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segunda-feira, 9 de abril de 2012

Mass Effect 3 - Conclusão

SÉRIE: GAMES


por Fabok

Conclusão da trilogia eleva Mass Effect à categoria das grandes space operas.

Obs: alguns spoilers no artigo!!!!

Após os eventos do DLC para Mass effect 2, The Arrival, Shepard é forçado a entregar a Normandy e ver sua tripulação seguir seu próprio caminho. Não é por menos, para evitar um ataque surpresa dos reapers ele sobrecarrega o mass relay de um sistema estelar destruindo tudo, inclusive uma colônia Batarian. Shepard de herói se transforma num embaraço para a Aliança. Pior ninguém leva a sério os avisos do comandante de que a invasão reaper está chegando.

É aqui que começa ME3. Shepard é chamado as pressas quando os reapers começam um avassalador ataque a Terra. Mas o QG da Aliança é destruído. Em meio às ruínas da megalópolis que resultou da união das cidades de Seattle e Vancouver e sob fogo reaper, Shepard precisa chegar a Normandy e fugir. Não há outra alternativa. A Terra não é o único planeta em chamas. Toda a galáxia está a beira da aniquilação. Ele é informado pelo capitão David Anderson (Keith David) e pelo almirante Hackett (Lance Henriksen) que uma base científica em Marte, estudando ruínas dos proteans, encontrou algo que pode ser usado na guerra, mas o contato com a base foi perdido e Shepard é enviado para investigar.

The Crucible
Quanto ao Comandante, além dos reapers, terá que enfrentar Cerberus, a organização paramilitar xenofóbica da Terra que tem seus próprios planos para os reapers. Ela é responsável pelo ataque a base científica, mas Shepard descobre que no planeta vermelho foram encontrados esquemas do que pode ser a única esperança de vitória para a galáxia, o misterioso dispositivo "The Crucible".

A missão de Shepard é quase impossível. Forjar uma aliança entre todas as espécies da galáxia. Algumas delas inimigas por séculos. Para isso ele precisará da ajuda de novos e velhos aliados. E ainda descobrir as reais intenções do The Illusive Man (Martin Sheen), líder de Cerberus.

Mordin e a pesquisa da Genophage
Mass Effect 3 não deixa nada a dever as melhores sagas espaciais. Ação, aventura, reflexão (olha aí Helder Maia) e por que não, sacrifício. A tripulação da Normandy levará o lema "as necessidades de muitos, superam as de poucos" as últimas consequências. Vale destacar o excelente trabalho dos atores, que fazem que os personagens de ME sejam mais bem desenvolvidos que os de muitos filmes e séries por aí. Destaque para duas missões em especial: o embate em Tuchanka para livrar os krogan da praga biolágica genophage e a liberação Rannoch, planeta natal dos quarians e ocupado pelos cibernéticos geth.

O roteiro é tão bom que ao me aproximar da última missão, me dei conta que estava realmente receoso pelos destinos de Liara, Tali, Joker, Edi, James, Legion, Wrex, Garrus, Ashley e toda a tripulação da Normandy. Explorador, lembra daquela antecipação para o final de Babylon 5 ou Battlestar Galactica? Foi a mesma coisa que senti.

E o final? Achei espetacular. Realmente não entendi toda a comoção na Internet. São três finais (que não contarei para não estragar a surpresa) e o que escolhi era totalmente coerente com a evolução que dei ao personagem de Shepard. Para os curiosos, escolhi o final verde. Para mim os finais azul ou vermelho não condiziam com meu personagem, mas de qualquer modo são muito interessantes, inclusive o final vermelho tem um bônus a mais...

Talvez meu lado scifi tenha falado mais alto que meu lado gamer, mas o final verde e sua temática de ficção científica hard me conquistou. Se há um lado negativo no final, alias, nos finais, é que você fica realmente sem saber o que aconteceu com a maioria dos membros da sua tripulação. No meu caso, meu esquadrão final era composto por Liara e James e após o devastador ataque de Harbinger fiquei sem saber o destino deles. Acredito que eles morreram, mas certeza... não tenho. Outro problema é o que aconteceu com os milhões de habitantes da Citadel. Jogue e tire suas conclusões. De qualquer modo, a chiadeira foi tamanha que a Bioware, está preparando uma série de cutscenes extras para dar um encerramento "melhor" para a saga que serão integradas ao jogo de maneira gratuita.

