segunda-feira, 16 de abril de 2012

Pioneer One


WEBSERIES


por Fabok

Quando um misterioso objeto espacial cai no Canadá, o Departamento Americano de Segurança Interna (US Departament of Homeland Security) envia uma equipe liderada pelo agente Tom Taylor para investigar, o que acredita-se ser, um ataque terrorista. Mas a verdade é muito mais chocante. A equipe encontra os restos de uma cápsula espacial russa com um jovem muito debilitado a bordo. Ele alega não só ter nascido em Marte, como também que a antiga União Soviética, ainda nos anos 80, teria enviado astronautas e construído uma base no planeta vermelho.

O que diferencia Pioneer One, é que a série é financiada inteiramente com doações e distribuída gratuitamente pela Internet através do serviço VODO. Não espere efeitos visuais ou ação desenfreada. A série foca muito bem no mistério e no suspense para contar sua estória. A versão do sobrevivente seria verdadeira? Se sim, como os russos conseguiram enviar homens para Marte há trinta anos? Por quê o segredo? Por quê estes cosmonautas marcianos enviariam um adolescente à Terra? E quais as ramificações deste evento nas relações políticas entre os EUA e a Rússia?

A série conta com um roteiro bem amarrado e com um elenco de desconhecidos, que se não é brilhante, realmente dá vida aos personagens. Infelizmente, para mim, o mais fraco deles é justamente o ator James Rich que interpreta o agente Taylor. Apesar de melhorar durante o decorrer da temporada, ele ainda não encontrou o tom certo para seu personagem. O trio central de protagonistas é completado por Alexandra Blatt (a agente Sofie Larson) e Jack Haley (o cientista Zachary Walzer) que lembra muito, principalmente no timbre de voz, o ator Richard Dreyfuss de Tubarão (1975). Apesar de ser produzida com um baixíssimo orçamento para os padrões da TV, o seriado tem ótimos valores de produção, sendo inclusive rodado em alta definição.

Pioneer One já tem uma temporada completa de seis episódios, com a segunda a caminho. O projeto pode ser considerado um sucesso: já tem quase quatro milhões de downloads, e conseguiu arrecadar 91.000 dos 100.000 dólares para assegurar sua continuação. Além disso os produtores estariam em negociações para lançá-la em DVD.

Ao explorador que for assistir, um lembrete. Assim como L5 (ver artigo de Fargon Jinn), os produtores dependem de nós, o público, para a continuação do trabalho. Se você gostar do trabalho, e quiser ver mais episódios serem produzidos, contribua com o que você puder. Inclusive eles aceitam doações através do Paypal.

Até a próxima!

sexta-feira, 13 de abril de 2012

O Relatório da Situação no Anima Expo

SÉRIE: EVENTOS



por Fargon Jinn

Então amigos exploradores, na próxima semana, nos dias 21 e 22 de abril, num fim-de-semana, estaremos presentes no Anima Expo, nos dois dias, onde faremos um bate-papo sobre o Relatório da Situação e o Grupo Avançado, no Café Geek, das 15 às 15h30, e logo após, das 16 às 17h com outra conversa sobre Star Trek e Star Wars no auditório.

Mas não para por aí, no domingo das 15 às 16h50, estaremos conversando com os fãs de séries de Ficção Científica, numa das salas destinadas à seriados. Esperamos ver todos vocês por lá. Não deixem de comparecer e prestigiar o evento e o Relatório da Situação com suas ilustres presenças.

O Anima Expo acontecerá na Faculdade Estácio FIC, à Rua Eliseu Uchoa Becco, 600, Água Fria, em Fortaleza.Para saber mais, clique aqui.

Coisas de interesse nerd

SÉRIE: CRÔNICAS NERDS


por Fargon Jinn

Pois é amigos exploradores, sendo este um site de nerds, feito por nerds e para nerds, resolvi que estava na hora de tomar coragem e escrever sobre coisas que tem a ver conosco, diretamente. Ou seja, aquilo que fazemos, por que fazemos e como fazemos.

Nerdisses em tempos recentes deixou de ser um `palavrão` e tornou-se, em muitos casos, elogios. Por exemplo, quando se trata de sala de aula - Pô! O cara é nerd, então é inteligente...! - ou - Quero me sentar atrás daquele nerdinho, assim ele pode me passar cola (e se for no Ceará, a gíria é `pesca`)! - ou - Vamos por aquele nerd no nosso grupo, para fazer o trabalho que o professor de matemática passou? - mas outro acrescenta - Tarde demais, o grupo 3 já chamou ele!

