Mostrando postagens com marcador Fantasia Científica. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Fantasia Científica. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Assassin's Creed Brotherhood: (2010)

SÉRIE: GAMES

por Fabok

Depois do enorme sucesso do personagem Ezio no jogo anterior, a Ubisoft continuou a investir no personagem. Brotherhood começa exatamente aonde Assassin's Creed 2 acaba, em 1499, onde encontramos um confuso Ezio, tentando entender o que ele testemunhou no "Vault".

Apple of Eden
Enquanto isso, no presente, Desmond e sua equipe partem em busca da "Apple of Eden" um misterioso artefato que pode impedir que uma catástrofe aconteça ainda em 2012. Com os Templares em seu encalço a equipe encontra abrigo em Monteriggioni - Itália, nas ruínas da Villa Auditore. A única opção de Desmond é continuar a explorar as memórias de Ezio, mesmo com os efeitos colaterais do Aminus ameaçando sua própria vida.

Enfrentando os Borgia e o Papado

Ezio acredita que seus dias de assassino ficaram para trás e parte para Monteriggioni. Entretanto, a vila da família é atacada por Cesare Borgia, filho de Rodrigo Borgia o Papa Alexander VI. Cesare Borgia mata seu tio e mentor, Mario. Ezio escapa com sua família e parte para Roma, centro do poder Templar, determinado a acabar com a tirania dos Borgia.

Durante os próximos quatro anos, com a ajuda de Leonardo Da Vinci e Niccolò Machiavelli, Ezio reerguerá a Ordem dos Assassinos, minando o poder dos Borgia, restaurando a decadente Roma à sua antiga glória.

Brotherhood é um banquete para os olhos. Os gráficos são sensacionais. O Coliseu, por exemplo, foi recriado com uma riqueza de detalhes tão grande, que dá vontade de passar horas explorando-o. O jogo aposta também no seu lado de administrador, ao gerenciar as missões dos assassinos por toda a Europa, o gamer consegue recursos para comprar melhores equipamentos para a Sociedade e restaurar toda a infraestrutura da cidade, inclusive seus importantes monumentos históricos.

Excelentes side quests

Além da campanha principal, existem várias side quests, no qual você pode encontrar tesouros perdidos ou trechos do vídeo que quando unidos mostram parte da "verdade" ligada à mitologia da série, vistos pela primeira vez em Assassin's Creed 2. A melhor side quest para mim, são as missões em que você deve recuperar e destruir as armas que Leonardo Da Vinci foi obrigado a criar para os Borgia, e que estão espalhadas por toda a Itália. Estas armas são realmente baseadas nos projetos reais do mestre renascentista.

Brotherhood deixa um pouco de lado a mitologia da série e foca nas memórias de Ezio. Mas o clímax do jogo volta a ocorrer no tempo presente, dentro do Coliseu e com fortes repercussões para os personagens de Desmond e Lucy.

O game continua a aliar com enorme inteligência eventos históricos e fictícios. Vale destacar também, a belíssima trilha sonora composta por Jesper Kyd, e o excepcional trabalho dos atores Roger Graig Smith (Ezio), Kirsten Bell (Lucy) e Nolan North (Desmond).

Lançado mais um volume para a série

Ezio ainda ganhou mais um volume: o Assassin's Creed Revelations. Para o qual prometo um artigo que descreverá a aventura final deste incrível personagem. Só peço ao explorador que tenha um pouquinho de paciência. Demorei quase um ano para finalizar Brotherhood. Agora vou começar Revelations. Até lá, descubra por você mesmo este incrível universo, e vamos trocar impressões. Comentem aqui as suas descobertas.

Até a próxima!

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Assassin's Creed 2: nova aventura leva a saga à renascença (2010)

SÉRIE: GAMES

por Fabok

Para a sequência do jogo de 2007, a Ubisoft aprimorou ainda mais a jogabilidade para deixar a experiência da trama mais imersiva, com espaço para um maior desenvolvimento de personagens e uma verdadeira aula da história da Itália renascentista. O jogo também continua a apostar na mistura de teoria conspiratória e ficção científica, onde está última ganha um destaque bem maior a medida que nos aprofundamos na mitologia da série.