E o que o futuro reserva a Mass Effect? No momento uma série animada está sendo produzida e ainda temos boatos da versão cinematográfica de tempos em tempos. O fato é que a Bioware já prometeu que teremos mais jogos baseados no riquíssimo universo do jogo. Contudo, particularmente acredito que não teremos mais aventuras com Shepard e a tripulação da Normandy.

Aos exploradores que ainda não jogaram a saga completa, corram... vocês não sabem o que estão perdendo...são cerca de cem horas de ficção científica da melhor qualidade. Mass Effect conquistou seu lugar ao lado das icônicas space operas Star Trek, Star Wars, Babylon 5 e Stargate e merece ser conferida!!

Ah! Uma dica final: ao final do jogo, depois dos créditos finais, há uma bela cutscene com a participação do astronauta da Apollo XI Buzz Aldrin. Emocionante e imperdível!

Até a próxima!

sexta-feira, 23 de março de 2012

John Carter

CRÍTICA CINEMATOGRÁFICA
John Carter: Entre Dois Mundos


por Fargon Jinn

Ultimamente temos assistido a filmes que são um espetáculo visual, fotografia primorosa, efeitos visuais e sonoros impecáveis, CGI’s indistinguíveis de objetos ou seres reais, 3D’s cada vez mais bem utilizados fazendo, por vezes, nos esquecermos de que estamos vendo um filme, parecem cenas verdadeiras.

Martin Scorsese em Hugo (2012) nos conta um pouco dessa evolução
Voltamos então ao referencial de partida da espiral evolucionária que rege o cinema. A cada vez que uma nova tecnologia eclode e a vemos num filme, tudo o mais empalidece e nos perguntamos o que será do futuro do cinema. Nesta hora esquecemos do roteiro, da atuação, da direção de arte, etc. Quando nos acostumamos a esta nova evolução, voltamos a lembrar dos atores, do roteiro, do diretor, e vemos novamente do que se trata este mundo da sétima arte. Neste ponto da espiral em que estamos, o que aparece prá valer é o trabalho do ator, a direção e a contação de histórias.

O novo filme da Disney está neste patamar. Não temos mais tecnologias que nos mesmerizem, então sobra roteiro, atuação e direção para avaliarmos.

Andrew Stanton
O diretor de Procurando Nemo (2003) e Wall-E (2008), Andrew Stanton, não me agradou desta vez. E sou fã de todos os trabalhos que ele realizou até então. Parece que é uma fase em que a Pixar não está indo muito bem, pelo menos neste último ano. Carros 2 foi problemático, e agora o primeiro live action que eles realizam também não está fazendo jus a um nome tão bem construído, nas duas últimas décadas.

John Carter inicia com um desenvolvimento lento, com muita história, mas sem atrativos. Aos poucos passa de uma total inatividade para uma ação frenética, mas sem um enredo mais profundo, chegando a ser confuso. Acompanhamos uma história que se desenvolve sem dar à audiência uma noção da motivação de seus protagonistas, ou uma ideia do objetivo da trama.

As personagens principais não fazem o público se envolver emocionalmente com seus interesses. Faltam subtramas, não existem mensagens nas entrelinhas. O enredo é monodimensional, não instiga e não empolga.

A belíssima Lynn Collins, atuação pobre
Para piorar os atores principais, Taylor Kitsch e Lynn Collins (ambos de X-Men Origens: Wolverine, 2009), foram tão simplórios quanto o roteiro. Faltou, claramente, um trabalho de direção de atuação, e isto é, para mim, um ponto fortíssimo para se avaliar um bom diretor. Ilustra-se esse exemplo ao vermos a segunda trilogia de Star Wars, com atores do mais alto gabarito, mas pessimamente conduzidos, e o resultado é fácil de conferir. Liam Neeson, Natalie Portman e Ewan McGregor nunca estiveram tão mal em qualquer outra atuação, mas Lucas é um caso clássico de diretor fraco. Andrew Stanton, por outro lado, é estreante em live action, mas teve que dirigir personagens animados, e imagino que é até mais difícil. Uma vez que primeiro são feitas as vozes, e depois a animação através dos desenhistas e artistas de modelagem digital. Acredito, e assim dizem os diretores, que o trabalho de direção de animação é muito mais minucioso em todas as suas etapas, do que observar a atuação acontecendo num set, onde pode-se corrigir e explicar aquilo que se deseja, a qualquer momento.


