quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Notícia de 24 de novembro de 2011

EXTRA! EXTRA! PLANTÃO FANTASTIC ZONE COM NOTÍCIA DE ÚLTIMA HORA!!!

por Fabok

Star Trek confirmadíssimo: As filmagens do novo Star Trek começam em 15 de janeiro de 2012 e finalmente temos a estréia para 17 de maio de 2013. O novo Star Trek será o primeiro da franquia a ser rodado em 3D. A Paramount escolheu o 3D para tentar aumentar a bilheteria fora dos EUA, já que os filmes de Jornada nunca se saem bem no exterior. De acordo com J.J. Abrams a sequência não terá uma forte ligação com o filme anterior pelo menos no quesito plot. Com os personagens estabelecidos os roteiristas teriam mais liberdade para desenvolver a estória. Agora é só aguardar.
Fonte: trekmovie.com

 

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Game of Thrones: A produção da HBO

por Fabok

Espetacular produção da HBO
Num ano fraquíssimo de produções televisivas, foi uma grata surpresa descobrir Game of Thrones. Baseada no primeiro livro da saga de fantasia A Song of Ice and Fire que hoje se encontra em seu quinto volume, a série lançou seu autor G. R. R. Martin, até então um ilustre desconhecido em terras brasileiras ao status de escritor cult. Hoje em quase todas as livrarias temos uma seção inteiramente dedicada à obra, cujos três primeiros volumes já foram publicados em nosso país.

Cenários primorosos
Com uma produção primorosa e filmagens na Irlanda do Norte e em Malta, Game of Thrones se passa no imaginário Sete Reinos de Westeros. Lá seus “verões duram décadas e os invernos uma vida inteira”, e suas casas nobres estão em um constante jogo de intrigas e batalhas pela conquista do Trono de Ferro.

A série em sua primeira temporada é composta de três núcleos distintos:


Primeiro núcleo


Casas Nobres de Westeros
Aqui somos apresentados às Casas Stark, Lannister e Baratheon. A princípio aliadas, estas três casas desencadeiam um conflito que envolverá os Sete Reinos. Isso acontece quando o Rei Robert Baratheon (Mark Addy de The Full Monty) nomeia Ned Stark (Sean Bean de O Senhor dos Anéis), seu antigo amigo e companheiro de batalhas, para o posto de A Mão do Rei, indo de encontro aos planos da ambiciosa Rainha Cersei (Lena Headey de 300). Robert, que quando jovem era um exímio guerreiro, se recente de ter abandonado sua antiga vida para se tornar rei e prefere passar seus tempos em caçadas. E por ocasião da morte do seu antigo “Mão do Rei”, decide passar o cargo para o honrado Ned.

Estranha semelhança
Jamie Lannister, irmão da Rainha é interpretado pelo ator dinamarquês Nikolaj Coster-Waldau. A semelhança do ator com o Prince Charming de Shrek é incrível. Ele e a irmã farão de tudo para tomar o poder. Tudo mesmo.

Peter Dinklage como Tyrion Lannister
O grande destaque deste núcleo é o outro irmão da Rainha, o anão Tyrion Lannister, interpretado com maestria pelo ator Peter Dinklage (Morte no Funeral). Tratado como pária por causa de sua aparência, Tyrion é o único a perceber, com sua inteligência, sagacidade e cinismo, cada movimento do ‘jogo dos tronos’ em que os Starks, Lannisters e Baratheons estão envolvidos.


Segundo núcleo


A Muralha
Girando ao redor do filho bastardo de Ned, Jon Snow, este é tratado com indiferença pela esposa de Ned, Catelyn Stark e sabe que nunca terá os mesmos direitos dos filhos legítimos de Ned. Jon decide partir para a Muralha e se juntar à Patrulha do Norte, uma ordem que recruta suas fileiras entre exilados e criminosos que escolhem o exílio na Muralha a serem executados ou presos em suas terras de origem. A Muralha é uma gigantesca fortificação de gelo de mais de 210 metros de altura e 400 km de extensão separando Westeros das míticas “terras sem lei do norte” e seus perigos, fontes de sangrentas guerras num passado muito remoto.


