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quarta-feira, 11 de abril de 2012

Drive Angry

RESENHA CINEMATOGRÁFICA
Fúria Sobre Rodas


por Fargon Jinn

De vez em quando nos deparamos com aquele filme que é terrível, não acrescenta nada à sua vida, ou ensina coisa nenhuma, mas você se diverte do começo ao fim. Não consegue parar de assistir, não dá sono, e nem se lembra de olhar para o relógio.

Fúria Sobre Rodas, para mim, foi esse tipo de experiência. Nicolas Cage, novamente, tentando pagar seu aluguel, resolve estrelar um roteiro de sexta categoria. Daqueles que reúnem sexo e, obviamente, mulheres lindas e gostosas; diálogos absurdos; ação desmedida; muscle cars, clássicos e bem americanos; armas de todos os tipos e calibres; policiais bem ao estilo Sheriff Roscoe (Os Gatões - 1979 a 85); e, para completar, culto de magia negra, fugas do Inferno e William Fichtner (Alex Mahone de Prision Break – 2005 a 09) dando uma de Brimstone (série de 1998).

Patrick Lussier, esse é o culpado
O diretor Patrick Lussier, responsável por porcarias como Apollo 18 (2011), Pânico (1996) e Drácula 2000 (2000) realmente me surpreendeu neste filme que me fez rir do começo ao fim. Tenho certeza que não era a intenção dele, mas foi o que aconteceu. E, afinal, adorei.

Este filme conseguiu reunir TODOS os clichês de que me lembro. Acho que não ficou nenhum de fora... Ah! Ficou um, sim. Mas esse não posso contar, é um puta spoiler, bem no final.

Sexploitation e overaction numa mesma cena
Pela técnica o filme está direitinho: efeitos sonoros e visuais, excelentes; a atuação, overacting, está bem de acordo com a proposta do filme; edição e fotografia, tudo muito bom. Trilha sonora, no entanto, não trás nada especial, mas ainda vai bem com o filme.

Charger R/T '69 um muscle car clássico
O explorador que quiser se arriscar a assistir a esse filme, já sabe, vai por conta e risco próprio e, portanto, não espere nenhuma obra de arte. É só um bom pipocão para assistir com a namorada numa tarde de domingo, com pizza e guaraná. Com certeza darão muitas risadas, como já disse, mas não por haver humor, e sim uma bem orquestrada coleção de clichês com sexploitation, action-exploitation e um roteiro sem pé nem cabeça que acaba ficando muito legal.

Chevelle SS 454, e uma clássica cena de perseguição policial
Realmente não entendo. Nicolas Cage começou, há algum tempo, uma descida morro abaixo, e parece que sempre encontra um jeito de fazer algo pior. O fundo do poço parece que já ficou muito acima, agora ele já está a caminho do Inferno. Se for levar o filme em conta, é exatamente disso que se trata.

Fichtner, esse grande ator nunca decepciona
A sinopse é bem simples: Para salvar a vida de sua neta, Milton (Nicolas Cage), um bandido condenado a passar o “resto da eternidade” na companhia do Capeta, resolve escapar e acabar com o culto demoníaco do “Jim Jones” de araque. Enquanto é perseguido pelo Contador (William Fichtner), Milton vai pegando a mulherada e viajando em carrões potentes e espetaculares.

Fúria Sobre Rodas (Drive Angry): EUA, 2010
Direção: Patrick Lussier
Roteiro: Todd Farmer e Patrick Lussier
Elenco: Nicolas Cage, Amber Heard e William Fichtner

Nossa avaliação:
Delta-Shield Bronze

sexta-feira, 30 de março de 2012

As Refilmagens de A Hora do Espanto e O Enigma de Outro Mundo (A Coisa)


RESENHA DE CINEMA
Frigth Nigth e The Thing


por Helder Maia

Acho absurda esta atual enxurrada de refilmagens no cinema americano. Isto não quer dizer, no entanto, que o problema seja refazer algo. Se olharmos para o passado, quando o número de refilmagens não era tão grande, temos exemplos de bons filmes inspirados em outras obras, como Cabo do Medo (1991), que foi inspirado em O Círculo do Medo (1961), e O Enigma de Outro Mundo, realizado por John Carpenter em 1982, e que é uma reimaginação de O Monstro do Ártico (1951).