Fotografia espetacular
Por outro lado, tecnicamente falando, John Carter é um filme perfeito, impecável em cada quesito, som (trilha sonora e edição), imagem (fotografia, edição e efeitos especiais), guarda-roupa, maquiagem, etc. Não pude observar nenhuma falha, nenhum erro de continuidade, nada. Nisso estão todos de parabéns.

As composições visuais são maravilhosas
Mas sabe quando você sai do cinema, e acabou de ver um filme maravilhoso? Saímos com vontade de conversar, de perguntar se todos os presentes observaram tal e tal cena. O que irá acontecer com o herói, ou se o vilão pode voltar? Mas John Carter, não. Saí do cinema e fomos falar dos eventos do dia. Pronto, o filme foi esquecido.

Um detalhe que ainda gostaria de acrescentar aqui. Os exploradores têm reparado como os filmes 3D estão ficando cada vez mais escuros? Os cinemas estão tentando economizar horas de lâmpada, energia elétrica, ou é falha técnica mesmo? É o segundo filme 3D que assisto no UCI do Iguatemi (Fortaleza), neste mês, e saio do cinema com os olhos cansados pela falta de luminosidade da tela. Um verdadeiro horror.

John Carter: Entre Dois Mundos (John Carter): 2012, EUA
Direção:
Andrew Stanton
História: Edgar Rice Burroughs
Baseado em: A Princess of Mars (E.R.Burroughs), 1912
Roteiro: Andrew Stanton, Mark Andrews e Michael Chabon
Elenco: Taylor Kitsch, Lynn Collins, Willem Dafoe e Samantha Morton



Nossa avaliação:

Delta-Shield Bronze

quarta-feira, 14 de março de 2012

Os jogos de Star Wars - parte III


SÉRIE: GAMES


por Fabok

Finalizando nossa série de artigos sobre os jogos, trazemos aqui os jogos mais recentes e extremamente bem desenvolvidos por game developers parceiras da Lucas Arts.


Knights of the Old Republic


Em 2003 em uma parceria com a Bioware, é lançado Knights of the Old Republic, um RPG que é considerado por muitos o melhor jogo de Star Wars. Situado quatro mil anos antes do Episódio I, quando Darth Malak lança um devastador ataque Sith contra a República. O ataque deixa os Jedi enfraquecidos e desorganizados e muitos decidem se juntar aos Sith. O seu personagem acorda à bordo de um cruzador da República sem memória e sob ataque das forças de Malak. À medida que o jogo avança você vai conhecendo novos personagens e descobrindo sua real identidade, enquanto luta contra as forças de Malak. A grande sacada aqui é a liberdade criativa que os desenvolvedores tiveram pois KOTOR(1) não tem nenhuma ligação direta com os filmes. Você, explorador, verá muitas semelhanças entre este game e Mass Effect, como a customização dos personagens e o destino do jogo decido de acordo com suas decisões e, ainda de quebra, conhecerá os primórdios do universo de Star Wars.

A sua sequência de 2006 foi feita pela desenvolvedora Obisidian, já que a Bioware estava ocupada desenvolvendo seus próprios universos de RPG(2) (Mass Effect e Dragon Age). Agora, após cinco anos da estória da primeira parte, os Jedi foram quase que exterminados pelos Sith. Você é um Jedi que foi expulso da Ordem, mas que, mesmo assim, parte para combater os Sith. O jogo não é tão bom quanto o primeiro, mais ainda sim oferece uma trama envolvente. Do jogo anterior o que volta é apenas a nave do herói, a Ebon Hawk.


The Old Republic


A Bioware novamente uniu forças com a Lucas Arts e lançou o MMO(3) The Old Republic numa parceria de custo estimado em quase 200 milhões de dólares. Logo após seu lançamento em dezembro passado, o jogo já tinha a invejável marca de 1 milhão de assinantes. Passado 300 anos após a série KOTOR, quando os Jedi são responsabilizados pela vitória dos Sith durante A Grande Guerra Galáctica de 28 anos de duração. Enfraquecidos eles abandonam Coruscant e voltam para o planeta Tython, onde a Ordem havia sido originalmente fundada em busca de um entendimento melhor da Força.

Ainda não tive oportunidade de jogá-lo. Realmente não sou muito fã dos MMO pois demandam muita dedicação, além do custo da assinatura mensal. Entretanto The Old Republic vem recebendo ótimas críticas tanto de jogadores, quanto da mídia especializada pela sua estória e qualidades técnicas.


Lego Star Wars


Não poderia deixar de citar, também, a divertidíssima série Lego Star Wars, em que eventos marcantes da saga são vividos pela ótica dos brinquedos de montar da Lego.

