duas edições. Logicamente o primeiro episódio adaptado foi "Onde Nenhum Homem Jamais Esteve". Esta é uma adaptação bem fiel ao episódio da Série Clássica, e sem muitas novidades, a não ser a personagem da doutora Elizabeth Dehner que não está presente; o Dr. McCoy já é o oficial Médico-Chefe da nave e não o Dr. Mark Piper. O personagem Gary Mitchell ganhou os traços do ator Gary Lockwood (2001, Uma Odisséia no Espaço). O roteiro ganhou um acabamento melhor, mais moderno e mais casado com a "realidade" construída ao longo da série. Uma curiosidade é que o planeta onde se passa a aventura chama-se Delta Vega. No filme de 2009, Delta Vega é onde Kirk encontra Spock Prime e Scott. E, não tem nada haver com o planeta da Série Clássica. Cuidado aí J.J.!

Acabamento primoroso
O próximo episódio escolhido foi "O Primeiro Comando", que traz duas grandes mudanças em relação ao episódio original. Uma das tripulantes da nave auxiliar é a Alferes Rand, fazendo sua primeira aparição no novo universo. E quem salva o dia é Uhura que, contra todas as ordens, rouba uma nave auxiliar, para encontrar Spock. Ponto para a personagem, mas que, por outro lado acaba por enfraquecer Spock. Um dos pontos altos do episódio original era justamente a visão pragmática do Vulcano, que resolve tomar uma decisão "desesperada" baseada na sua maneira peculiar de usar a lógica. Ainda sim, a aventura é bem interessante.

Os clássicos episódios da TV estão sendo revisitados

Belo tratamento de imagem
Em "Operação Aniquilação", os quadrinhos tomam um rumo bem diferente do que foi visto antes. Aqui Kirk encontra seu irmão George vivo e temos a oportunidade de conhecer um pouco mais sobre o passado dos dois personagens. Legal aqui é que os roteiristas trouxeram a boa química entre McCoy e Spock de volta. Outro bom momento é dado na relação entre Spock e Uhura, que se mostra bem preocupada com as atitudes um tanto quanto "ilógicas" do Vulcano desde a perda de sua mãe e do seu planeta natal. Até o momento esta foi a melhor adaptação dos episódios originais.

Já para a próxima aventura, os roteiristas resolveram contar uma trama original, diretamente ligada ao filme de 2009, "Vingança Vulcana". Novamente mostrando a, cada vez mais preocupante, falta de conhecimento da geografia de Star Trek, o episódio começa no distante Quadrante Delta, é mole? Onde um alienígena tenta negociar a venda de informações sobre a Narada, a um misterioso grupo. Enquanto isso, a Enterprise está em patrulha próxima à Zona Neutra Romulana e recebe um pedido de socorro de uma nave científica vulcana. Aqui os roteiristas foram felizes em manter o desenho das naves vulcanas como vistas na série Enterpise. Kirk encontra a nave ainda sendo atacada, mas o grupo consegue fugir, deixando para trás um tripulante que revela ser um sobrevivente da tripulação da nave de Nero. Sem muitos spoilers, a trama envolve uma missão secreta vulcana para recolher o que restou da infame "matéria vermelha" e acaba por levar a Enterprise a Romulus. O roteiro é bem interessante e cheio de reviravoltas, pena que o final fica um pouco a desejar por não ousar em transformar um importante personagem do canon de Jornada em vilão. Faltou coragem ou liberdade aos roteiristas...

Lançamento - A Vingança do Vulcano p.2
Para os próximos números teremos adaptações de "A Hora Rubra" e uma aventura inédita com os pingos intitulada de "A Verdade Sobre os Pingos". Os produtores já disseram várias vezes que alguns eventos e personagens vistos nos quadrinhos terão conexão com o próximo filme. Para o fã de Jornada vale a conferida, mas infelizmente não há previsão de lançamento no Brasil. A boa notícia é que a editora IDW, disponibiliza Ongoing pela Internet, App Store, Android e Kindle. Confira o site.