Se for no trabalho... - Chefe, estou precisando implementar esse banco de dados, mas vai precisar de horas de compilação e precisa alguém para ficar pageando (se for no Ceará, é `pastorando`) o computador! - e o chefe responde - Ah! Então passa pro Duda que ele é nerd e se dá bem com banco de dados! - ou - A Karina é espertinha, mal viu um nerd dando sopa e já agarrou o miserável. O nerd de hoje é o empresário de amanhã, ela está investindo pro futuro!

Não que nós estejamos livres de sofrer e viramos heróis da sociedade. Ainda somos alvo fácil de bullings; somos os últimos a perder a virgindade, no colégio; teremos sempre dificuldade de estabelecer conversas sobre amenidades; continuaremos sendo os retardados sociais por toda a adolescência e o começo da fase adulta. Alguns nunca deixarão de ser.

E por falar em amenidades: Uma amiga me perguntou, como é que nerd diz não gostar de falar de coisas como novelas, reportagens policiais, esportes, moda, etc, por que são assuntos `menores`? Mas perdem horas debatendo furiosamente se o Dr. Fantástico conseguiria superar o Homem-aranha...! Tive que dizer a ela, que este não é um assunto menor. Ela ficou indignada. E comparou a importância disto à notícia de um sequestro.

O que ela não entende, é que debater se a atuação da PM está correta ou não, são assuntos para serem discutidos dentro círculos de especialistas em segurança, e não por um bando de curiosos que só tem acesso àquilo que a imprensa filtrou e deformou, passando um conteúdo tendencioso para fomentar o `debate social`, enquanto eles vendem o horário para o fabricante do sabão em pó ou de eletrodoméstico.

Quando discutimos sobre HQ, games, livros, cinema ou TV, estamos falando de arte. Produção cultural é a própria essência da civilização humana. A nossa sociedade só atingiu o nosso patamar de desenvolvimento, por que geramos e transmitimos conhecimento e informações de geração para geração... Mas, estranhamente ;) ela não conseguiu absorver estas noções...

Mudando ligeiramente o enfoque. Um vídeo começou a circular, por esses dias, no Youtube, muito interessante e engraçado, sobre coisas realmente relevantes. Ele mostra como seria o filme Titanic se tivesse sido feito por um trabalho conjunto de George Lucas, J.J. Abrams e Michael Bay. Deem uma olhada, vale à pena.

Titanic Super 3D

Gostaram? Mas acho que colocar os stormtroopers não seria a melhor contribuição de George Lucas, deveriam ter colocado anões, isso sim seria a coisa mais coerente. Afinal, desde Star Wars, tudo o que o titio fez entram anões... R2-D2, jawa, ewoks, Willow...

Agora me digam, se isso não é um belo exemplo de um assunto nerd... LOL!

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Drive Angry

RESENHA CINEMATOGRÁFICA
Fúria Sobre Rodas


por Fargon Jinn

De vez em quando nos deparamos com aquele filme que é terrível, não acrescenta nada à sua vida, ou ensina coisa nenhuma, mas você se diverte do começo ao fim. Não consegue parar de assistir, não dá sono, e nem se lembra de olhar para o relógio.

Fúria Sobre Rodas, para mim, foi esse tipo de experiência. Nicolas Cage, novamente, tentando pagar seu aluguel, resolve estrelar um roteiro de sexta categoria. Daqueles que reúnem sexo e, obviamente, mulheres lindas e gostosas; diálogos absurdos; ação desmedida; muscle cars, clássicos e bem americanos; armas de todos os tipos e calibres; policiais bem ao estilo Sheriff Roscoe (Os Gatões - 1979 a 85); e, para completar, culto de magia negra, fugas do Inferno e William Fichtner (Alex Mahone de Prision Break – 2005 a 09) dando uma de Brimstone (série de 1998).

Patrick Lussier, esse é o culpado
O diretor Patrick Lussier, responsável por porcarias como Apollo 18 (2011), Pânico (1996) e Drácula 2000 (2000) realmente me surpreendeu neste filme que me fez rir do começo ao fim. Tenho certeza que não era a intenção dele, mas foi o que aconteceu. E, afinal, adorei.