Quem já brincou com Lego tem aí um revival de suas horas de lazer e quebra-cabeça, enquanto quem nunca teve contato com o brinquedo explora esta opção de um jogo com um enredo e montagens engraçadas.

São várias versões e expansões para esta modalidade, podendo inclusive ver os seis filmes em formato Lego, enquanto joga interativamente. Encanta crianças e adultos.


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Bom, exploradores, espero que vocês tenham gostado destes artigos. Mande seu comentário com sua opinião ou contando sua experiência como jogador. Até a próxima!

Notas do Editor:
(1) sigla: Knights Of The Old Republic
(2) sigla: Rolling Playing Game
(3) sigla:
Massive Multiplayer Online

segunda-feira, 12 de março de 2012

A popularidade de Star Wars e Star Trek


SÉRIE: GRANDES SAGAS


por Fabok

Star Wars sempre tem um público um pouco maior
Estávamos saindo de nossa participação na Comic Con do SANA Fest 2012 e estávamos impressionados que o nosso painel sobre Star Wars atraiu muito mais o interesse do público do que o de Star Trek. Alguns dias mais tarde, fui ao cinema assistir à estreia de Star Wars - Episódio I em 3D, e me surpreendi com a quantidade de crianças, havia até uma garotinha de no máximo seis anos toda orgulhosa com um sabre de luz na cintura, vibrando com um filme, que é de longe considerado o mais fraco da série.

Star Wars tem um certo charme, mas não sei bem onde...
Dias depois, ao contar esta experiência ao pessoal do Relatório da Situação, nosso amigo Helder Maia fez um comentário muito interessante, que me fez refletir bastante, e tomei a liberdade de citar aqui:
Star Wars encanta, Star Trek é reflexão!”


Pensando bem, isso até que faz sentido!!! ¬¬ ?
Aquilo me 'deixou com a pulga atrás da orelha' e, por mais que tentasse, não conseguia concordar inteiramente com o Helder. A Série Clássica e até mesmo a Nova Geração definitivamente sempre deixavam no ar alguma reflexão, algumas muito bem trabalhadas, outras nem tanto. Mas as séries subsequentes de Jornada abandonaram quase que completamente esta característica. Se nós pensarmos nos filmes para o cinema, pelo menos com os filmes da tripulação original, havia uma preocupação de se deixar uma mensagem. O valor da amizade, tolerância, moral, ética, preocupação com ecologia ou a nossa situação política vivida naquele momento, refletindo-se nos roteiros, são elementos que sempre estiveram presentes. Por outro lado, isto foi sendo deixado de lado nos filmes da Nova Geração e, a meu ver, ignorado completamente em Star Trek (2009).

"Doca-seca" de Jornada nas Estrelas: O Filme (1979)
Então explorador, pelo menos até agora, vocês devem estar concordando com o Helder, mas é aí que a coisa complica. Se excluirmos Jornada nas Estrelas - O Filme (1979), as aventuras mais rentáveis de Jornada foram First Contact (1996) e Star Trek (2009), que tiveram muita ação, grandes efeitos visuais, e quase nada de reflexão; e o primeiro filme (1979) foi considerado um show de efeitos visuais em sua época. Resolvemos a charada, o segredo do sucesso é a ação e os efeitos visuais. Certo?

Acho que seria certo, para quase tudo em cinema, mas para estas franquias está errado... Claro que os efeitos e a ação são um importante chamariz, mas o que encanta, principalmente, em Star Wars é a saga do herói, não somente de Anakin ou Luke Skywalker. A saga apresenta uma galeria de incontáveis personagens heroicos: Padmé, Han Solo, Lea, Yoda e até mesmo os droids R2D2 e C3PO, e cada um deles tem seu momento de sacrifício em prol de alguém ou de uma causa. Aí está um elemento de força na saga de George Lucas. Até mesmo o maior vilão de todos os tempos, Vader, tem seu momento de redenção ao deixar o Lado Negro e se sacrifica para salvar seu filho. Não tenha dúvida, mesmo o público mais jovem é capaz de identificar-se com isto. E, se o público jovem fica "encantado", jamais esquece. Sucessos baseados somente em efeitos visuais ou ação são efêmeros e, no final, esquecidos pelo público.