A situação de Desmond fica insustentável e Lucy consegue tirá-lo do laboratório aonde ele era mantido prisioneiro. Ela o leva a um esconderijo dos Assassinos e revela que eles possuem uma versão mais atualizada do Aminus. Desmond se voluntaria para usar a máquina, mas ele começa a ter flashes de suas memórias passadas fora dela. Ele acaba descobrindo que o uso intenso do Aminus causa uma desordem chamada de Bleedind Effect, onde o usuário tem dificuldades em separar suas próprias memórias das dos seus antepassados. Mas não há muito o que fazer. Abstergo está muito próximo de conseguir seu objetivo.

Um novo antepassado: Ezio Auditore

Ezio Auditore
Desta vez, Desmond vive as memórias de Ezio Auditore de Firenze, um jovem de uma família nobre que vive em 1476 em Florença. Quando seu pai e irmãos são mortos por Uberto Alberti a mando dos Templares, Ezio parte para a vingança e descobre que seu pai fazia parte da Sociedade dos Assassinos, e assim, assume o lugar dele. Ele também acaba por se aliar ao jovem Leonardo Da Vinci que o ajuda a decodificar vários codex espalhados por toda a Itália e que contém planos para armamentos avançados e as memórias de Altair, o herói do primeiro jogo.

O destaque para a Assassin's Creed 2 é como o roteiro mistura fatos e personagens históricos da renascença, que além de Da Vinci, traz personagens como Maquiavel e membros da família Borgia junto à trama do jogo. É um deleite poder explorar lugares como Veneza, Florença e até mesmo o Vaticano com uma incrível riqueza de detalhes. Toda vez que você encontra um monumento, um local ou personagem histórico, é mostrada uma aba com informações reais sobre eles. Uma verdadeira aula de história.

Um novo genesis e um ocaso para a humanidade?

Recriações históricas
Em suas explorações, Enzio encontra vários glifos espalhados em monumentos por todo o jogo. Mas é Desmond, por estar sofrendo os Efeitos do Bleeding Effect, quem consegue decifrá-los e, com eles, a chocante e secreta história da origem da humanidade é revelada. Adão e Eva não foram expulsos do Paraíso, eles fugiram de lá...Curioso? Jogue e descubra a verdade.

Mas por quê Ezio é tão importante para os Assassinos e qual o papel de Desmond no meio de tantos acontecimentos? Sem muitos spoilers, é no Vaticano que ambos, Ezio e Desmond descobrirão que uma ameaça do passado está prestas a ocorrer novamente, no nosso presente. Lembrem-se, no jogo estamos em 2012. Exploradores, realmente não quero estragar a surpresa, vocês realmente precisam jogar este incrível jogo.

Continuações, spinoffs e midia jumps

Revelations
Assassin's Creed 2 foi um enorme sucesso e o personagem de Ezio agradou tanto que ganhou mais dois jogos, Brotherhood e Revelations e uma série de livros, dois deles inclusive já foram lançados no Brasil com os títulos de Assassin's Creed Irmandade e Renascença. E mais, no fim do ano passado, numa negociação coberta de segredos, assim como no jogo, a Sony adquiriu os direitos para a produção de um filme. Muito pouco se sabe sobre ela ainda.

Para os exploradores que têm PS3, o jogo vem com um curta metragem, gravado com a mesma tecnologia de produções como Sin City e a série de TV Sanctuary, narrando as aventuras do pai de Ezio, numa espécie de prequel. Assassin's Creed 2 está disponível em PC, XBOX 360 e PS3. E você explorador, o que está fazendo ainda aqui, sei que nosso Blog é excepcional, mas se você não jogou, jogue agora mesmo...sério.

Até a próxima!