Terceiro núcleo


Emilia Clarke é Daenerys
Por fim temos o núcleo centrado em Daenerys Targaryen (Emilia Clarke). Ela e seu irmão Viserys são os únicos herdeiros vivos do Rei Aerys II, cujo trono fora usurpado por Robert que, ainda, ordenou o massacre dos Targaryen.

Jason Momoa como Drogo
Daenerys é tratada por seu ambicioso e vingativo irmão com uma mercadoria, e acaba oferecendo-a em casamento a Khal Drogo (Jason Momoa, de Connan), senhor da guerra do bárbaro povo nômade Dothraki, planejando usá-los para reconquistar o Trono de Ferro.

A casa Targaryen séculos antes fora capaz de dominar dragões, agora extintos há muito, e usá-los em batalha para conquistar o poder. O inesperado acontece quando a jovem Daenerys e Drogo se apaixonam, colocando em cheque os planos de Viserys.

Em Guerra dos Tronos há força também nas mulheres

Seres fantásticos
O interessante é que o elemento fantasia, pelo menos num primeiro momento, não é o foco da série, você esqueça completamente dele, mas na metade final da temporada ele ganha cada vez mais importância. Uma dica ao explorador desavisado, não se apegue muito aos personagens... Assista, ou até mesmo leia, e descubra o por quê.


As expectativas são altíssimas para a segunda temporada baseada no livro seguinte da saga, A Fúria dos Reis. Consideravelmente maior e com muito mais batalhas que o anterior, exigirá um enorme trabalho da HBO para não desapontar os fãs. Se pensarmos mais adiante o terceiro livro, A Tormenta de Espadas está na casa das mil páginas. E o autor G. R. R. Martin já avisou que a saga só se completará com sete livros. A pergunta é: 13 episódios por temporada serão suficientes para uma trama tão complexa? Só o tempo dirá, mas enquanto isso, não deixe de conferir Game of Thrones. 


Uma curiosidade final: prestem bem atenção na ótima sequência de abertura da série que além de uma bela música tema, muda sutilmente a cada episódio de acordo com a região de Westeros focados no mesmo.

Nossa avaliação:
Delta-Shield Diamante

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Star Wars

por Fagon Jinn
8º da série FC vs Ciência

C-57D - O Planeta Proibido (1956)
Até 1968 não existia uma definição propriamente. Se víamos Flash Gordon em seu foguete no espaço, ele tinha algum tipo de efeito sonoro. A C-57D de Forbidden Planet (1956) nos dava o som de meia dúzia de violinos, flautas e um sintetizador destemperado. Era quase uma música, tinha mesmo um toque melodioso. Mas o fato é que isso eram apenas sons incidentais para preencher o momento e dar um toque de sofisticação futurística.

Stanley Kubrick mudou isso tudo. Um foguete, um transporte lunar, ou uma estação espacial não produziam sons de forma alguma. A cena era preenchida por sinfonias e valsas românticas. Ele optou por adotar uma abordagem científica e não fantasiosa.

Tubarão (1975) - blockbuster
Mas isso teve um preço. O gênero ficção científica perdeu força. Foi taxado de tedioso e elitista. Os custos de produção de 2001: Uma Odisséia no Espaço (1968) também ajudaram a enterrar a FC sob uma tonelada de investidores zelosos de seus patrimônios e mais propensos a investir em comédias e os recém inventados blockbusters.

Keir Dullea como Dave Bowman
Kubrick tinha criado uma obra de arte a ser descoberta. O filme quase levou a MGM à banca rota. E por pouco não foi cancelado durante a pós-produção. Aos poucos 2001 tornou-se um cult. Isso significa que o grande público não conseguiu digerir os quarenta e tantos minutos ouvindo o som da respiração de Keir Dullea (astronauta Dave Bowman).

E então o mundo nos deu...: George Lucas.

Cena de combate espacial - Star Wars
Em ‘77 Star Wars estreia nos cinemas nos trazendo emocionantes cenas de combates espaciais. Cruzadores estelares, transporte de tropas, cargueiros e caças de combate cruzavam as telas com os ruídos de seus motores fazendo as cadeiras vibrarem, nos cinemas com melhor qualidade sonora. Os tiros disparados por canhões lasers tinham cor, luz e som. Os seus alvos explodiam e lançavam ruídos, destroços e chamas em todas as direções enquanto eram atravessados pelos pilotos, ases indomáveis, que surgiam do outro lado do fogo, gritando e acenando para o seu colega no caça ao lado.