O filme de Jornada que melhor trabalhou o valor do herói foi ‘A Ira de Khan’ (1982). Não é à toa que esta é a aventura mais querida dos fãs. Mas, o que compensava a falta de um herói, nos filmes com o elenco original, era a incrível química e cumplicidade entre os atores, refletindo isso em seus papéis. Por isso Kirk e companhia funcionavam tão bem. Já com a Nova Geração, a primeira coisa que fizeram, no cinema, foi transformar Picard num "herói de ação"...!!

Calma, explorador, me deixa terminar... "Tentaram" criar um herói, mas que ficou sem uma saga, sem sacrifício e, no final, sem graça. De que adianta mandar a Enterprise se chocar contra a nave do vilão, se isto não traz nenhuma empatia com audiência, a não ser uma sequência de ótimos efeitos visuais? Pior ainda, o excelente elenco da Nova Geração foi extremamente mal utilizado nos filmes, as espinhas do Worf e os comentários bobos de Data em Insurrection (1998) estão aí para provar o que estou dizendo. Os filmes da Nova Geração foram ficando cada vez piores com o tempo, o que causou o fim das aventuras da Enterprise de Picard no cinema, mesmo com boas cenas de ação e efeitos visuais.

A 'divinal' obra de J.J. Abrams
E assim chegamos a Star Trek 2009. A idéia do reboot foi uma saída interessante para se escapar das armadilhas do canon, mas a decisão de transformar o filme num festival de pirotecnia em detrimento da estória, é motivo, sim, de preocupação. J.J Abrams e sua turma tem um elenco promissor nas mãos, mas eles precisam trabalhar melhor os personagens. Jornada, para sobreviver, precisa de heróis, no verdadeiro sentido da palavra, e não somente Kirk, Spock e McCoy. Uhura, Sulu, Chekov, Scotty. Estes personagens estão prontos, e com certeza seus interpretes também, para partir em direção a novos caminhos para a série. Deixem a nova tripulação da Enterprise sair em busca de sua própria saga! É este ponto, pelo menos para mim, que Star Trek deveria emular Star Wars.

Sei que muitos discordam de mim. Mas, e você explorador, qual é a sua visão desta temática? Expresse sua opinião. Diga-nos por que Jornada não encanta. É uma discussão interessante...


Participação de Fargon Jinn


Bom, como editor deste fanzine, e fã de ambas as sagas, me sinto compelido a expressar a minha opinião sobre este tema, que me é muito instigante.

Enfim uma série de respeito
Star Trek, minha paixão de infância, é uma série que me cativou profundamente, por que nos trazia um posicionamento sério, e acessível o suficiente para uma criança de 8 anos entender. E eu entendia sim. Claro que muitos dos layers de Star Trek eram invisíveis, na época, mas eu tinha pelo menos um insight por episódio. No lado oposto eu tinha Perdidos no Espaço (1965-1968), que não era nada mais do que “o monstro da semana”. E eu, aos 6 anos, me cagava de medo do monstro, ou morria de rir do Robô, ou de raiva da vilania do Dr. Smith. Achava que no ano 2000 todos vestiriam roupas prateadas e usariam pistolas laser no coldre.

Jornada era uma proposta séria, e me fazia viajar. Eu gostaria de poder ter uma nave e sair ao bel prazer pelo espaço à fora, e solucionar elegantemente todos os desafios propostos como Kirk e Spock sempre faziam.

Resposta do público durante todo o ano de '77 em Hollywood
Quando vi Star Wars, em 1977, meu cérebro fundiu. A space opera entrou em minha vida de uma forma violenta. E foi, além das naves, robôs e cenas de combate, principalmente pelo poder da Força. Uau! Nessa época, o misticismo, para mim, era algo que tinha um apelo muito poderoso. E aquele poder etéreo batia em muito com o que eu acreditava do que deveria ser “a verdade sobre a vida, o universo e tudo o mais”. A história em si, eu sempre achei muito cheia de furos, pequenos e grandes, muitas pontas soltas. Por isso, o 'ambiente' em si, o grande cenário, a saga propriamente dita, foi o grande anzol que me fisgou.

E se, mesmo após esta lógica explanação, alguém discordar...
Sempre existem formas mais eficazes de convencimento!
Este é para mim o grande diferencial entre estas grandes séries. Para mim, Star Trek encanta tanto quanto Star Wars. Mas concordo plenamente que o universo de Lucas tem muito mais elementos que apelam emocionalmente. E mesmo que a mística da Força tenha sido destruída (Obrigado titio Lucas!), existem um sem-número de elementos que ainda exercem uma atração maravilhosa. E, com certeza, "Assim Falou Fabok", a jornada do herói, de cada um dos grandes personagens de Star Wars, é um dos elementos mais fortes destes apelos.