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Assassin's Creed (2007)

SÉRIE: GAMES

por Fabok

Em Assassin's Creed você vive Desmond. Mantido prisioneiro em um laboratório de pesquisas, ele pertence à linhagem dos Assassinos, e foi capturado pela megacorporação Abstergo Industries, que nada mais é que o nome moderno da Sociedade dos Cavaleiros Templários. Os Templários e Assassinos travam uma centenária e sangrenta batalha em que a Abstergo busca vários artefatos chamados de Pieces of Eden (Pedaços do Éden) que contém um enorme poder para controlar e unir a humanidade.

Desmond Miles
Desmond é forçado a usar uma máquina chamada de Animus que o faz reviver as memórias de seus antepassados, e assim encontrar os Pieces of Eden, que se encontram espalhados e perdidos pelo mundo. No primeiro jogo da série, Desmond passa a experimentar as memórias de Altair ibn-La'Ahad, um de seus antepassados que acabou por cair em desgraça dentro da sociedade dos Assassinos e agora  precisa provar seu valor, em plena época das Cruzadas.

Parkour baseado em atletas e dublês
Assassin's Creed combina ficção científica, teoria conspiratória ao melhor estilo de "O Código De Vinci" e uma primorosa reconstrução de época. O jogo é apresentado em terceira pessoa num mundo aberto, que permite ao gamer explorar os cenários da maneira que quiser. Altair também é um especialista em parkour, o que garante uma jogabilidade de tirar o fôlego.
Altair

Para reconquistar sua honra, Altair deve matar nove alvos. Mas a cada missão ele sente que tem algo em comum com suas vítimas. O clímax do jogo é quando ele enfrenta nada menos que o Rei Ricardo I, líder do exército dos cruzados. Neste embate, a verdade será revelada e seu futuro será decidido.

A medida que Altair vai completando suas missões, mais complicada fica a situação de Desmond, no presente (o jogo se passa em 2012). Quando a Abstergo decide que Desmond não é mais necessário e ordena sua morte, a cientista que opera o Animus, Lucy Stillman (dublada pela atriz Kristen Bell de Veronica Mars) convence a Abstergo a manter Desmond vivo até que todos os artefatos sejam recuperados. Porque ela faz isto e quais os efeitos da máquina Animus em Desmond é algo que deixarei o explorador descobrir por conta própria.

Assassin's Creed está disponível em PC, XBOX 360 e PS3.

Em breve falarei das continuações desta fantástica série.

Até a próxima!

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Mistérios do passado

SÉRIE: CRÔNICAS INSTIGANTES

por Fargon Jinn

Eu sempre ‘curti’ mistérios arqueológicos. Gostava muito de imaginar os fantásticos desenvolvimentos tecnológicos que teriam sido desenvolvidos por civilizações como os egípcios, os maias, os astecas, toltecas, babilônicos, persas, tibetanos, druidas, enfim, todas estes povos de antiga origem, e da qual pouco ou quase nada restou, ou aquelas que ainda estão por aí, como os chineses e gregos, mas que perderam grande parte de sua história, tiveram em seus passados, níveis de tecnologia e desenvolvimento espiritual que os permitiram alçar conhecimentos que hoje estariam irremediavelmente perdidos e totalmente fora de nosso alcance.

Cyrill Hoskins se dizia ser Lobsang
Rampa, um monge com poderes mentais
Os gregos alegaram grandes conquistas bélicas no passado, como o famoso fogo grego, que hoje em dia ninguém sabe exatamente como era feito, ou o uso de espelhos para fulminar uma armada em pleno porto, intensificando a luz do sol em escudos. Os chineses e seu taoismo, do qual grande parte de suas conquistas ‘alquímicas’, médicas e parapsicológicas se perderam. Do alegado poder parapsicológico dos monges tibetanos, do qual falava Cyril Hoskins, usando o seu pseudônimo Lobsang Rampa.

Muito se escreveu sobre estes assuntos e outros pseudoarqueológicos, como os livros do italiano Peter Kolosimo e os do suíço Erich von Däniken, o primeiro um jornalista e pesquisador, e o segundo, ladrão e um diagnosticado mitômano (compulsão obsessiva por mentira).