Salve George Lucas.

Dogfight á là top gun
Claro que tudo o que estamos vendo não seria realizável nem dentro da atmosfera de qualquer planeta. Estas lutas, ao estilo Top Gun (1986), não existe nem mesmo em combates aéreos... Quanto mais num ‘pega’ espacial.

Num combate aéreo real, o piloto que persegue a cauda de um inimigo tem muito cuidado ao disparar, já que qualquer destroço do avião à frente pode causar a queda do seu. Um piloto de combate dispara e sai imediatamente da traseira do outro. Atravessar chamas de um avião destruído... nem pensar nego.

O senso de realidade é suplantado
Mas o nosso amigo, Mr. Lucas, nos fez acreditar que isso era possível. Sobrecarregando nossos órgãos sensoriais com tanta luz e som, tanta ação ocorrendo, tanta adrenalina envolvida que não nos damos ao luxo de tentar imaginar se algo do que estamos vendo é realizável. Isso de certa forma foi uma bênção. A diversão estava de volta e a ficção científica voltou a ter lugar nas produções de grandes investimentos.

Dá-lhe MithBusters
Isso, contudo, para o grande público, foi uma escola de física podre. A morte da mecânica newtoniana. A mutilação da relatividade de Eistein. A geração de um filho bastardo para a física quântica. Então tem muita gente boa, por aí, que acredita que, no espaço, uma nave pode navegar tão fácil e ágil quanto um avião de acrobacias aéreas. Que, se você quiser dar uma acelerada e um cavalo de pau em pleno cinturão de asteróides, poderá quebrar mais um recorde de travessia Terra-Marte.

Modelo de transferência orbital
De fato, naves espaciais navegam dentro de regras muito pouco flexíveis. Em verdade, qualquer foguete ou sonda espacial age e se desloca como se fosse um asteróide que pudesse acelerar ou frear. Estes aparelhos percorrem órbitas em torno de outros corpos cósmicos. Pode ser um satélite, um planeta ou o próprio Sol. Suas mudanças de velocidades bem calculadas possibilita que saltem de uma órbita para outra. Um foguete que sai da Terra em direção à Lua, está percorrendo órbitas elípticas em torno do nosso planeta, ou da Lua. Ou seja, um combate espacial seria algo muito chato. Você atira enquanto sua órbita está cruzando ou tangenciando a órbita da nave inimiga. A próxima salva de tiro só ocorrerá na medida que outra aproximação de órbitas ocorrer.

Outra possibilidade seria a constante alteração de órbitas, o que, para tal, seria necessário um enorme tanque de combustível. Imaginem que essa tanajura espacial, repleta de ‘nitroglicerina’, seria um belo alvo para qualquer atacante.

Para piorar: tudo, cada tiro, cada nave passante, alvos atingidos e explosões, seria de um silêncio sepulcral. Vejam a cena: um ônibus espacial silenciosamente passa, enquanto suas portas do vão central se abrem, sem fazer um ruído. Armas aparecem suavemente, sem barulhos. Mísseis disparam em direção ao inimigo, nenhum som. Luzes aparecem a uma distância absurda, você sequer imaginou que haveria outra nave naquele local. Isso indica que o alvo foi atingido. Não há chamas ou bolas de fogo. Tudo foi um flash muito breve e insignificante. Após algumas horas deveremos ver algum destroço flutuando. Essa é a descrição do que seria um combate em pleno espaço.

Lembrem-se: sem atmosfera, o som não se propaga e as chamas não existem sem o oxigênio.

Santificado seja o Vosso Nome
Hosana nas alturas São George Lucas. Dane-se a física e viva a diversão.

Outro ponto a ser mencionado é que naves espaciais viajam a velocidades de vinte a trinta mil quilômetros por hora nas proximidades do nosso mundo. Se alguma nave pudesse fazer qualquer tipo de pirueta a essa velocidade, e continuar inteira, teríamos que remover o piloto das paredes de sua cabine com uma espátula. A inércia, a estas velocidades, simplesmente esmagaria o pobre diabo.