Star Trek Ongoing: 2011, EUA
História: Mike Johnson
Arte: Joe Phillips, Steve Molnar, Tim Bradstreet, Joe Corroney

Editora: IDW Publishing
Número de páginas: de 28 a 33
Preço de venda: US$1,99 - lançamentos US$3,99
Mídia: Leitor eletrônico (internet, iPad, iPhone, iPod, Kinde e pads com Android)

Idioma: inglês

Nossa avaliação:
Delta-Shield Ouro

quarta-feira, 25 de abril de 2012

A Nova Série de J. J. Abrams: Alcatraz

SÉRIES DE TV


por Helder Maia

Hoje em dia, J.J. Abrams parece colocar seu nome em qualquer coisa. Eu até imagino ele saindo de um canal de TV com uma pasta cheia de dinheiro, após ter carimbado seu nome em mais um seriado qualquer. Não é difícil pensar assim, tendo assistido aos primeiros episódios de sua nova série: Alcatraz.

A premissa até que é interessante: em uma noite tempestuosa de 1963 é descoberto que todos os presos e guardas da famosa prisão sumiram misteriosamente. Na época atual, os presos vão reaparecendo e cometendo crimes. Ao investigar um assassinato, a detetive Rebecca Madsen, com a ajuda do nerd Dr. Diego Soto, especialista na história de Alcatraz (Intepretado por Jorge Garcia, o Hugo Reyes de Lost), acabam indo parar no meio deste mistério.

Mas o seriado tem muitos problemas. O primeiro sendo a escolha do elenco. A tal detetive parece uma adolescente, sendo jovem demais para convencer como policial. Os roteiristas até tentam justificar sua precocidade, já que ela, quando criança, lia os relatórios dos casos que o pai policial investigava e o ajudava a desvendá-los. Ai cacete!

Depois temos problemas de lógica. Sam Neill, como o irascível agente Emerson Hauser, há anos tem uma equipe montada aguardando o retorno dos prisioneiros, mas ele coloca as investigações nas mãos destes dois manés. Fala sério! Assim não dá! Some-se a isso vilões com motivações esdrúxulas. Os caras não tinham algo melhor para fazer do que voltar a cometer crimes depois de passar tantos anos na prisão? Ou que tal se questionarem como continuam jovens e por onde andaram este tempo todo?

Quanto à trilha sonora, Michael Giacchino é um bom compositor, mas ele repete aqui o mesmo estilo de música de Alias e Lost, com a mesma sempre elevando-se ao final de cada segmento dos episódios, para dar impacto e suspense, o que já ficou mais que repetitivo. Acho que está na hora de ele variar um pouco e fazer algo de novo.

Seria Alcatraz um 'Enrolost'?
Se esta série deveria ser o novo Lost, passaram foi longe. Se “Enrolost” acabou decepcionando, com a não explicação dos inúmeros mistérios criados, pelo menos, no começo, cativava pelos ótimos personagens. O que aqui não acontece. Além de que colocar um nerd como personagem para agradar a uma parcela da audiência já ficou meio cansativo, pois várias séries tem feito isto, de Heroes a Dollhouse.

Série policial disfarçada de fantasia
Apesar de parecer uma série de fantasia, Alcatraz é na verdade mais um seriado policial disfarçado por elementos fantásticos. Ao exemplo de Lost, alguns mistérios vão sendo mostrados a conta-gotas, como pessoas que trabalham para Hauser que estiveram envolvidas com a prisão e que também não envelheceram, ou o fato dos presos terem sido submetidos a experimentos, mas nada é revelado. E, devido ao fato de que alguns dos envolvidos na produção terem sido responsáveis por Lost, os enigmas devem ser esticados ao máximo, frustrando o expectador e fazendo com que a história não ande a contento.