Stonehenge um preferido entre os arqueoastronomos
Alguns dos assuntos que mais me fascinavam eram Stonehenge, a lenda de Atlântida, os continentes perdidos de Mu e Lemúria e, claro, as pirâmides.

O que escrevo a seguir não tem o intuito de ser a única verdade. É apenas a minha verdade, aquilo que entendo como correto. Se alguém tem uma opinião contrária, é livre para fazer comentários ou escrever um artigo, que publicarei sem problema. Mas como dizia...

Alice no Pais das Maravilhas, muitas referências à vida
Todas estas grandes questões enchiam a minha mente e a minha imaginação. Há muito tempo, no entanto, estes conhecimentos saíram da minha seção de Mistérios Verdadeiros e foram para a de Devaneios Infanto-juvenis. Com muita leitura e desprendimento fui entendendo que tudo não passa de uma grande conspiração para se vender milhões de livros a curiosos e crentes fervorosos, de todas as faixas etárias e sociais pelo mundo inteiro. De real só existem os livros. Na verdade descobri que J. K. Rowling, J. R. R. Tolkien, Lewis Carroll e tantos outros autores de fantasia incluíam muito mais fatos em suas histórias, do que todos estes ‘cientistas’ detentores de conhecimentos exotéricos, colocavam de factóides em seus livros de fantasia.
Atena representa uma ciência questionadora

Recentemente resolvi dar uma olhada pela internet e ver o que se tem falado a respeito de alguns destes tópicos. E olha só que coisa interessante, amigos exploradores. Até hoje, a antropologia, a arqueologia, a história, a física e a biologia não conseguiram sequer qualquer prova ou indício de que hajam mistérios maiores por trás de todas estas lendárias teorias. Alguns podem dizer que a ciência é cega a estas proposições, por puro preconceito. Sim, já ouvi muito disso. Mas sempre lembro a estas pessoas que a ciência é cega apenas à fé. Ou seja, um cientista não pode usar fé como argumento ou ferramenta. Tudo deve ser colocado dentro do método e testado exaustivamente até que não restem dúvidas.

Big Bang a grande questão da ciência moderna
Assim como na matemática, dois e dois somados são quatro, em quaisquer condições de temperatura e pressão, todo o resto da ciência opera com estes mesmos postulados. Se algo é verdadeiro terá que o ser sempre, e resistir a todo tipo de teste e comprovação. Caso contrário jamais será aceito como ciência. Se uma proposição não pode ser comprovada, mas existem indícios, torna-se uma hipótese (hipótese do Big Bang), ao ser comprovada transforma-se em teoria (teoria da Relatividade). Aquilo que não consegue se refutar é lei (lei da ação e reação). Daquilo que só existem histórias, é fantasia ou lenda (lenda do santo graal).

Agora vamos ver algumas curiosidades?

Stonehenge, como supostamente teria sido
Stonehenge deve ter sido concluída entre 3.000 e 2.200 a.C e utilizaram-se as chamadas pedras azuis. O local mais próximo para extração destas pedras está a trezentos e sessenta quilômetros de distância, no País de Gales. Os monolitos maiores são as pedras Sarsen e o local de extração mais próximo está a cerca de quarenta quilômetros. A construção ocorreu em etapas e há indícios de que tenha sido iniciada em 8.000 a.C. Existem coincidências astronômicas, e por isso existem hipóteses de que tenha tido utilidade para o entendimento dos períodos de agricultura. Mas também há indícios de possível uso religioso. Não foram encontrados indícios de uso de magia ou tecnologia alienígena, então isso é mera fantasia.

Atlântida ainda mexe com a imaginação
Atlântida, relatada por Platão, foi fantasiosamente explicada por muita gente. Todos venderam livros e ‘documentários’ e estão bem ricos. Até hoje nunca surgiram indícios, sequer, de sua existência. E sem indícios, evidências ou comprovação tudo se torna pura especulação em cima do relato que Platão transcreveu.