No próximo artigo falaremos sobre o tradutor universal e suas ramificações...

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

De volta para o futuro (parte III)

por Fagon Jinn
7º da série FC vs Ciência

Como última parte da discussão sobre viagens no tempo, vamos passear entre as várias formas de como foi explorada nas obras dramáticas. Cinema, TV, livros, quadrinhos, e outras mais, é um tema recorrente, e uma ferramenta interessante para lidarmos com o amor, a tragédia ou mesmo a comédia, vide De Volta Para o Futuro (1985). Obviamente não podemos colocar tudo, ou teríamos que ter uma quarta parte para este tema. Mas tentamos apontar aqui os mais interessantes para o nosso debate. Aproveitem.


Na fantasia



Muitas ideias surgiram a respeito de viagens temporais na literatura, na TV e no cinema. Algumas muito interessantes. A maioria, no entanto, carece de um mínimo de lógica. Poucas são as histórias em que a viagem temporal é crível. 

Bill Murray - O Dia da Marmota (Feitiço do Tempo)
Já vimos muito o chamado “Efeito Dia da Marmota”, no qual um looping temporal prende o universo num período específico, e alguém que deve aprender uma lição retém a memória dos repetidos ciclos, até que ele descubra um meio de romper o loop e liberar o fluxo normal do tempo. Se isso acontece não temos como dizer, já que não retemos a memória dos ciclos decorridos, nossa mente é 'ressetada' a cada retorno. A idéia, originalmente, vem de um roteiro de Jornada nas Estrelas: A Nova Geração, mas ficou popularizada no filme O Dia da Marmota (1993), e daí para uma infinidade de outros filmes e séries de TV.


Temos também o efeito “pedra no lago denso”. Nesta, explorada em Timecop (1994), uma alteração ocorrida no passado, tende a ir perdendo sua força no decorrer dos anos. Se uma alteração fosse feita com tempo suficiente para seu efeito desaparecer, não haveriam mudanças no presente. Mas se a alteração ocorresse a poucos anos atrás e fosse importante o suficiente para durar, o nosso presente sentiria a sua mudança, conforme a propagação da onda nos atingisse.

O contrário foi mostrado em O Som do Trovão (2005), em que uma mariposa esmagada no período jurássico produziu mudanças violentas e crescentes em todo o rumo da história, destruindo o presente como conhecemos, substituindo-o por outro mais selvagem e sem civilização.

Christopher Reeve - Em Algum Lugar do Passado
Em Efeito Borboleta (2004) e Em Algum Lugar do Passado (1980), vemos um tipo diferente de viagem no tempo. O processo é mais filosófico e metafísico. Prega-se que o tempo só existe em nossa consciência, e se acreditamos ou temos o poder de mudar nossa estrutura mental então mudamos a posição de nosso marcador temporal, mudamos de realidade e poderíamos alterar esse período.

HQ - Buck Rogers
Em muitas histórias (Rip Van Winkle, Buck Rogers, Capitão George Taylor), temos o protagonista que adormece no presente e acorda séculos depois. Este tipo de história tenta nos mostrar como pessoas de nosso período podem fazer a diferença ao aplicar nossa moral e rusticidade para solucionar problemas no futuro, onde o homem perdeu sua objetividade, ou sua tenacidade, e mostrar que o pragmatismo pode ser superior à indiferença que poderá tomar conta da civilização.

Em Jornada nas Estrelas, utilizam-se viagens muito acima da velocidade da luz (dobra temporal), parodiando a Teoria da Relatividade, na qual um objeto que viajasse em velocidade superior à da luz, poderia experimentar o tempo ao inverso. Para voltar ao futuro, no entanto, utilizar-se-ia o mesmo processo ou, como em certos episódios, um buraco de verme natural ou artificial (as famosas 'anomalias espaciais' de Jornada).

David Tennant - um dos Doctor Who
Doctor Who, em sua cabine telefônica policial dimensional, tem acesso à matriz multifásica que rege todas as dimensões, as infinitas realidades paralelas e o multiverso.