A primeira temporada teve treze episódios exibidos pelo canal americano Fox, mas a série corre o risco de ser cancelada devido à fraca recepção do público.

Já vai tarde!

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Coisas de interesse nerd

SÉRIE: CRÔNICAS NERDS


por Fargon Jinn

Pois é amigos exploradores, sendo este um site de nerds, feito por nerds e para nerds, resolvi que estava na hora de tomar coragem e escrever sobre coisas que tem a ver conosco, diretamente. Ou seja, aquilo que fazemos, por que fazemos e como fazemos.

Nerdisses em tempos recentes deixou de ser um `palavrão` e tornou-se, em muitos casos, elogios. Por exemplo, quando se trata de sala de aula - Pô! O cara é nerd, então é inteligente...! - ou - Quero me sentar atrás daquele nerdinho, assim ele pode me passar cola (e se for no Ceará, a gíria é `pesca`)! - ou - Vamos por aquele nerd no nosso grupo, para fazer o trabalho que o professor de matemática passou? - mas outro acrescenta - Tarde demais, o grupo 3 já chamou ele!

Se for no trabalho... - Chefe, estou precisando implementar esse banco de dados, mas vai precisar de horas de compilação e precisa alguém para ficar pageando (se for no Ceará, é `pastorando`) o computador! - e o chefe responde - Ah! Então passa pro Duda que ele é nerd e se dá bem com banco de dados! - ou - A Karina é espertinha, mal viu um nerd dando sopa e já agarrou o miserável. O nerd de hoje é o empresário de amanhã, ela está investindo pro futuro!

Não que nós estejamos livres de sofrer e viramos heróis da sociedade. Ainda somos alvo fácil de bullings; somos os últimos a perder a virgindade, no colégio; teremos sempre dificuldade de estabelecer conversas sobre amenidades; continuaremos sendo os retardados sociais por toda a adolescência e o começo da fase adulta. Alguns nunca deixarão de ser.

E por falar em amenidades: Uma amiga me perguntou, como é que nerd diz não gostar de falar de coisas como novelas, reportagens policiais, esportes, moda, etc, por que são assuntos `menores`? Mas perdem horas debatendo furiosamente se o Dr. Fantástico conseguiria superar o Homem-aranha...! Tive que dizer a ela, que este não é um assunto menor. Ela ficou indignada. E comparou a importância disto à notícia de um sequestro.

O que ela não entende, é que debater se a atuação da PM está correta ou não, são assuntos para serem discutidos dentro círculos de especialistas em segurança, e não por um bando de curiosos que só tem acesso àquilo que a imprensa filtrou e deformou, passando um conteúdo tendencioso para fomentar o `debate social`, enquanto eles vendem o horário para o fabricante do sabão em pó ou de eletrodoméstico.

Quando discutimos sobre HQ, games, livros, cinema ou TV, estamos falando de arte. Produção cultural é a própria essência da civilização humana. A nossa sociedade só atingiu o nosso patamar de desenvolvimento, por que geramos e transmitimos conhecimento e informações de geração para geração... Mas, estranhamente ;) ela não conseguiu absorver estas noções...

Mudando ligeiramente o enfoque. Um vídeo começou a circular, por esses dias, no Youtube, muito interessante e engraçado, sobre coisas realmente relevantes. Ele mostra como seria o filme Titanic se tivesse sido feito por um trabalho conjunto de George Lucas, J.J. Abrams e Michael Bay. Deem uma olhada, vale à pena.

Titanic Super 3D

Gostaram? Mas acho que colocar os stormtroopers não seria a melhor contribuição de George Lucas, deveriam ter colocado anões, isso sim seria a coisa mais coerente. Afinal, desde Star Wars, tudo o que o titio fez entram anões... R2-D2, jawa, ewoks, Willow...

Agora me digam, se isso não é um belo exemplo de um assunto nerd... LOL!