Prova de Atlântida no Google Maps? Ruas com 1km de largura?
Em 2009, no entanto, o Google Maps mostrava em seus mapas uma região no fundo do mar, em que haveriam indícios de uma cidade, com ruas e quarteirões. Os ‘pesquisadores’ alegaram que aquilo estava batendo com todas as suas pesquisas e que, portanto, era a prova definitiva da existência de Atlântida. O Google foi rápido e firme em rebater os comentários, informando que tudo não passava de um glitch sensorial (um erro de leitura da análise das imagens dos satélites somadas a varreduras de sonares onde várias imagens são analisadas e utilizadas para obter-se uma foto confiável).

Imagem corrigida nas coordenadas 31 15'15.53N 24 15'30.53W.
Os crentes não ‘engoliram’ esta resposta e alegaram as conhecidas teorias das conspirações. Em fevereiro (2012) o Google fez uma revisão cartográfica e a Atlântida com quarteirões de oito quilômetros virou pequenas vilosidades submarinas iguais a muitas outras que existem. Ainda se parece com uma cidade de ruas gigantes, as larguras e comprimentos são absurdos, mas não é nada excepcional. Para os que apostam em teorias conspiratórias, porém, ela ainda está lá, apenas os dados foram falsificados.

O mundo é muito bonito, e cheio de coisas impressionantes. Mas nunca estamos satisfeitos, precisamos de mais. Harry Potter é um sucesso estrondoso por que nos fala de outro mundo que existe ao nosso lado, com maravilhas a serem descobertas. Mesmo sendo uma fantasia, nos faz querer que sejam reais. Receio que seja por isso que as pessoas acreditam com mais força em atlântidas e no poder das pirâmides do que no pouso da missão Apollo XI na Lua.

Por hoje é só, exploradores...

quarta-feira, 14 de março de 2012

Os jogos de Star Wars - parte III


SÉRIE: GAMES


por Fabok

Finalizando nossa série de artigos sobre os jogos, trazemos aqui os jogos mais recentes e extremamente bem desenvolvidos por game developers parceiras da Lucas Arts.


Knights of the Old Republic


Em 2003 em uma parceria com a Bioware, é lançado Knights of the Old Republic, um RPG que é considerado por muitos o melhor jogo de Star Wars. Situado quatro mil anos antes do Episódio I, quando Darth Malak lança um devastador ataque Sith contra a República. O ataque deixa os Jedi enfraquecidos e desorganizados e muitos decidem se juntar aos Sith. O seu personagem acorda à bordo de um cruzador da República sem memória e sob ataque das forças de Malak. À medida que o jogo avança você vai conhecendo novos personagens e descobrindo sua real identidade, enquanto luta contra as forças de Malak. A grande sacada aqui é a liberdade criativa que os desenvolvedores tiveram pois KOTOR(1) não tem nenhuma ligação direta com os filmes. Você, explorador, verá muitas semelhanças entre este game e Mass Effect, como a customização dos personagens e o destino do jogo decido de acordo com suas decisões e, ainda de quebra, conhecerá os primórdios do universo de Star Wars.

A sua sequência de 2006 foi feita pela desenvolvedora Obisidian, já que a Bioware estava ocupada desenvolvendo seus próprios universos de RPG(2) (Mass Effect e Dragon Age). Agora, após cinco anos da estória da primeira parte, os Jedi foram quase que exterminados pelos Sith. Você é um Jedi que foi expulso da Ordem, mas que, mesmo assim, parte para combater os Sith. O jogo não é tão bom quanto o primeiro, mais ainda sim oferece uma trama envolvente. Do jogo anterior o que volta é apenas a nave do herói, a Ebon Hawk.