Marty McFly viaja para o passado ou futuro na criação de Emmett Brown, um inventor pouco convencional que constrói sua máquina do tempo num DeLorean. Nestas histórias eles aparentemente estão numa única linha temporal, mas se analisarmos cuidadosamente conseguimos identificar que, de fato, a cada mudança no passado eles trocam de linha temporal. Se a linha temporal fosse sempre a mesma, Marty teria que lembrar-se dos novos eventos, assim que ele tivesse mudado o passado. Mas o que vemos é que ele não sabe que seu pai tornou-se um escritor de sucesso, que sua família vive bem e que ele possui uma SUV na garagem. Isto significa que ele entrou numa nova linha temporal, da qual ele não fazia parte, por isso não tem a memória da situação corrente.

Se quisermos ver um filme que trabalha com a questão temporal com seriedade, este tem que ser o remake de A Máquina do Tempo (2002), e observar a conversa entre Guy Pearce e Jeremy Irons. Ali vemos uma análise sobre o paradoxo da motivação que é perfeita. E é perfeita, também, a solução encontrada pelo herói.

Primer de Shane Carruth
Num outro exemplo interessante de viagem temporal, temos o filme alternativo Primer (2004), Shane Carruth nos apresenta um ponto de vista, no mínimo, inovador sobre a questão dos duplos. Mas para entender o filme é preciso, ao final, dar uma lida na Wikipedia e ver todas as informações que ficaram ocultas.

Mas o que mais brinca com a nossa imaginação é, sem dúvida, O Exterminador do Futuro, suas quatro edições e série de TV (Terminator: The Sarah Connor Chronicles), aonde vemos um conjunto complicado de paradoxos reunidos para nos confundir e divertir.

Como seria um EUA-Nazi?
A aplicação mais interessante, em tudo isso, fica para o subgênero de ficção científica conhecido como ‘história alternativa’. Neste tipo de narrativa partimos de uma ocorrência no passado que poderia ter sido diferente, e então cria-se todo um contexto de ocorrências que molda um presente alternativo. O que aconteceria se, por exemplo, o governo dos Estados Unidos não tivesse apoio popular para entrar na guerra contra a Alemanha nazista? Em que situação o nosso mundo poderia estar agora?

E isso aí, exploradores, aqui concluímos as questões relativas ao tempo. Isso não é o fim da discussão, é apenas mais uma pimentinha para temperar nossas discussões. O que peço é que cada um dê sua contribuição a este assunto tão amplo e complexo. Obrigado pela atenção e paciência.
Clique para ampliar

No próximo artigo de nossa série 'FC vs Ciência' vamos falar de combates no espaço...

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

The Fantastic Zone


Outra vez com mais notícias inéditas em Fantastic Zone!

Planeta dos Macacos 2 vem chegando...

Sthephen King irá para o cinema mais uma vez?

Querem mais? Olhem nosso 'The Fantastic Zone'!

Comentem!

Para ver acesse a aba 'The Fantastic Zone' na parte superior do site.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Séries que ninguém vê

por Fabok

Muitas vezes deixamos de assistir algo simplesmente porque num primeiro momento “não vamos com a cara” de determinado seriado. O engraçado é que quando resolvemos dar uma chance, você acaba se perguntando: “Poxa, porque eu não comecei a assistir isto antes?”

Hoje falaremos de duas séries que passaram quase despercebidas pelo line-up das TVs a cabo, por aqui: Chuck e Star Wars – The Clone Wars.


- Chuck


Sarah e Chuck
Chuck (Zachary Levy) é um típico nerd. Leva uma vida pacata trabalhando em uma grande loja de eletrônicos chamada Buy More, uma divertida paródia da 'Meca' das lojas de eletrônicos nos EUA, a Best Buy. Um dia ele recebe um e-mail de um antigo colega de faculdade, Brice Larkin. Ao abrí-lo, sua mente é carregada através de um método subliminar com todo o banco de dados da CIA, que utiliza um algoritmo chamado Intersect.