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Person of Interest

SERIES DE TV


por Fabok

O Santo Graal para os que acreditam em teorias conspiratórias, é a suposta existência de um complexo sistema computacional chamado de Echelon. Ele seria capaz de interceptar e rastrear todas as ligações telefônicas, emails e SMS, vinte e quatro horas por dia, em busca de possíveis ameaças terroristas.

Jonathan Nolan
Com base nisso, J.J. Abrams, que adora tramas mirabolantes, desenvolveu junto com Jonathan Nolan (irmão do diretor Cristopher Nolan), o roteiro para a série Person of Interest. Nela um ex-agente da CIA, John Reese (Jim Caviezel - Jesus, em A Paixão de Cristo), é recrutado pelo misterioso bilionário Harold Finch (Michael Emerson - mais conhecido como Ben, de Lost) para evitar que crimes violentos aconteçam na cidade de Nova York.

Michael Emerson e Jim Caviezel
Até aí parece mais uma série policial padrão, só que o personagem de Herold Finch, após os ataques de 11 de setembro, criou e construiu um sistema para o governo que usa a informação coletada pelos onipresentes sistemas de vigilância da cidade para prever futuros ataques terroristas. Mas, o sistema criado por Finch acaba indo além do planejado e, também, consegue prever crimes comuns. O Governo, contudo, não demonstra interesse em resolver crimes "menores". Finch, indignado, sente-se compelido a fazer justiça.

Acessando o sistema através de um 'backdoor'
John Reese, contratado pelo bilionário, vê neste trabalho a oportunidade de se livrar dos fantasmas de seu turbulento passado. Com sua bagagem militar ele é a força bruta da dupla, enquanto Finch opera o sistema através de um backdoor, deixado por ele durante o desenvolvimento, anos atrás. A máquina não é capaz de prever quando ou onde o crime vai acontecer. Ela apenas envia o número do seguro social que pode ser tanto da vítima, como do criminoso, na eminência do crime acontecer.

Kevin Chapman (Sobre Meninos e Lobos) é Lionel Fusco
Reese acaba por obrigar um policial corrupto, o detetive Lionel Fusco (Kevin Chapman), a ser seu informante dentro da polícia. Só que as ações de Reese e Finch acabam por chamar a atenção da detetive Joss Carter (Taraji P. Henson, de Karate Kid), que começa por conta própria a investigá-los. Apesar de trabalharem juntos, Reese não sabe nada sobre o passado de Finch, gerando constantes atritos entre os dois.

A série conta com um elenco principal pequeno, o que garante boas atuações. Apesar de um começo típico de série policial, na qual é sempre resolvido o crime da semana, Person of Interest começa a ficar envolvente quando desenvolve sua própria mitologia. Onde está esta máquina? Ela é senciente? E quem são realmente Finch e Reese? Além disso a entrada do personagem Carl Elias (Enrico Colantoni, de Galaxy Quest) coloca Reese em uma situação que renderá bons frutos para o futuro da trama. Outro ponto positivo é que a série é filmada realmente em Nova York, dando um nível maior de veracidade, além de um charme a mais.

Person of Interest vem conquistando uma boa audiência nos EUA, inclusive recentemente foi premiada com o People's Choice Awards de melhor nova série de drama e acabou de ser renovada para uma segunda temporada. Por aqui a série é exibida no canal Warner.

Vale a conferida!

segunda-feira, 12 de março de 2012

A popularidade de Star Wars e Star Trek


SÉRIE: GRANDES SAGAS


por Fabok

Star Wars sempre tem um público um pouco maior
Estávamos saindo de nossa participação na Comic Con do SANA Fest 2012 e estávamos impressionados que o nosso painel sobre Star Wars atraiu muito mais o interesse do público do que o de Star Trek. Alguns dias mais tarde, fui ao cinema assistir à estreia de Star Wars - Episódio I em 3D, e me surpreendi com a quantidade de crianças, havia até uma garotinha de no máximo seis anos toda orgulhosa com um sabre de luz na cintura, vibrando com um filme, que é de longe considerado o mais fraco da série.