Este filme conseguiu reunir TODOS os clichês de que me lembro. Acho que não ficou nenhum de fora... Ah! Ficou um, sim. Mas esse não posso contar, é um puta spoiler, bem no final.

Sexploitation e overaction numa mesma cena
Pela técnica o filme está direitinho: efeitos sonoros e visuais, excelentes; a atuação, overacting, está bem de acordo com a proposta do filme; edição e fotografia, tudo muito bom. Trilha sonora, no entanto, não trás nada especial, mas ainda vai bem com o filme.

Charger R/T '69 um muscle car clássico
O explorador que quiser se arriscar a assistir a esse filme, já sabe, vai por conta e risco próprio e, portanto, não espere nenhuma obra de arte. É só um bom pipocão para assistir com a namorada numa tarde de domingo, com pizza e guaraná. Com certeza darão muitas risadas, como já disse, mas não por haver humor, e sim uma bem orquestrada coleção de clichês com sexploitation, action-exploitation e um roteiro sem pé nem cabeça que acaba ficando muito legal.

Chevelle SS 454, e uma clássica cena de perseguição policial
Realmente não entendo. Nicolas Cage começou, há algum tempo, uma descida morro abaixo, e parece que sempre encontra um jeito de fazer algo pior. O fundo do poço parece que já ficou muito acima, agora ele já está a caminho do Inferno. Se for levar o filme em conta, é exatamente disso que se trata.

Fichtner, esse grande ator nunca decepciona
A sinopse é bem simples: Para salvar a vida de sua neta, Milton (Nicolas Cage), um bandido condenado a passar o “resto da eternidade” na companhia do Capeta, resolve escapar e acabar com o culto demoníaco do “Jim Jones” de araque. Enquanto é perseguido pelo Contador (William Fichtner), Milton vai pegando a mulherada e viajando em carrões potentes e espetaculares.

Fúria Sobre Rodas (Drive Angry): EUA, 2010
Direção: Patrick Lussier
Roteiro: Todd Farmer e Patrick Lussier
Elenco: Nicolas Cage, Amber Heard e William Fichtner

Nossa avaliação:
Delta-Shield Bronze

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Mass Effect 3 - Conclusão

SÉRIE: GAMES


por Fabok

Conclusão da trilogia eleva Mass Effect à categoria das grandes space operas.

Obs: alguns spoilers no artigo!!!!

Após os eventos do DLC para Mass effect 2, The Arrival, Shepard é forçado a entregar a Normandy e ver sua tripulação seguir seu próprio caminho. Não é por menos, para evitar um ataque surpresa dos reapers ele sobrecarrega o mass relay de um sistema estelar destruindo tudo, inclusive uma colônia Batarian. Shepard de herói se transforma num embaraço para a Aliança. Pior ninguém leva a sério os avisos do comandante de que a invasão reaper está chegando.

É aqui que começa ME3. Shepard é chamado as pressas quando os reapers começam um avassalador ataque a Terra. Mas o QG da Aliança é destruído. Em meio às ruínas da megalópolis que resultou da união das cidades de Seattle e Vancouver e sob fogo reaper, Shepard precisa chegar a Normandy e fugir. Não há outra alternativa. A Terra não é o único planeta em chamas. Toda a galáxia está a beira da aniquilação. Ele é informado pelo capitão David Anderson (Keith David) e pelo almirante Hackett (Lance Henriksen) que uma base científica em Marte, estudando ruínas dos proteans, encontrou algo que pode ser usado na guerra, mas o contato com a base foi perdido e Shepard é enviado para investigar.

The Crucible
Quanto ao Comandante, além dos reapers, terá que enfrentar Cerberus, a organização paramilitar xenofóbica da Terra que tem seus próprios planos para os reapers. Ela é responsável pelo ataque a base científica, mas Shepard descobre que no planeta vermelho foram encontrados esquemas do que pode ser a única esperança de vitória para a galáxia, o misterioso dispositivo "The Crucible".

A missão de Shepard é quase impossível. Forjar uma aliança entre todas as espécies da galáxia. Algumas delas inimigas por séculos. Para isso ele precisará da ajuda de novos e velhos aliados. E ainda descobrir as reais intenções do The Illusive Man (Martin Sheen), líder de Cerberus.