Elenco da série
Chuck descobre que na verdade Larkin é um agente da agência. Ele roubou o Intersect e destruiu todo o material relativo a ele. O Intersect faz com que ele involuntariamente receba flashes de informação deste banco de dados que são ativados por faces, vozes, objetos e palavras chaves. Recrutado compulsoriamente pela CIA e NSA, como o único Intersect vivo, Chuck se vê obrigado a levar uma vida dupla, escondendo de sua irmã Ellie, a gatíssima atriz Sarah Lancaster (Everwood), e seu desajeitado amigo Morgan a verdade, enquanto é mantido sobre constante vigilância pela sensual agente Walker, interpretada pela não menos gata Yvonne Strahovski e o durão Coronel Casey (Adam Baldwin, o Jayne de Firefly).

Estereótipo 'nerd' em toda parte
Misturando espionagem, comédia e drama a série é uma excelente e despretensiosa pedida para relaxar após um dia de trabalho. As citações ao mundo nerd são uma marca registrada e o elenco é afinado, você percebe que eles estão realmente se divertindo com os personagens. Não se deixe enganar pelo visual meio anos 80 do seriado que tem a produção assinado por McG (diretor de As Panteras e Terminator Salvation), as cenas de ação são bem acima da média para uma produção de TV.

Gigantes: Chevy Chase e Scott Bakula
Chuck também conta com um elenco de apoio muito bom e participações pra lá de especiais como Scott Bakula (Enterprise), Kristin Kreuk (Smallville), Brando Routh (Superman Returns), Linda Hamilton (Terminator 1 e 2), Timothy Dalton (007), Carrie-Anne Moss (Matrix) entre outros e já está na sua quinta e última temporada nos EUA. Vale a Conferida!

Nossa avaliação:
Delta-Shield Ouro






- Star Wars - The Clone Wars


Muitos criticaram e ainda criticam The Clone Wars, que começou em 2008. Alguns dizem que ela é muito infantil, outros que seria apenas mais um veículo para George Lucas faturar ainda mais com a venda de brinquedos e jogos. Os críticos estariam certos? Bom, sim e... não.

Personagens animados
Situada entre os episódios 2 e 3 da saga, o público alvo de The Clone Wars, que já está em sua quarta temporada, é claramente o jovem, mas isso não é necessariamente ruim. Assim como em “As Aventuras do Jovem Indiana Jones”, há uma preocupação de se inserir conceitos como amizade e honra nas estórias, sem ser didática demais, o que é coisa rara nas produções do gênero. Tá certo que Jar Jar Binks está de volta e temos Anakin treinando a jovem Padawan Ahsoka, numa tentativa nada sutil de conquistar as crianças, mas nada que vá desvirtuar o universo como pregam os fãs mais radicais. Quanto ao merchandising, a minha pergunta é: e daí? Os bonecos de ação de Star Wars revolucionaram a indústria de brinquedos nos anos 70 e continuam muita acima da média em qualidade. George Lucas tem todo o direito de lucrar com eles e confesso que se pudesse teria muito mais deles aqui em casa.


Para o público mais velho, como eu, a série é uma oportunidade a mais de visitarmos velhos e novos locais vistos ou citados durante os filmes e conhecermos mais profundamente vários personagens. Além disso, a produção se não tem a qualidade visual dos filmes da Pixar, barra todas as que foram produzidas em CGI que temos atualmente na TV. Enquanto os personagens têm um visual mais cartunesco, as naves, paisagens e veículos de combate são de tirar o fôlego. Sem contar os incríveis efeitos sonoros e um trabalho de dublagem primoroso, mesmo sem os atores originais.

Agora esqueça a transmissão horrorosa do Cartoon Network. The Clone Wars foi idealizada para ser assistida em alta definição. A edição em Bluray da série pode ser facilmente usada para impressionar seus amigos em qualquer demonstração do seu home theater. Isso não quer dizer que faço isso aqui... Ah! Mentira... Claro que faço!

Mesmo se passando numa época que não é a minha favorita da franquia (sinceramente gostaria de ver alguma coisa após os eventos de O Retorno de Jedi), The Clone Wars, ainda que tenha alguns problemas de roteiro e escorregadas no canon, é diversão de qualidade.

Nossa avaliação:
Delta-Shield Ouro





Que a Força esteja com você!

E até mais exploradores!