Star Wars tem um certo charme, mas não sei bem onde...
Dias depois, ao contar esta experiência ao pessoal do Relatório da Situação, nosso amigo Helder Maia fez um comentário muito interessante, que me fez refletir bastante, e tomei a liberdade de citar aqui:
Star Wars encanta, Star Trek é reflexão!”


Pensando bem, isso até que faz sentido!!! ¬¬ ?
Aquilo me 'deixou com a pulga atrás da orelha' e, por mais que tentasse, não conseguia concordar inteiramente com o Helder. A Série Clássica e até mesmo a Nova Geração definitivamente sempre deixavam no ar alguma reflexão, algumas muito bem trabalhadas, outras nem tanto. Mas as séries subsequentes de Jornada abandonaram quase que completamente esta característica. Se nós pensarmos nos filmes para o cinema, pelo menos com os filmes da tripulação original, havia uma preocupação de se deixar uma mensagem. O valor da amizade, tolerância, moral, ética, preocupação com ecologia ou a nossa situação política vivida naquele momento, refletindo-se nos roteiros, são elementos que sempre estiveram presentes. Por outro lado, isto foi sendo deixado de lado nos filmes da Nova Geração e, a meu ver, ignorado completamente em Star Trek (2009).

"Doca-seca" de Jornada nas Estrelas: O Filme (1979)
Então explorador, pelo menos até agora, vocês devem estar concordando com o Helder, mas é aí que a coisa complica. Se excluirmos Jornada nas Estrelas - O Filme (1979), as aventuras mais rentáveis de Jornada foram First Contact (1996) e Star Trek (2009), que tiveram muita ação, grandes efeitos visuais, e quase nada de reflexão; e o primeiro filme (1979) foi considerado um show de efeitos visuais em sua época. Resolvemos a charada, o segredo do sucesso é a ação e os efeitos visuais. Certo?

Acho que seria certo, para quase tudo em cinema, mas para estas franquias está errado... Claro que os efeitos e a ação são um importante chamariz, mas o que encanta, principalmente, em Star Wars é a saga do herói, não somente de Anakin ou Luke Skywalker. A saga apresenta uma galeria de incontáveis personagens heroicos: Padmé, Han Solo, Lea, Yoda e até mesmo os droids R2D2 e C3PO, e cada um deles tem seu momento de sacrifício em prol de alguém ou de uma causa. Aí está um elemento de força na saga de George Lucas. Até mesmo o maior vilão de todos os tempos, Vader, tem seu momento de redenção ao deixar o Lado Negro e se sacrifica para salvar seu filho. Não tenha dúvida, mesmo o público mais jovem é capaz de identificar-se com isto. E, se o público jovem fica "encantado", jamais esquece. Sucessos baseados somente em efeitos visuais ou ação são efêmeros e, no final, esquecidos pelo público.

O filme de Jornada que melhor trabalhou o valor do herói foi ‘A Ira de Khan’ (1982). Não é à toa que esta é a aventura mais querida dos fãs. Mas, o que compensava a falta de um herói, nos filmes com o elenco original, era a incrível química e cumplicidade entre os atores, refletindo isso em seus papéis. Por isso Kirk e companhia funcionavam tão bem. Já com a Nova Geração, a primeira coisa que fizeram, no cinema, foi transformar Picard num "herói de ação"...!!