Participação de Helder Maia


Peraí, se todo mundo está dando sua opinião, eu vou dar a minha também. Hehehe...

Nunca conseguiu entrar na minha cabeça como Guerra nas Estrelas consegue ser mais popular que Jornada nas Estrelas (sim, eu não chamo de Star Wars, pois cresci com o título em português. Caramba, até me lembro de uma promoção do achocolatado Nescau nos anos 80: você comprava uma lata e “ganhava” uma máscara do Darth Vader! Claro que eu comprei e ficava brincando com a tal máscara). Afinal, como seis filmes para o cinema de Guerra podem competir com onze de Jornada, mais setecentos e vinte e seis episódios de todas as suas séries juntas? Claro que Guerra tem seu “universo expandido” nos livros, jogos e nas séries de animação, mas tirando estas últimas, os dois primeiros formatos não são tão difundidos aqui no Brasil.

Mas, ei, qual era o tema mesmo...? Ah, sim... Guerra x Jornada. Bem, eu não diria que os filmes da Nova Geração sejam apenas aventuras de ação, como ponderou o meu amigo Fabok. Apesar de sofrível, Generations trata da questão da mortalidade e de como ela nos define. Primeiro Contato coloca em meio à ação o drama particular de Picard, que tendo sido sequestrado e sofrido “lavagem cerebral” na mão dos borgs, fica obcecado por destruí-los, mesmo esquecendo seus princípios, em sua sede de vingança. Insurreição, como todos os seus defeitos, trata da busca da criança dentro de todos nós e do mito da “fonte da juventude”. Mesmo o fraquíssimo Nêmesis (2002) trata da questão do desenvolvimento humano sob a ótica da carga genética versus o ambiente e experiências vividas: qual delas tem maior poder sobre a formação do indivíduo? Será que Picard teria se tornado como seu clone, Chinzon, se tivesse passado pelas mesmas experiências de humilhação e violência como escravo nas minas remanas?

Apesar de Guerra nas Estrelas ser um espetáculo visual e trazer, claro, personagens cativantes como Han Solo, Luke e a Princesa Léia, eu não vejo uma temática maior sendo tratada nos filmes da saga de Lucas. Não é que eu não goste deles, mas prefiro Jornada por ser mais cerebral, sem abrir mão da ação ou entretenimento. Se não fosse assim não estaria cogitando conferir os seis filmes de Guerra recentemente lançados em Bluray.

Mas, mais importante do que os fãs ficarem se digladiando sobre qual das franquias é a melhor, naquele ‘besteirol’ de tentar convencer o outro de sua opinião, é que se consiga ver em cada uma delas seus valores, sem perder o senso critico para seus defeitos. Porque uma não poderia complementar a outra, afinal? 


- No próximo falaremos da guerra final Star Wars e Star Trek versus Crepúsculo!
- Nãaaaooooo! Não é possíiiivel!
- It's a trap!

quarta-feira, 7 de março de 2012

Os jogos de Star Wars - parte II


SÉRIE GAMES


por Fabok

Continuando com nossa série de artigos sobre jogos, trazemos aqui alguns dos jogos mais bem trabalhado pelos desenvolvedores e artistas da Lucas Arts.


Republic Commando


A Lucas Arts lançaria ainda mais um shooter em 2005, o Republic Commando. Aqui você é um soldado da tropa de elite do exército de clones chamada de Delta Squad. Na primeira missão do jogo, o esquadrão entra em ação justamente na Batalha de Geonosis que deu início às Guerras Clônicas vista no Episódio 2. O jogo, por ser mais recente, conta com excelentes gráficos e uma boa trama e participações do general Grievious e Mestre Yoda.


Empire at War


Cena do jogo, resolução impressionante
Buscando uma mudança de foco, em 2006, a Lucas Arts lança Empire at War. Este é um jogo de estratégia em tempo real (RTS) situado entre os Episódio III e IV e narra os embates entre o Império e a nascente Aliança Rebelde. O gamer ora controla imensas armadas em batalhas espaciais, ora comanda tropas na superfície de planetas. Empire at War conta com gráficos incríveis que representam em detalhes o visual único de Star Wars. Há missões com a participação de Darth Vader, Obi Wan, o Imperador Palpatine (todos eles usando os poderes da Força), Han Solo e tantos outros. O jogo ainda permite que você possa assumir o lado do Império (uma coisa é certa sobre os jogos de Star Wars, é sempre mais maneiro jogar pelo lado do Império) ou dos Rebeldes.