The Old Republic


A Bioware novamente uniu forças com a Lucas Arts e lançou o MMO(3) The Old Republic numa parceria de custo estimado em quase 200 milhões de dólares. Logo após seu lançamento em dezembro passado, o jogo já tinha a invejável marca de 1 milhão de assinantes. Passado 300 anos após a série KOTOR, quando os Jedi são responsabilizados pela vitória dos Sith durante A Grande Guerra Galáctica de 28 anos de duração. Enfraquecidos eles abandonam Coruscant e voltam para o planeta Tython, onde a Ordem havia sido originalmente fundada em busca de um entendimento melhor da Força.

Ainda não tive oportunidade de jogá-lo. Realmente não sou muito fã dos MMO pois demandam muita dedicação, além do custo da assinatura mensal. Entretanto The Old Republic vem recebendo ótimas críticas tanto de jogadores, quanto da mídia especializada pela sua estória e qualidades técnicas.


Lego Star Wars


Não poderia deixar de citar, também, a divertidíssima série Lego Star Wars, em que eventos marcantes da saga são vividos pela ótica dos brinquedos de montar da Lego.

Quem já brincou com Lego tem aí um revival de suas horas de lazer e quebra-cabeça, enquanto quem nunca teve contato com o brinquedo explora esta opção de um jogo com um enredo e montagens engraçadas.

São várias versões e expansões para esta modalidade, podendo inclusive ver os seis filmes em formato Lego, enquanto joga interativamente. Encanta crianças e adultos.


--# -- -- #--


Bom, exploradores, espero que vocês tenham gostado destes artigos. Mande seu comentário com sua opinião ou contando sua experiência como jogador. Até a próxima!

Notas do Editor:
(1) sigla: Knights Of The Old Republic
(2) sigla: Rolling Playing Game
(3) sigla:
Massive Multiplayer Online

quarta-feira, 7 de março de 2012

Os jogos de Star Wars - parte II


SÉRIE GAMES


por Fabok

Continuando com nossa série de artigos sobre jogos, trazemos aqui alguns dos jogos mais bem trabalhado pelos desenvolvedores e artistas da Lucas Arts.


Republic Commando


A Lucas Arts lançaria ainda mais um shooter em 2005, o Republic Commando. Aqui você é um soldado da tropa de elite do exército de clones chamada de Delta Squad. Na primeira missão do jogo, o esquadrão entra em ação justamente na Batalha de Geonosis que deu início às Guerras Clônicas vista no Episódio 2. O jogo, por ser mais recente, conta com excelentes gráficos e uma boa trama e participações do general Grievious e Mestre Yoda.


Empire at War


Cena do jogo, resolução impressionante
Buscando uma mudança de foco, em 2006, a Lucas Arts lança Empire at War. Este é um jogo de estratégia em tempo real (RTS) situado entre os Episódio III e IV e narra os embates entre o Império e a nascente Aliança Rebelde. O gamer ora controla imensas armadas em batalhas espaciais, ora comanda tropas na superfície de planetas. Empire at War conta com gráficos incríveis que representam em detalhes o visual único de Star Wars. Há missões com a participação de Darth Vader, Obi Wan, o Imperador Palpatine (todos eles usando os poderes da Força), Han Solo e tantos outros. O jogo ainda permite que você possa assumir o lado do Império (uma coisa é certa sobre os jogos de Star Wars, é sempre mais maneiro jogar pelo lado do Império) ou dos Rebeldes.

  Ainda com o mesmo engine, naquele mesmo ano, a expansão Forces of Corruption foi lançada, adicionando-se uma facção criminosa, a Zann Consortium, ao roteiro e campo de batalha. Os eventos se passam a partir do Episódio III e seguem adiante, com todos os seus desdobramentos. O jogo recebeu alguns melhoramentos na parte gráfica e a adição de novas unidades bélicas para incrementando as batalhas. Mas o grande trunfo aqui é a participação do Almirante Thrawn e suas estratégias de combate.


The Force Unleashed


The Force Unleashed (2008) foi um grande projeto de multimídia desenvolvido pela Lucas Arts que alcançou todas as plataformas de videogame, quadrinhos, livros e, claro, action figures.