Calma, explorador, me deixa terminar... "Tentaram" criar um herói, mas que ficou sem uma saga, sem sacrifício e, no final, sem graça. De que adianta mandar a Enterprise se chocar contra a nave do vilão, se isto não traz nenhuma empatia com audiência, a não ser uma sequência de ótimos efeitos visuais? Pior ainda, o excelente elenco da Nova Geração foi extremamente mal utilizado nos filmes, as espinhas do Worf e os comentários bobos de Data em Insurrection (1998) estão aí para provar o que estou dizendo. Os filmes da Nova Geração foram ficando cada vez piores com o tempo, o que causou o fim das aventuras da Enterprise de Picard no cinema, mesmo com boas cenas de ação e efeitos visuais.

A 'divinal' obra de J.J. Abrams
E assim chegamos a Star Trek 2009. A idéia do reboot foi uma saída interessante para se escapar das armadilhas do canon, mas a decisão de transformar o filme num festival de pirotecnia em detrimento da estória, é motivo, sim, de preocupação. J.J Abrams e sua turma tem um elenco promissor nas mãos, mas eles precisam trabalhar melhor os personagens. Jornada, para sobreviver, precisa de heróis, no verdadeiro sentido da palavra, e não somente Kirk, Spock e McCoy. Uhura, Sulu, Chekov, Scotty. Estes personagens estão prontos, e com certeza seus interpretes também, para partir em direção a novos caminhos para a série. Deixem a nova tripulação da Enterprise sair em busca de sua própria saga! É este ponto, pelo menos para mim, que Star Trek deveria emular Star Wars.

Sei que muitos discordam de mim. Mas, e você explorador, qual é a sua visão desta temática? Expresse sua opinião. Diga-nos por que Jornada não encanta. É uma discussão interessante...


Participação de Fargon Jinn


Bom, como editor deste fanzine, e fã de ambas as sagas, me sinto compelido a expressar a minha opinião sobre este tema, que me é muito instigante.

Enfim uma série de respeito
Star Trek, minha paixão de infância, é uma série que me cativou profundamente, por que nos trazia um posicionamento sério, e acessível o suficiente para uma criança de 8 anos entender. E eu entendia sim. Claro que muitos dos layers de Star Trek eram invisíveis, na época, mas eu tinha pelo menos um insight por episódio. No lado oposto eu tinha Perdidos no Espaço (1965-1968), que não era nada mais do que “o monstro da semana”. E eu, aos 6 anos, me cagava de medo do monstro, ou morria de rir do Robô, ou de raiva da vilania do Dr. Smith. Achava que no ano 2000 todos vestiriam roupas prateadas e usariam pistolas laser no coldre.

Jornada era uma proposta séria, e me fazia viajar. Eu gostaria de poder ter uma nave e sair ao bel prazer pelo espaço à fora, e solucionar elegantemente todos os desafios propostos como Kirk e Spock sempre faziam.

Resposta do público durante todo o ano de '77 em Hollywood
Quando vi Star Wars, em 1977, meu cérebro fundiu. A space opera entrou em minha vida de uma forma violenta. E foi, além das naves, robôs e cenas de combate, principalmente pelo poder da Força. Uau! Nessa época, o misticismo, para mim, era algo que tinha um apelo muito poderoso. E aquele poder etéreo batia em muito com o que eu acreditava do que deveria ser “a verdade sobre a vida, o universo e tudo o mais”. A história em si, eu sempre achei muito cheia de furos, pequenos e grandes, muitas pontas soltas. Por isso, o 'ambiente' em si, o grande cenário, a saga propriamente dita, foi o grande anzol que me fisgou.

E se, mesmo após esta lógica explanação, alguém discordar...
Sempre existem formas mais eficazes de convencimento!
Este é para mim o grande diferencial entre estas grandes séries. Para mim, Star Trek encanta tanto quanto Star Wars. Mas concordo plenamente que o universo de Lucas tem muito mais elementos que apelam emocionalmente. E mesmo que a mística da Força tenha sido destruída (Obrigado titio Lucas!), existem um sem-número de elementos que ainda exercem uma atração maravilhosa. E, com certeza, "Assim Falou Fabok", a jornada do herói, de cada um dos grandes personagens de Star Wars, é um dos elementos mais fortes destes apelos.