Mordin e a pesquisa da Genophage
Mass Effect 3 não deixa nada a dever as melhores sagas espaciais. Ação, aventura, reflexão (olha aí Helder Maia) e por que não, sacrifício. A tripulação da Normandy levará o lema "as necessidades de muitos, superam as de poucos" as últimas consequências. Vale destacar o excelente trabalho dos atores, que fazem que os personagens de ME sejam mais bem desenvolvidos que os de muitos filmes e séries por aí. Destaque para duas missões em especial: o embate em Tuchanka para livrar os krogan da praga biolágica genophage e a liberação Rannoch, planeta natal dos quarians e ocupado pelos cibernéticos geth.

O roteiro é tão bom que ao me aproximar da última missão, me dei conta que estava realmente receoso pelos destinos de Liara, Tali, Joker, Edi, James, Legion, Wrex, Garrus, Ashley e toda a tripulação da Normandy. Explorador, lembra daquela antecipação para o final de Babylon 5 ou Battlestar Galactica? Foi a mesma coisa que senti.

E o final? Achei espetacular. Realmente não entendi toda a comoção na Internet. São três finais (que não contarei para não estragar a surpresa) e o que escolhi era totalmente coerente com a evolução que dei ao personagem de Shepard. Para os curiosos, escolhi o final verde. Para mim os finais azul ou vermelho não condiziam com meu personagem, mas de qualquer modo são muito interessantes, inclusive o final vermelho tem um bônus a mais...

Talvez meu lado scifi tenha falado mais alto que meu lado gamer, mas o final verde e sua temática de ficção científica hard me conquistou. Se há um lado negativo no final, alias, nos finais, é que você fica realmente sem saber o que aconteceu com a maioria dos membros da sua tripulação. No meu caso, meu esquadrão final era composto por Liara e James e após o devastador ataque de Harbinger fiquei sem saber o destino deles. Acredito que eles morreram, mas certeza... não tenho. Outro problema é o que aconteceu com os milhões de habitantes da Citadel. Jogue e tire suas conclusões. De qualquer modo, a chiadeira foi tamanha que a Bioware, está preparando uma série de cutscenes extras para dar um encerramento "melhor" para a saga que serão integradas ao jogo de maneira gratuita.

E o que o futuro reserva a Mass Effect? No momento uma série animada está sendo produzida e ainda temos boatos da versão cinematográfica de tempos em tempos. O fato é que a Bioware já prometeu que teremos mais jogos baseados no riquíssimo universo do jogo. Contudo, particularmente acredito que não teremos mais aventuras com Shepard e a tripulação da Normandy.

Aos exploradores que ainda não jogaram a saga completa, corram... vocês não sabem o que estão perdendo...são cerca de cem horas de ficção científica da melhor qualidade. Mass Effect conquistou seu lugar ao lado das icônicas space operas Star Trek, Star Wars, Babylon 5 e Stargate e merece ser conferida!!

Ah! Uma dica final: ao final do jogo, depois dos créditos finais, há uma bela cutscene com a participação do astronauta da Apollo XI Buzz Aldrin. Emocionante e imperdível!

Até a próxima!

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Imaginação, realidade ou loucura?

SÉRIE: CRÔNICAS INSTIGANTES


por Fargon Jinn

Muitas histórias de um passado recente nos trazem, cada uma, a sua versão do “cientista louco”. O que é isso? Por que este tipo de narrativa sugere que visionários e realizadores devem ser tidos como psicopatas?

Acredito que, a partir dos anos 50, quando começou a guerra fria, e o risco do holocausto nuclear se tornou uma constante no dia-a-dia das grandes nações, as pessoas começaram a buscar culpados pelos seus medos constantes. Aquilo era um produto da ciência. À frente da ciência temos os pesquisadores, os gênios, os visionários e os idealistas. Obviamente estes se tornam os culpados. Eles abrem a 'Caixa de Pandora' e libertam terrores que não podem ser guardados novamente.

Albert Einstein
Oppenheimer, Einstein, Feynman, são nomes que remetem à loucura dos primórdios da era atômica. Nomes como estes nos lembram de Hiroshima, mísseis nucleares, atol de Bikini, e o tão famigerado ‘Projeto Manhattan.

Isto bastou para que no imaginário popular criássemos os novos monstros de nossa era: os cientistas. Eles estão sempre prontos a raptar pessoas para suas experiências genéticas macabras; liberar doenças que nos levariam ao juízo final, apenas para vingar a morte trágica de sua amada esposa; expurgar o mal da espécie humana, transformando-nos a todos em autômatos, com chips implantados ou computadores que regem nossas vidas; tornarem-se os agentes do apocalipse, exterminando a civilização humana para que o planeta fosse repopulado por humanos perfeitos, sem doenças, sem falhas genéticas ou os males do espírito; ou simplesmente destruírem o mundo e o universo por alguma sede insaciável de conhecimento.