O game conta a estória do aprendiz secreto de Darth Vader, chamado de Starkiller, uma referência as origens de Star Wars, já que este foi o primeiro sobrenome pensado para o personagem de Luke Skywalker.

Os desenvolvedores chamavam o jogo de Episódio 3.5. A trama narra os acontecimentos entre os Episódios III e IV, mostrando o nascimento da Aliança Rebelde. A melhor maneira de descrever este jogo, é lembrar de uma célebre frase de Darth Vader no Episódio 4, quando ele fala sobre a Estrela da Morte - "A habilidade de destruir um planeta é insignificante ao lado do poder da Força!". E é exatamente isso que temos aqui. Logo na missão inicial, vemos um brutal ataque do Império ao planeta Kashyyk, em que o próprio Vader está à caça de um mestre Jedi. Você nunca viu os poderes da Força tão devastadores. A fúria de Vader não poupa nem mesmo seus próprios Stormtroopers, enquanto ele mata os poderosos Wookies como se fossem insetos. É nesse cenário de destruição que ele encontra o jovem Galen Marek. Vader começa a treiná-lo em segredo com dois objetivos em mente: exterminar todos os Jedi sobreviventes e matar o Imperador. As versões para PC, XBOX 360 e PS3 recriam cenários clássicos como a Estrela da Morte numa riqueza de detalhes nunca antes vista. Com uma jogabilidade parecida com God of War, The Force Unleashed tem uma ótima estória com embates memoráveis.

Pena que em sua sequência de 2010, os desenvolvedores esqueceram que, acima de tudo, um jogo precisa de uma boa trama. The Force Unleashed 2 tem ótimos gráficos, mas em nenhum momento consegue empolgar como o título anterior. Uma grande decepção.

Para a parte final de Star Wars - Jogos, falaremos dos fantásticos Knights of the Old Republic e The Old Republic.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Os jogos de Star Wars - parte I


SÉRIE GAMES


por Fabok

Nos anos 90 a Lucas Arts começou a lançar títulos baseados em Star Wars. O sonho de todo fã se tornou realidade. Agora ele poderia ser um Jedi, um Sith, um mercenário, ou pilotar as famosas naves da série utilizando apenas um computador ou um videogame. São tantos os títulos, este artigo viraria um livro facilmente, se eu fosse falar de todos eles. Além disso, muitos games são realmente ruins e nada acrescentam à franquia. Pérolas como Yoda Stories, Force Commander ou The Phantom Manace deveriam ser banidos e todas as cópias jogadas no "Sarlac Pit", para o bem dos dois lados da Força...


Deixando de delongas... Vamos a eles? Neste artigo trataremos, então, de duas das grandes séries detentoras de jogos de excelente qualidade.


A Série X-Wing


X-Wing Fighter
Situada imediatamente antes e depois do Episódio IV, o jogador se torna um piloto da Aliança Rebelde e enfrenta diferentes tipos de naves do Império. Os gráficos eram incríveis (lembrem-se, estamos em 1993) e o jogador tinha o desafio extra de gerenciar a potência, os escudos e os armamentos dos caças. A série teve várias expansões, sendo que uma delas, Tie-Fighter, colocava o gamer lutando ao lado do Império.

Tie Fighter
A série contou ainda com as sequências X-Wing vs Tie-fighter (1997) e X-Wing Alliance (1999), este último com gráficos mais elaborados e um bônus: na última missão você assumia o comando da Millenium Falcon na pele de Lando Calrissian para destruir a segunda Estrela da Morte. Até hoje, existem fãs adaptando este jogo para as máquina mais modernas. Dê uma conferida no site www.xwaupgrade.com.