Então, a princípio, o problema não é refilmar algo do passado, atualizando-o para as plateias de hoje, mas sim fazê-lo com qualidade. E é justamente aí que Hollywood tem falhado. Refilmagens ruins e chatas vêm se acumulando nestes últimos anos.

Falarei aqui de duas das mais recentes.


A Hora do Espanto


Vivi boa parte de minha adolescência nos anos 80 dentro de salas de cinema assistindo a clássicos como O Exterminador do Futuro (1984) e Robocop - O Policial do Futuro (1987). A Hora do Espanto é simplesmente um filme que amo de coração. Então, fiquei muito apreensivo ao ouvir a notícia de que ele seria refilmado. Afinal, como alguém poderia melhorar algo que já era perfeito? E ainda mais, com a sucessão de péssimas refilmagens dos últimos tempos, o prognóstico parecia indicar mais um desastre se aproximando.

Collin Farrel como Jerry Danridge
Mas o fato é que o filme me surpreendeu. O seu mérito é o de não apenas pegar o conceito original e formatá-lo num pacote visual contemporâneo, já que o público geralmente é preconceituoso e não gosta de assistir filmes com visual datado (figurinos e carros). Não, o filme tem uma “pegada” própria. Se o original era um misto de Terror e Comédia (o gênero Terrir, muito difundido nos anos 80), aqui o filme é totalmente de Terror.

Fera acuada
Outra coisa, o vampiro do primeiro filme era um cara bonito e charmoso, com um comportamento bem normal até mostrar suas presas. O Jerry Danridge do novo filme, interpretado por Colin Farrell, age mais como um animal, ficando inquieto quando confrontado. Outra mudança foi no personagem de Peter Vincent (outrora interpretado pelo saudoso Roddy McDowall), que passou de um ator de filmes de terror para um mágico. Ao saber desta mudança pela net fiquei indignado na época, mas o personagem cumpre seu papel de alívio cômico, e afinal, se pensarmos bem, se for para refilmar um filme frame-a-frame do original (O Gus Van Sant fez isso com seu Psicose de 1998 e saiu aquela bomba), ao invés de reimaginar, de que adianta o esforço?

Peter Vincent modernizado pegou muito bem
Gostei também do fato do “mocinho” não enfrentar o vampiro totalmente despreparado, o que é comum de acontecer nos filmes. Se pensarmos bem, é meio absurdo o sujeito ir enfrentar uma criatura toda-poderosa vestido apenas com roupas comuns.

Charley Brewster
No geral um bom filme, que não faz vergonha ao original, segundo seu próprio caminho.

Nossa avaliação:
Delta-Shield Prata





 

O Enigma de Outro Mundo (A Coisa)


Aqui se trata mais de um prelúdio do que propriamente de uma refilmagem, embora o filme tenha muitos elementos de semelhança com o original.

Após cientistas noruegueses descobrirem uma nave alienígena enterrada sob o gelo na Antártida, convocam a paleontologista Kate Lloyd (Mary Elizabeth Winstead), para ajudar. Lá, ela ajuda a desenterrar do gelo um ser alienígena aparentemente morto, mas que passa a ameaçar todos na base de ciências, enquanto uma tempestade os deixa isolados do resto do mundo.

Mary Elizabeth Winstead como a cientasta americana
O interessante aqui é que o filme busca também um caminho próprio: se o primeiro era um filme de paranóia sobre um grupo de cientistas, isolados em uma estação científica na Antártida, e submetidos a uma criatura que pode assumir a forma de quem desejar, neste prelúdio a proposta é trazer mais adrenalina e terror para a trama, com o monstro atacando os cientistas. Embora isso não seja muito coerente, afinal bastaria que a criatura se camuflasse como um dos membros da estação para escapar para a civilização na primeira oportunidade.

Atuação fraca e desinteressante
Outro problema: é a forçada entrada de personagens americanos no filme, uma decisão mercadológica dos produtores, já que o público americano dificilmente iria assistir a um filme protagonizado por noruegueses e falado em seu idioma, como o filme logicamente deveria ter sido feito. Afinal, os noruegueses não poderiam chamar um paleontologista de seu próprio país?