  Ainda com o mesmo engine, naquele mesmo ano, a expansão Forces of Corruption foi lançada, adicionando-se uma facção criminosa, a Zann Consortium, ao roteiro e campo de batalha. Os eventos se passam a partir do Episódio III e seguem adiante, com todos os seus desdobramentos. O jogo recebeu alguns melhoramentos na parte gráfica e a adição de novas unidades bélicas para incrementando as batalhas. Mas o grande trunfo aqui é a participação do Almirante Thrawn e suas estratégias de combate.


The Force Unleashed


The Force Unleashed (2008) foi um grande projeto de multimídia desenvolvido pela Lucas Arts que alcançou todas as plataformas de videogame, quadrinhos, livros e, claro, action figures.

O game conta a estória do aprendiz secreto de Darth Vader, chamado de Starkiller, uma referência as origens de Star Wars, já que este foi o primeiro sobrenome pensado para o personagem de Luke Skywalker.

Os desenvolvedores chamavam o jogo de Episódio 3.5. A trama narra os acontecimentos entre os Episódios III e IV, mostrando o nascimento da Aliança Rebelde. A melhor maneira de descrever este jogo, é lembrar de uma célebre frase de Darth Vader no Episódio 4, quando ele fala sobre a Estrela da Morte - "A habilidade de destruir um planeta é insignificante ao lado do poder da Força!". E é exatamente isso que temos aqui. Logo na missão inicial, vemos um brutal ataque do Império ao planeta Kashyyk, em que o próprio Vader está à caça de um mestre Jedi. Você nunca viu os poderes da Força tão devastadores. A fúria de Vader não poupa nem mesmo seus próprios Stormtroopers, enquanto ele mata os poderosos Wookies como se fossem insetos. É nesse cenário de destruição que ele encontra o jovem Galen Marek. Vader começa a treiná-lo em segredo com dois objetivos em mente: exterminar todos os Jedi sobreviventes e matar o Imperador. As versões para PC, XBOX 360 e PS3 recriam cenários clássicos como a Estrela da Morte numa riqueza de detalhes nunca antes vista. Com uma jogabilidade parecida com God of War, The Force Unleashed tem uma ótima estória com embates memoráveis.

Pena que em sua sequência de 2010, os desenvolvedores esqueceram que, acima de tudo, um jogo precisa de uma boa trama. The Force Unleashed 2 tem ótimos gráficos, mas em nenhum momento consegue empolgar como o título anterior. Uma grande decepção.

Para a parte final de Star Wars - Jogos, falaremos dos fantásticos Knights of the Old Republic e The Old Republic.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Os jogos de Star Wars - parte I


SÉRIE GAMES


por Fabok

Nos anos 90 a Lucas Arts começou a lançar títulos baseados em Star Wars. O sonho de todo fã se tornou realidade. Agora ele poderia ser um Jedi, um Sith, um mercenário, ou pilotar as famosas naves da série utilizando apenas um computador ou um videogame. São tantos os títulos, este artigo viraria um livro facilmente, se eu fosse falar de todos eles. Além disso, muitos games são realmente ruins e nada acrescentam à franquia. Pérolas como Yoda Stories, Force Commander ou The Phantom Manace deveriam ser banidos e todas as cópias jogadas no "Sarlac Pit", para o bem dos dois lados da Força...


Deixando de delongas... Vamos a eles? Neste artigo trataremos, então, de duas das grandes séries detentoras de jogos de excelente qualidade.


A Série X-Wing


X-Wing Fighter
Situada imediatamente antes e depois do Episódio IV, o jogador se torna um piloto da Aliança Rebelde e enfrenta diferentes tipos de naves do Império. Os gráficos eram incríveis (lembrem-se, estamos em 1993) e o jogador tinha o desafio extra de gerenciar a potência, os escudos e os armamentos dos caças. A série teve várias expansões, sendo que uma delas, Tie-Fighter, colocava o gamer lutando ao lado do Império.

Tie Fighter
A série contou ainda com as sequências X-Wing vs Tie-fighter (1997) e X-Wing Alliance (1999), este último com gráficos mais elaborados e um bônus: na última missão você assumia o comando da Millenium Falcon na pele de Lando Calrissian para destruir a segunda Estrela da Morte. Até hoje, existem fãs adaptando este jogo para as máquina mais modernas. Dê uma conferida no site www.xwaupgrade.com.