Cientista louco em Star Trek: TOS
Roteiristas, diretores de cinema e escritores de pulp fiction, abusaram desta temática. E o público, hoje em dia, tem uma grande facilidade em apontar o dedo acusador para os homens e mulheres de ciência, e taxá-los de irresponsáveis e ambiciosos inescrupulosos. Em alguns casos, isso até que não fica longe da verdade.

Na grande maioria, os impulsionadores da ciência são os governos, os investidores e as indústrias. Os cientistas, de fato, são pessoas do povo. Saem do nosso meio, e são, portanto, formados por nós. Além disso, sabemos que a ciência é absurdamente cara, e o cientista de garagem não é uma realidade. A ciência necessita de equipamentos de precisão absoluta, instrumentos delicadíssimos, computadores e sistemas de análise de modelos, desenvolvidos ao custo de milhões. São dezenas de técnicos, especialistas e milhões de horas de formação, treinamento, estudo e desenvolvimento. Um Professor Pardal ou um Doutor Brown (De Volta ao Futuro, 1985) é uma grande improbabilidade. Mesmo Graham Bell, Nikola Tesla e Thomas Edson precisaram de grandes investimentos, muitos técnicos, bons laboratórios e acesso ilimitado a todo o conhecimento de suas épocas.

Robert A. Heinlein
Por outro lado, temos um aspecto interessante. Cientistas trabalham muito dentro das questões levantadas pela literatura de ficção. Desde a infância somos contaminados por livros, quadrinhos e filmes que exploram a ciência através da imaginação (a ficção científica) e estes, em geral, trazem à tona grandes discussões sobre ética e moral. São estes grandes profetas da ciência e do futuro que inferem sobre tudo o que a ciência produz, combinam esta miríade de noções numa nova, possível, tecnologia e exploram-nas com sugestões, e alertas para que os atuais e os futuros agentes da tecnologia possam levantar questionamentos, ‘do que’ e ‘do se’ podemos ou devemos fazer com o conhecimento que adquirimos.

Philip K. Dick
Autores como Arthur C. Clarke, Aldous Huxley, Isaac Asimov, Robert A. Heinlein, Phillip K. Dick, Ray Bradbury, Carl Sagan, Jules Verne, Michael Crichton, Jorge Luiz Calife entre muitos outros, nos abriram janelas para o futuro e mostraram sociedades, tecnologias, perigos e possibilidades que só verdadeiros loucos poderiam antecipar.



Jorge Luiz Calife
Hoje em dia vivemos numa sociedade em que grande parte do que temos e somos foi antevisto por um grande autor de ficção científica. Alguns podem, na verdade, ter nos salvo de um possível perigo que, de outra maneira, jamais teria sido previsto.

Muita gente não sabe, mas os livros, o cinema, a música e a poesia, moldam o mundo que em que estamos, formam o nosso caráter, questionam os nossos valores e nosso modo de vida. São autores como esses que ajudaram a produziram o nosso presente. E são outros assim que formarão o nosso amanhã. A ficção científica tem esse poder, como oráculos estas obras nos mostram futuros muito mais prováveis dos que aqueles sugeridos por Nostradamus. Hoje temos o homem explorando o espaço, a sutileza da matéria, a essência do tempo e os caminhos da sociedade. Alguns os exploram em laboratórios, sob a superfície do mar, através de sensores em sondas interplanetárias. Outros exploram estes mesmos conceitos criando histórias em páginas de livros ou em películas cinematográficas. E como nós, amigos exploradores, são movidos pela curiosidade e pela ânsia de saber.

Pensem nisso...

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Procurando por vida alienígena


SÉRIE: CIÊNCIAS


por Fargon Jinn

Quantas 'Terras' podem existir?
É a Terra o único planeta do seu tipo, no universo? Ou existe algum outro lugar como este? Há vida além da Terra? A busca por vida alienígena é um dos maiores desafios tecnológicos que a humanidade tenta superar. Os cientistas continuamente buscam novos caminhos para encontrar tais respostas. Liderando as buscas estão sofisticadíssimos telescópios que fazem o sensoriamento do cosmos. Contamos, também, com uma armada de sondas robóticas que exploram os limites do Sistema Solar. Todos trabalham para revelarem os segredos de planetas, satélites, asteroides e cometas, como nunca ocorreu antes. A ciência trabalha para expandir os limites dos nossos sentidos e os limites de nossa capacidade física de chegar a estes lugares. Hoje podemos ir a lugares e ver coisas que de nenhuma outra forma poderíamos conseguir. As pesquisas nos mostram aspectos de mundos estranhos e que conseguem fugir aos conceitos de quaisquer expectativas.