Participação de Helder Maia


Peraí, se todo mundo está dando sua opinião, eu vou dar a minha também. Hehehe...

Nunca conseguiu entrar na minha cabeça como Guerra nas Estrelas consegue ser mais popular que Jornada nas Estrelas (sim, eu não chamo de Star Wars, pois cresci com o título em português. Caramba, até me lembro de uma promoção do achocolatado Nescau nos anos 80: você comprava uma lata e “ganhava” uma máscara do Darth Vader! Claro que eu comprei e ficava brincando com a tal máscara). Afinal, como seis filmes para o cinema de Guerra podem competir com onze de Jornada, mais setecentos e vinte e seis episódios de todas as suas séries juntas? Claro que Guerra tem seu “universo expandido” nos livros, jogos e nas séries de animação, mas tirando estas últimas, os dois primeiros formatos não são tão difundidos aqui no Brasil.

Mas, ei, qual era o tema mesmo...? Ah, sim... Guerra x Jornada. Bem, eu não diria que os filmes da Nova Geração sejam apenas aventuras de ação, como ponderou o meu amigo Fabok. Apesar de sofrível, Generations trata da questão da mortalidade e de como ela nos define. Primeiro Contato coloca em meio à ação o drama particular de Picard, que tendo sido sequestrado e sofrido “lavagem cerebral” na mão dos borgs, fica obcecado por destruí-los, mesmo esquecendo seus princípios, em sua sede de vingança. Insurreição, como todos os seus defeitos, trata da busca da criança dentro de todos nós e do mito da “fonte da juventude”. Mesmo o fraquíssimo Nêmesis (2002) trata da questão do desenvolvimento humano sob a ótica da carga genética versus o ambiente e experiências vividas: qual delas tem maior poder sobre a formação do indivíduo? Será que Picard teria se tornado como seu clone, Chinzon, se tivesse passado pelas mesmas experiências de humilhação e violência como escravo nas minas remanas?

Apesar de Guerra nas Estrelas ser um espetáculo visual e trazer, claro, personagens cativantes como Han Solo, Luke e a Princesa Léia, eu não vejo uma temática maior sendo tratada nos filmes da saga de Lucas. Não é que eu não goste deles, mas prefiro Jornada por ser mais cerebral, sem abrir mão da ação ou entretenimento. Se não fosse assim não estaria cogitando conferir os seis filmes de Guerra recentemente lançados em Bluray.

Mas, mais importante do que os fãs ficarem se digladiando sobre qual das franquias é a melhor, naquele ‘besteirol’ de tentar convencer o outro de sua opinião, é que se consiga ver em cada uma delas seus valores, sem perder o senso critico para seus defeitos. Porque uma não poderia complementar a outra, afinal? 


- No próximo falaremos da guerra final Star Wars e Star Trek versus Crepúsculo!
- Nãaaaooooo! Não é possíiiivel!
- It's a trap!

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Missão Impossível 4 – Protocolo Fantasma


CRÍTICA DE CINEMA:
Mission: Impossible - Ghost Protocol


por Fabok

É engraçado que a cada filme a cinessérie Missão Impossível se reinventa. O primeiro, dirigido por Brian De Palma, em 1996, é o mais cerebral e mais próximo da série de TV dos anos 60. Já no divertidamente exagerado, segundo filme, de 2000, e dirigido por John Woo, primeiro foram escritas as cenas de ação, para só depois adaptar o roteiro a elas. O terceiro (2006), que marcou a estreia de J.J. Abrams como diretor de cinema, é um filme pipoca clássico, com ótimas cenas de ação e um roteiro mais bem amarrado que a aventura anterior.