A Série Jedi Knight Dark Forces

Kyle Katarn
Em 1995 é lançado Dark Forces, que nada mais foi do que o jogo Doom adaptado para o universo de Star Wars. Aqui você é Kyle Katarn, que a princípio servia o Império por acreditar que os rebeldes fossem responsáveis pela morte de seu pai. Quando descobre a verdade torna-se um mercenário trabalhando para a Aliança Rebelde. O game rodava no sistema operacional DOS e, para os padrões de hoje, possuía gráficos, no mínimo, primitivos, mas que, naquele tempo, eram impressionantes. O jogador podia visitar vários lugares da saga e ainda detonar stormtroopers. Dark Forces foi um estrondoso sucesso e Kyle Katarn se tornou um personagem muito popular e obviamente ganhou seu próprio action figure.

Action Figure de Dark Jerec
Jedi Knight: Dark Forces II foi lançado dois anos depois, com um enredo que se passa um ano após O Retorno de Jedi. Com gráficos infinitamente superiores, usando o Direct 3D do Windows trazia uma experiência totalmente nova. Somando-se a isso, entre as missões, haviam cutscenes rodadas com atores reais que davam uma experiência cinematográfica inédita aos gamers. O jogo mergulha ainda mais no personagem de Kyle, quando ele descobre que seu pai foi morto por um Dark Jedi chamado Jerec, que tem planos de reconstruir o Império. Enquanto se lança a uma caçada para impedir que Jerec se aposse do poderoso Vale dos Jedi, ele descobre que é sensível à Força, dando chance ao jogador de experimentar a utilização destes poderes. O jogo tem uma narrativa não-linear e, dependendo de suas ações, você pode se tornar um Jedi ou ser levado para o Lado Negro.

Action Figure de Kyle Katarn
A expansão Mysteries of the Sith foi lançada em seguida. Na narrativa, cinco anos se passaram, Kyle agora é um Mestre Jedi treinando sua nova aprendiz, Mara Jade (Lembram dela? Se não, dêem uma checada no artigo anterior). Na verdade, o jogo é focado em Jade que parte à procura de Kyle quando este desaparece em missão. Apesar de não ter cutscenes com atores reais e ter uma estória bem linear, Mysteries é muito querido entre os fãs, justamente pela participação de Jade.

Em 2002, Jedi Outcast é lançado. Kyle, após ter abandonado os preceitos da Força, durante uma missão de rotina, vê sua companheira, Jan Ors, ser assassinada por agentes do Império. Desesperado, Kyle volta ao Vale dos Jedi para recuperar seus poderes, partindo em seguida parte para a Academia Jedi. Lá encontra Luke que o aconselha sobre os perigos do caminho que está traçando para si. O ponto forte do jogo é o encontro com personagens clássicos como Luke, Mom Mothma, agora Chefe de Estado da Nova República, e Lando Calrissiam, dublado aqui pelo próprio ator Billy Dee Williams.

Jaden Korr tem o sexo definido pelo gamer
No último jogo da série, pelo menos até agora, Jedi Academy (2003), o jogador vive Jaden Korr, um novo estudante da Academia Jedi em Yavin 4 construída por Luke Skywalker. Jaden e seu colega Rosh Penin tornam-se aprendizes de Kyle Katarn. Como aprendiz, você é despachado em missões para várias regiões e acaba encontrando um culto Sith, chamado de Discípulos de Ragnos, que está roubando a energia da Força por toda a galáxia.

O legal de Jedi Knight é a evolução dos personagens, em especial de Kyle Katarn. O cara vai de simpatizante do Império a Mestre Jedi, justamente nos turbulentos anos da Rebelião e início da Nova República. Para o explorador e gamer que ficou com vontade de jogar, hoje o serviço online Steam, oferece um pacote chamado Jedi Knight Collection, com todos os jogos da série, calibrados para rodar em máquinas modernas e com um preço bem aceitável.


-- # -- -- # --


Amigos exploradores, gostaríamos de ter uma noção da aceitação destes artigos. Alguns comentários ou e-mails nos dariam uma idéia de como estes textos estão sendo úteis ou interessantes. Desta forma podemos direcionar melhor os próximos textos. Aqui colocamos muito do que gostamos, mas seria importante, também, atender às expectativas do maior número possível de exploradores.

No próximo artigo mais jogos da Lucas Arts.

Até a próxima!