A Sonda Cassini descobriu lagos de metano em Titã
No Sistema Solar, podemos encontrar locais com lagos, tempestades e chuvas. Lugares violentos que são alimentados por forças poderosas, ocultas profundamente em seus subsolos. Existem planetas a centenas de milhões de quilômetros do Sol que podem esconder oceanos inteiros, em estado líquido.

O ritmo das descobertas, somente nos últimos dois anos, é capaz de tirar a mente da realidade e nos lançar numa miríade de teorias imaginativas que, algumas vezes, podem não ser tão fantasiosas, afinal. E que acabam por ajudar a abrir perspectivas para a solução de alguns dos mais profundos mistérios.

Extremófilos de Rio Tinto (Espanha), águas ácidas
Extremófilos, formas de vida que surgem nos locais mais inesperados, como crateras vulcânicas, regiões de frio extremo, profundidades de doze mil metros no oceano, ou lagos ácidos e desertos tórridos, estão entre algumas destas descobertas desconcertantes. A cada dia biólogos e exploradores surgem com novas espécies, que sobrevivem e prosperam nas condições mais improváveis, lugares em que a ciência, sem exitar, apostaria todas as suas fichas na impossibilidade de existência de vida, até alguns anos atrás.

As perguntas agora não são mais, se devemos procurar planetas semelhantes à Terra, ou quais as condições ambientais mais prováveis para a existência de vida. Mas, quais as condições que, de fato, impossibilitam a vida? E esta, caros exploradores, é, sem dúvida, uma das mais difíceis de responder à luz das atuais descobertas científicas.

Um dos métodos de detecção de planetas extrassolares
Em 1988 a humanidade conseguiu atingir um novo marco na ciência: a descoberta confirmada do primeiro planeta extrassolar. Ou seja, o primeiro planeta, que orbita uma estrela que não é o Sol. Mais precisamente Gamma Cephei, uma constelação binária, a quarenta e cinco anos luz de distância de nós, pertencente à constelação Cepheus. Até 23 de março de 2012, foram confirmadas setecentos e sessenta e três descobertas de planetas, em setecentos e doze sistemas estelares diferentes. Nem mencionamos aqui o número de candidatos a serem confirmados em futuro próximo. Há pouco menos de um ano, a NASA confirmou uma descoberta do telescópio espacial Kepler, do primeiro planeta em zona habitável (zona em que poderia haver água em estado líquido). Isto não significa que poderia vir a ser usado como um segundo lar, por nós.

Alcance do telescópio espacial Kepler
A quantidade de descobertas é enorme, e ainda estamos explorando apenas a nossa vizinhança, num raio pouco maior que sessenta anos luz. Isto é só uma migalha para o tamanho de nossa galáxia (cento e vinte mil anos luz de diâmetro). Todos os dias, catálogos e publicações de astronomia tornam-se obsoletos. Não é mais possível impressão de nada que precise estar atualizado. Apenas os bancos de dados possuem a verdadeira situação do conhecimento astronômico, e precisaremos de décadas para estudar tudo o que foi obtido nos últimos vinte anos.

A solução para o mistério da vida fora de nosso mundo não deverá, portanto, demorar muito agora. A questão é se vamos conseguir notar os seus sutis sinais, dentro do enorme volume de conhecimento que estamos recebendo cotidianamente através dos “nossos sentidos ampliados".

Até agora tudo o que temos são planetas enormes, gigantes gasosos, muito perto ou muito longe de estrelas gigantes e extremamente quentes. A vida em tais lugares teria que ser microscópica. Talvez, vida desta forma, venhamos a descobrir aqui mesmo em nossos vizinhos, quem sabe em Titã (leia o excelente artigo do Fabok – Titã, a grande lua do Sistema Solar)? Mas com certeza essa será uma descoberta que redesenhará o universo como o conhecemos. Da filosofia à religião, da ciência ao misticismo, nada mais será o mesmo. Quem viver verá.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Person of Interest

SERIES DE TV


por Fabok

O Santo Graal para os que acreditam em teorias conspiratórias, é a suposta existência de um complexo sistema computacional chamado de Echelon. Ele seria capaz de interceptar e rastrear todas as ligações telefônicas, emails e SMS, vinte e quatro horas por dia, em busca de possíveis ameaças terroristas.