Outro ponto baixo é que Mary Elizabeth Winstead simplesmente não convence como heroína de ação, apesar de ser um rosto agradável de se olhar, ela é muito inexpressiva. O final, embora forçado, faz uma louvável conexão com o filme de 82: ele termina onde o outro começa, com o helicóptero perseguindo o cachorro na neve.

Devido à baixa bilheteria do filme nos EUA, ele acabou não sendo lançado nos cinemas no Brasil. E que, pelo que apurei, ainda sequer saiu em DVD ou Bluray. Outro detalhe curioso é que resolveram chamar o filme de A Coisa, em uma atitude incoerente, afinal se trata de um remake de um filme conhecido.

Ao final, um filme mediano que agrada se o expectador não parar para pensar demais na trama.

Nossa avaliação:
Delta-Shield Bronze

sexta-feira, 16 de março de 2012

O Legado Valdemar


RESENHA DE CINEMA
La Herencia Valdemar


por Helder Maia

Sempre fui fã do cinema fantástico espanhol. Atualmente, a Espanha é expoente no gênero, enquanto o cinema americano se perde em refilmagens sem graça. Temos vários exemplares do gênero produzidos por lá, como a cineserie REC, O Orfanato, Os Olhos de Júlia e a série de TV Películas Para No Dormir.

Em O Legado Valdemar, uma especialista em casas antigas é enviada à Mansão Valdemar, uma construção vitoriana, para avaliar seu estado, já que o outro avaliador previamente enviado sumiu sem deixar explicações. Mas como ela também acaba desaparecendo misteriosamente, é contratado o detetive Nicolás Tremel para desvendar este mistério. Enquanto viaja de trem com a Presidente da Fundação Valdemar, lhe é revelado o estranho e sombrio passado da Mansão.

Silvia Abascal como a especialista em casas antigas, Luisa Llorente
Apesar de ter bastante clima de suspense e atmosfera de terror, o filme dá uma guinada para o drama sobrenatural no grande flashback que conta a história de Valdemar e sua esposa, os quais dirigem uma casa que abriga crianças para adoção. Mesmo chegando às vezes perto do clima de um dramalhão mexicano, é um segmento bem interessante que não destoa do filme. É nesta parte que vemos Valdemar se envolver com o sobrenatural sob a influência do mago Aleister Crowley. Além de Crowley, outras figuras históricas aparecem no filme, como o escritor Bram Stoker e a assassina Lizzie Borden.

Daniele Liotti é Lázaro Valdemar
Para a surpresa do expectador, a história não se conclui ao final do filme, deixando um gosto de quero mais e várias pontas a resolver. A história de “O Legado Valdemar” é dividida em dois filmes, lançados com um ano de intervalo, o primeiro em 2010 e o segundo em 2011. Uma atitude arriscada, algo parecido com o que George Lucas fez no Episódio 4 de Guerra nas Estrelas.

Mansão Valdemar
Imagino como devem ter se sentido os espectadores espanhóis, já que tiveram que esperar tanto tempo para ver a conclusão chegar aos cinemas. Quanto a mim, uma semana já foi uma tortura.

Talvez tenha sido por tanta expectativa que acabei não gostando da continuação. Ou talvez por ela tomar um caminho diferente: se o primeiro filme era um drama sobrenatural, o segundo está mais para uma trama policial e de conspiração. Em minha opinião, as histórias dos dois filmes não casam bem.

O Legado Valdemar é claramente inspirado na obra do escritor de terror H P Lovecraft e no "Mitos de Cthulhu". O próprio escritor aparece como personagem no segundo filme, onde é citado o livro Necronomicon.

Então, caro explorador, não perca a chance de ver mais estes exemplares do cinema fantástico espanhol e tire suas próprias conclusões.

O Legado Valdemar (La herencia Valdemar): 2010, Espanha
Direção e Roteiro: José Luis Alemán
Elenco: Daniele Liotti, Óscar Jaenada e Laia Marull


O Legado Valdemar II - A Sombra Proibida (La Herencia Valdemar II - La Sombra Prohibida): 2010, Espanha
Direção e Roteiro: José Luis Alemán
Elenco: Silvia Abascal, Óscar Jaenada e Daniele Liotti

Nossa avaliação:
Filme 1:
Delta-Shield Prata




 Filme 2:
Delta-Shield Bronze

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

A Centopeia Humana II

RESENHA DE CINEMA:
The Human Centipede II - Full Sequence


por Helder Maia


Com o sucesso de A Centopeia Humana o diretor/roteirista Tom Six não perdeu tempo e resolveu produzir uma sequência. Mas quem viu o primeiro filme se perguntaria: uma continuação, como assim? Pois realmente é difícil imaginar como dar continuidade à história totalmente resolvida (que por sinal já não era muita) do primeiro filme.