A Série Jedi Knight Dark Forces

Kyle Katarn
Em 1995 é lançado Dark Forces, que nada mais foi do que o jogo Doom adaptado para o universo de Star Wars. Aqui você é Kyle Katarn, que a princípio servia o Império por acreditar que os rebeldes fossem responsáveis pela morte de seu pai. Quando descobre a verdade torna-se um mercenário trabalhando para a Aliança Rebelde. O game rodava no sistema operacional DOS e, para os padrões de hoje, possuía gráficos, no mínimo, primitivos, mas que, naquele tempo, eram impressionantes. O jogador podia visitar vários lugares da saga e ainda detonar stormtroopers. Dark Forces foi um estrondoso sucesso e Kyle Katarn se tornou um personagem muito popular e obviamente ganhou seu próprio action figure.

Action Figure de Dark Jerec
Jedi Knight: Dark Forces II foi lançado dois anos depois, com um enredo que se passa um ano após O Retorno de Jedi. Com gráficos infinitamente superiores, usando o Direct 3D do Windows trazia uma experiência totalmente nova. Somando-se a isso, entre as missões, haviam cutscenes rodadas com atores reais que davam uma experiência cinematográfica inédita aos gamers. O jogo mergulha ainda mais no personagem de Kyle, quando ele descobre que seu pai foi morto por um Dark Jedi chamado Jerec, que tem planos de reconstruir o Império. Enquanto se lança a uma caçada para impedir que Jerec se aposse do poderoso Vale dos Jedi, ele descobre que é sensível à Força, dando chance ao jogador de experimentar a utilização destes poderes. O jogo tem uma narrativa não-linear e, dependendo de suas ações, você pode se tornar um Jedi ou ser levado para o Lado Negro.

Action Figure de Kyle Katarn
A expansão Mysteries of the Sith foi lançada em seguida. Na narrativa, cinco anos se passaram, Kyle agora é um Mestre Jedi treinando sua nova aprendiz, Mara Jade (Lembram dela? Se não, dêem uma checada no artigo anterior). Na verdade, o jogo é focado em Jade que parte à procura de Kyle quando este desaparece em missão. Apesar de não ter cutscenes com atores reais e ter uma estória bem linear, Mysteries é muito querido entre os fãs, justamente pela participação de Jade.

Em 2002, Jedi Outcast é lançado. Kyle, após ter abandonado os preceitos da Força, durante uma missão de rotina, vê sua companheira, Jan Ors, ser assassinada por agentes do Império. Desesperado, Kyle volta ao Vale dos Jedi para recuperar seus poderes, partindo em seguida parte para a Academia Jedi. Lá encontra Luke que o aconselha sobre os perigos do caminho que está traçando para si. O ponto forte do jogo é o encontro com personagens clássicos como Luke, Mom Mothma, agora Chefe de Estado da Nova República, e Lando Calrissiam, dublado aqui pelo próprio ator Billy Dee Williams.

Jaden Korr tem o sexo definido pelo gamer
No último jogo da série, pelo menos até agora, Jedi Academy (2003), o jogador vive Jaden Korr, um novo estudante da Academia Jedi em Yavin 4 construída por Luke Skywalker. Jaden e seu colega Rosh Penin tornam-se aprendizes de Kyle Katarn. Como aprendiz, você é despachado em missões para várias regiões e acaba encontrando um culto Sith, chamado de Discípulos de Ragnos, que está roubando a energia da Força por toda a galáxia.

O legal de Jedi Knight é a evolução dos personagens, em especial de Kyle Katarn. O cara vai de simpatizante do Império a Mestre Jedi, justamente nos turbulentos anos da Rebelião e início da Nova República. Para o explorador e gamer que ficou com vontade de jogar, hoje o serviço online Steam, oferece um pacote chamado Jedi Knight Collection, com todos os jogos da série, calibrados para rodar em máquinas modernas e com um preço bem aceitável.


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Amigos exploradores, gostaríamos de ter uma noção da aceitação destes artigos. Alguns comentários ou e-mails nos dariam uma idéia de como estes textos estão sendo úteis ou interessantes. Desta forma podemos direcionar melhor os próximos textos. Aqui colocamos muito do que gostamos, mas seria importante, também, atender às expectativas do maior número possível de exploradores.

No próximo artigo mais jogos da Lucas Arts.

Até a próxima!