Jonathan Nolan
Com base nisso, J.J. Abrams, que adora tramas mirabolantes, desenvolveu junto com Jonathan Nolan (irmão do diretor Cristopher Nolan), o roteiro para a série Person of Interest. Nela um ex-agente da CIA, John Reese (Jim Caviezel - Jesus, em A Paixão de Cristo), é recrutado pelo misterioso bilionário Harold Finch (Michael Emerson - mais conhecido como Ben, de Lost) para evitar que crimes violentos aconteçam na cidade de Nova York.

Michael Emerson e Jim Caviezel
Até aí parece mais uma série policial padrão, só que o personagem de Herold Finch, após os ataques de 11 de setembro, criou e construiu um sistema para o governo que usa a informação coletada pelos onipresentes sistemas de vigilância da cidade para prever futuros ataques terroristas. Mas, o sistema criado por Finch acaba indo além do planejado e, também, consegue prever crimes comuns. O Governo, contudo, não demonstra interesse em resolver crimes "menores". Finch, indignado, sente-se compelido a fazer justiça.

Acessando o sistema através de um 'backdoor'
John Reese, contratado pelo bilionário, vê neste trabalho a oportunidade de se livrar dos fantasmas de seu turbulento passado. Com sua bagagem militar ele é a força bruta da dupla, enquanto Finch opera o sistema através de um backdoor, deixado por ele durante o desenvolvimento, anos atrás. A máquina não é capaz de prever quando ou onde o crime vai acontecer. Ela apenas envia o número do seguro social que pode ser tanto da vítima, como do criminoso, na eminência do crime acontecer.

Kevin Chapman (Sobre Meninos e Lobos) é Lionel Fusco
Reese acaba por obrigar um policial corrupto, o detetive Lionel Fusco (Kevin Chapman), a ser seu informante dentro da polícia. Só que as ações de Reese e Finch acabam por chamar a atenção da detetive Joss Carter (Taraji P. Henson, de Karate Kid), que começa por conta própria a investigá-los. Apesar de trabalharem juntos, Reese não sabe nada sobre o passado de Finch, gerando constantes atritos entre os dois.

A série conta com um elenco principal pequeno, o que garante boas atuações. Apesar de um começo típico de série policial, na qual é sempre resolvido o crime da semana, Person of Interest começa a ficar envolvente quando desenvolve sua própria mitologia. Onde está esta máquina? Ela é senciente? E quem são realmente Finch e Reese? Além disso a entrada do personagem Carl Elias (Enrico Colantoni, de Galaxy Quest) coloca Reese em uma situação que renderá bons frutos para o futuro da trama. Outro ponto positivo é que a série é filmada realmente em Nova York, dando um nível maior de veracidade, além de um charme a mais.

Person of Interest vem conquistando uma boa audiência nos EUA, inclusive recentemente foi premiada com o People's Choice Awards de melhor nova série de drama e acabou de ser renovada para uma segunda temporada. Por aqui a série é exibida no canal Warner.

Vale a conferida!

domingo, 1 de abril de 2012

The Fantastic Zone


Então amigos exploradores, vamos saber das novas?

Fabok está trazendo novidades maravilhosas sobre o nossos filmes e sagas favoritos.

Saiba de Star Wars, Star Trek e Babylon 5.

Galactica também tem ótimas notícias...!!!

Então é isso, aproveitem, e não esqueçam de deixar suas impressões aqui. Combinado?

Para ver as notícias acesse a aba 'The Fantastic Zone' na parte superior do site.

The Fantastic Zone: Estreia de A Guerra dos Tronos

EXTRA! EXTRA! PLANTÃO FANTASTIC ZONE COM NOTÍCIA DE ÚLTIMA HORA!!!


por Fargon Jinn

Estreia hoje (e isso não é pegadinha, não!!!)



A Guerra dos Tronos, no Brasil, antes de estrear no exterior amigos exploradores. É a segunda temporada baseada no segundo livro da série de George R. R. Martin.


Então fiquem de olho na sua TV por assinatura...