Esta seqüência, filmada em preto-e-branco, é protagonizada por Martin, um sujeito mentalmente perturbado e obeso, que sofre de asma e é fã obcecado de um certo filme de terror. Advinham qual? Tcham, tcham, tcham, tcham...! Isso mesmo: A Centopeia Humana! Então ele resolve fazer sua própria centopeia, mas dessa vez com doze pessoas.

Horror ao estilo exploitation
Se o primeiro filme não abusava da nojeira e violência, aqui a história é outra. Prepare seu estômago para cenas de muita violência, sadismo e escatologia. Por essas e outras, o filme não é aconselhável para o espectador mais sensível ou mesmo para o público médio, sendo indicado para apreciadores do cinema de horror extremo.

Laurence R. Harvey como Martin
Contudo, o que prejudica o filme são seus furos de lógica. Por exemplo, Martin captura suas vítimas com tiros e pancadas de pé-de-cabra na cabeça, mas nenhuma delas morre por perda de sangue ou infecção. E o que dizer da cirurgia que unirá as partes da centopéia humana? Feita sem nenhuma higiene e com instrumentos tão toscos como martelo, grampeador e fita adesiva, tornando-se totalmente inverossímil Sem falar que Martin não parece possuir nenhum conhecimento médico. Além disso, como é que um sujeito que ao menor esforço só falta morrer de tossir consegue carregar várias pessoas desmaiadas, algo que já é difícil para uma pessoa forte e saudável? Mas tudo isso pode ser perdoado, pois quando se está lá pela metade do filme fica claro que ele não tem proposta ou objetivo, além de chocar e enojar o expectador. E foi tão bem-sucedido que a exibição do filme foi proibida na Inglaterra, alegando-se que era sádico e obsceno.

Bill Hutchens como Dr. Sebring
Outro detalhe é que o filme tem pouquíssimos diálogos, alguns bem ridículos, por sinal. Como aquele em que o médico que trata de Martin diz que sua obsessão por uma centopeia feita de pessoas deve ser “apenas uma fase passageira”. Que porra de médico fuleiro é esse?! E ainda fica subentendido que o tal “médico” tem vontade de dar uma traçada em Martin. Êca! Ainda bem que Six não chegou a tanto.

Violência e sadismo
Mas como nojeira pouca é bobagem, Tom Six promete que a última parte da trilogia será ainda mais nojenta. Em 2013 será lançado The Human Centipede III - Final Sequence. Só Deus sabe o que este demente diretor irá aprontar. O que sei é que, se o mundo não acabar este ano, estarei lá para conferir!

A Centopeia Humana II (The Human Centipede II - Full Sequence): 2011, Holanda, Reino Unido, EUA
Direção e Roteiro:
Tom Six
Elenco:
Laurence R. Harvey, Ashlynn Yennie e Maddi Black


Nossa avaliação: 
Delta-Shield Bronze

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Os filmes que vi recentemente

por Helder Maia


Período de férias é também para colocar a cinefília em dia. Seguem abaixo alguns dos filmes que vi estes dias.


A Lonely Place to Die (Reino Unido - 2011)


Melissa George estrela este suspense onde um grupo de amigos alpinistas parte para as montanhas em mais uma aventura. O que eles não esperavam era encontrar enterrada na mata uma garota sequestrada. A partir daí eles serão perseguidos pelos sequestradores.

Tentativa no gênero suspense, o filme apresenta um roteiro mal estruturado, que falha em costurar bem a trama, gerando um filme arrastado, apesar de ter apenas noventa e nove minutos. Destaque para as belas cenas nas montanhas. 