Tom Cruise é Ethan Hunt na Franquia M:I
Apesar de MI 3 ter sido considerado o melhor da série até então, seu resultado nas bilheterias foi abaixo do esperado e marcou o fim de uma parceria de anos entre os estúdios Paramount e Tom Cruise. De lá prá cá nenhum dos filmes estrelados pelo ator chamou realmente a atenção, com a exceção, é claro, de sua participação na comédia Trovão Tropical (2008). O novo Missão Impossível só saiu graças a atual boa fase de J.J. Abrams em Hollywood que, como produtor de MI 4, conseguiu que Cruise e a Paramount voltassem a trabalhar juntos. Aliás, Abrams e Cruise se dão tão bem que o ator quase foi escalado para viver o papel do Capitão Pike em Star Trek, coisa que só não aconteceu porque na época da produção do longa a relação do estúdio e Cruise estava muito abalada. Abrams, então, ainda não tinha a reputação que tem hoje.

Brad Bird, 55 anos, 2 Oscars
O filme é dirigido por Brad Bird (O Gigante de Ferro, 1999 - Os Incríveis, 2004 - e Ratatouille, 2007). Em seu primeiro trabalho live action, Bird dosou excelentes sequências de ação com momentos de humor e tensão. O interessante é que, se os recentes filmes de James Bond se inspiraram nos de Jason Bourne, este Missão Impossível nos lembra os do agente britânico, com seu svilões com planos de uma nova ordem mundial e locações exóticas.

Tom Cruise faz, sempre que possível, suas cenas de ação, para desespero das agências de seguro, e Bird soube como ninguém tirar proveito disso. Cruise realmente se pendurou na torre Burj Dubai de mais 800 metros de altura e o resultado é de tirar o fôlego, e olha que esta nem é a melhor sequência de ação do filme...

Impressionante cena de ação na torre Burj Dubai
O roteiro só perde força quando tenta desenvolver uma subtrama que faz a ligação com MI 3. Simplesmente não convence, quebra o ritmo e ao final não acrescenta muita coisa. O filme conta com o retorno de Simon Pegg, mais controlado, no papel do agente Benji (um bom sinal para o futuro Star Trek), Jeremy Renner (Guerra ao Terror, 2008 e Os Vingadores, a ser lançado este ano), Paula Patton (Déjà Vu, 2006) e Ving Rhames (MI, M:I-2 e M:I:III).

Para os exploradores que estiverem em Curitiba, São Paulo ou Rio de Janeiro, MI 4 foi rodado para exibição em cinemas IMAX, portanto aproveitem! Uma curiosidade: no filme, Ethan Hunt e seus companheiros utilizam tablets e smartphones reais. Finalmente a tecnologia alcançou a ficção.

Revelação: a fonte de inspiração de Tom Cruise
MI 4 está tendo uma boa bilheteria nos EUA e ao redor do mundo conseguindo arrecadar até o momento mais de 387 milhões de dólares. A Paramount, que não é boba, já planeja uma continuação. Parece que, após um longo tempo, Tom Cruise fez as pazes com as bilheterias e o sucesso.

Até a próxima!

Missão: Impossível - Protocolo Fantasma (Mission: Impossible - Ghost Protocol): 2011, EUA
Direção: Brad Bird
Roteiro: Josh Appelbaum, André Nemec e Bruce Geller
Elenco: Tom Cruise, Jeremy Renner e Simon Pegg



Nossa Avaliação:
Delta-Shield Ouro

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Notícia de 5 de janeiro de 2012


EXTRA! EXTRA! PLANTÃO FANTASTIC ZONE COM NOTÍCIA DE ÚLTIMA HORA!!!




por Fabok

Star Trek confirmadíssimo: O site trekmovie acaba de revelar que o ator que interpretará o vilão do novo Star Trek será o excelente Benedict Cumberbatch da série Sherlock. Ainda não foi anunciado qual personagem Cumberbatch irá interpretar. Por algum motivo meus instintos estão suspeitando que não será Khan. Vamos aguardar!

Fonte: trekmovie.com