Delta-Shield Bronze



 

The Ruins (EUA, Alemanha, Austrália - 2008)

 

Este foi um desperdício de tempo absurdo. Um filme de terror que demora cinquenta minutos para trazer qualquer cena de terror, é um fracasso para mim. Só aguentei até tanto (o normal é desistir após meia hora, se um filme não estiver bom) porque esperava uma cena de sacanagem entre uma garota magrinha e bonitinha e um dos outros personagens masculinos, mas quando vi que não ia rolar desisti. Fuja deste.



Delta-Shield Ferrugem





I Saw the Devill (Akmareul boatda – Coréia do Sul - 2010)


Bom filme de vingança coreano. A vida do agente secreto Kim Soo-hyeon é destruída quando sua noiva é morta por um sádico criminoso sexual serial. Então ele resolve fazer de sua vingança a mais brutal possível, seguindo o criminoso e agredindo-o várias vezes, mas sem nunca matá-lo.

Produção caprichada e bela fotografia mostram como os filmes coreanos são de alto nível. Só achei o filme muito longo, mas assisti à versão coreana, existe uma internacional mais curta e com um pouco mais de sangue. 

Delta-Shield Prata


 

 

Butch Cassidy (EUA - 1969)


Como nunca tinha visto este famoso faroeste, resolvi conferir. O filme é bom, com ótimas interpretações de Robert Redford e Paul Newman como a lendária dupla de assaltantes a banco Butch Cassidy e Sundance Kid. A direção de fotografia é soberba e a trilha sonora traz a clássica canção Raindrops Keep Fallin' on My Head.

No entanto, não sou fã de filmes que trazem uma visão ingênua e idolátrica de criminosos. Bandido boa-praça só mesmo no cinema. Sou muito mais os personagens amorais do clássico faroeste spaghetti 'Três Homens em Conflito' (1966).
Delta-Shield Prata

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

A Centopeia Humana


RESENHA DE CINEMA:
The Human Centipede - First Sequence



por Helder Maia

Fazia tempo que havia ouvido falar do filme A Centopeia Humana, de 2009, cujo título inusitado havia me deixado curioso, mas por algum motivo inexplicável, sendo eu um grande fã de terror e filmes bizarros, ainda não o havia assistido. Então aproveitei para vê-lo, assim como sua sequência lançada ano passado.

Depois de tantos prequels, sequels, reboots, remakes, 're-o-escambau' foi um prazer assistir a um filme com um conceito original. Nele, um renomado cirurgião alemão aprisiona três turistas (duas americanas e um japonês) em passagem pela Alemanha, a fim de concretizar um demente projeto, a criação de um inusitado animal de estimação, uma centopeia humana, ligando cirurgicamente a boca de um ao ânus do seguinte, fazendo com que todos os membros da centopeia compartilhem um único sistema digestivo.

Ashley C. Williams e Ashlynn Yennie
Como se pode ver, o filme tem um fiapo de história, mas ela é bem desenvolvida e executada. Na verdade, o filme prende bastante a atenção do expectador, algo cada vez mais raro. Filmada em formato digital, a produção traz boa direção, edição e interpretações na medida certa. Apesar de ser uma produção holandesa, o filme é falado em sua maioria em inglês, provavelmente para dar maior receptividade ao projeto.

Dieter Laser como Dr. Josef Heiter
O destaque do elenco vai para Dieter Laser como o médico louco Dr. Josef Heiter, com seu rosto de expressão bizarra e cara de poucos amigos. É impagável a cena em que ele olha para as turistas e diz: “Eu não gosto de seres humanos.”

Alguns poderão achar o filme de mau-gosto e sádico, mas eu particularmente gostei. Ele tem drama, suspense, ação e violência na dose certa. Até torci para que os personagens não escapassem ao seu fatídico destino, pois queria ver a centopeia pronta. E é por isso que não vamos mostrar aqui nenhuma foto da centopeia montada, pois em grande parte o prazer do filme é a expectativa de vê-la finalizada. Quer ver a centopeia feita de humanos? Então assista ao filme!


Ah, e evite assistir ao trailer, pois ele mostra demais, tirando as surpresas do filme.

Na semana que vem falarei da continuação, A Centopeia Humana II. 




A Centopeia Humana (The Human Centipede - First Sequence): 2009, Holanda
Direção e Roteiro: Tom Six
Elenco: Dieter Laser, Ashley C. Williams e Ashlynn Yennie

Nossa avaliação:
Delta-Shield Prata