quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Alphas


SÉRIE - SCIFI LIGHT


por Fabok

Já renovada para uma 2ª temporada
Confesso que não estava muito empolgado em assistir esta nova série do SyFy. Estava meio que "fulo" com o canal pelos cancelamentos de Caprica e Stargate Universe e para completar o próprio conceito de Alphas parecia muito próximo da excelente The 4400 ou da horrenda Heroes, ambas canceladas prematuramente. Mas parafraseando James Bond, "as coisas que temos que fazer pelos nossos exploradores...", resolvi dar uma chance e tive uma grata surpresa.

Azita Ganizatha é imperdível
Na série, devido a uma mudança na fisiologia do cérebro, várias pessoas começam a demonstrar algumas "habilidades" como super força, sentidos super apurados entre outros, sendo assim chamados de Alphas. O Dr. Lee Rosen (David Strathairn, de o Ultimato Bourne) é um cientista que estuda o fenômeno. Para ajudá-lo ele monta um equipe composta por Alphas e cuja missão a princípio, é encontrar mais pessoas com este dom. Gary Bell (Ryan Cartwright) é um jovem autista funcional (capaz de se relacionar com a sociedade) que tem a habilidade de ver o espectro eletromagnético, acessando e interpretando sinais de TV, radio ou telefonia. Cameron Hicks (Warren Christie de Apollo XVIII) é um ex-marine cujo cérebro processa todo e qualquer tipo de movimento em uma velocidade muito mais rápida que a nossa, dando a ele super reflexos e uma incrível capacidade de prever a trajetória de balas e outros objetos. Rachel Pizard (Azita Ganizatha) é uma ex linguista da CIA que possui todos os seus sentidos tão apurados a ponto de dificultar sua vida em sociedade. Nina Theroux (Laura Mennell) é capaz de forçar qualquer um fazer o que ela quer apenas com a força de sua voz. Por último temos o ex agente do FBI Bill Harken (Malik Yoba de Defying Gravity) que em momentos de estresse consegue explosões de extra força, mas somente por curtos períodos de tempo.

O irreverente Ira Steven Behr e sua barba púrpura
Alphas lembra muito The 4400, não é por acaso, já que as duas tem a produção executiva assinada por Ira Steven Behr (Star Trek DS9). Por causa disso, alguns atores também vieram deste trabalho. É o caso de Mahershala Ali que interpreta Nathan Clay, responsável por capturar os Alphas que não conseguem viver em sociedade e da atriz Laura Mennell.

Gary Bell um Alpha "especial"
A série segue o esquema atual de produção do canal Syfy, com poucos, mas bons efeitos visuais, principalmente quando o grupo de Alphas utiliza seus poderes. Alguns considero até mesmo um pouco exagerados, como os que mostram as "habilidades" de Gary Bell. O conceito é muito bem sacado, o ator usa os movimentos aparentemente desconexos de um autista para acessar o espectro eletromagnético, só que ele acessa a informação como se estivesse usando um tablet. Demora um pouco para se acostumar. Também não consegui visualizar a série se passar no mesmo universo de Eureka e Warehouse 13, pois Alphas tem um tom muito mais sério que suas séries "irmãs".

Sendhil Ramamurthy
Apesar de um conceito batido, a eventual diáspora entre os humanos normais e os com habilidades, Alphas tem em seu favor um bom elenco, que se não é brilhante, tem uma ótima química. Diferente de Heroes e sua coleção de canastrões, por exemplo. Quem não se lembra do "mala" Dr. Suresh (Sendhil Ramamurthy)? Outro ponto forte é a mitologia, que vai sendo trabalhada de episódio a episódio deixando o público sempre intrigado. Você sente que os roteiristas tem um boa estória para contar. E seguindo o exemplo de The 4400, a temporada se encerra de maneira inesperada, deixando um ótimo gancho a ser desenvolvido no ano seguinte.


Alphas conseguiu uma sólida audiência em sua temporada de estréia e já tem garantida pelo menos mais uma. Espero que os produtores tenham a oportunidade de contar a estória até seu final, caso contrário ficaremos a ver navios, do mesmo modo quando o canal americano USA resolveu cancelar The 4400. Se você explorador ficou curioso, a série já está em exibição por aqui no canal Syfy.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Journey 2: The Mysterious Island

CRÍTICA CINEMATOGRÁFICA
VIAGEM 2: A ILHA MISTERIOSA

por Fargon Jinn

Em 2008, vimos Brendan Fraser estrelar o filme Jorney to the Center of the Earth. Uma tentativa de renascimento para os clássicos de Jules Verne. Infelizmente não foi bem sucedida. O filme teve alguns problemas de roteiro que transformaram uma história empolgante, de ficção fantástica, num filme cansativo que tenta criar um thriller de aventura. Exageraram nos ingredientes e o doce ficou melado.

Agora eles lançam a sequência, da qual Brendan Fraser sabiamente declinou. Lançado no Brasil como Viagem 2: A Ilha Misteriosa, vemos uma mescla de Arthur Conan Doyle (O Mundo Perdido), Jonathan Swift (As Viagens de Gulliver) e Robert Louis (A Ilha do Tesouro), além do próprio Jules Verne (A Ilha Misteriosa).

Dwayne Johnson faz um padrasto responsável
Para o lugar de Brendan temos Dwayne “The Rock” Johnson, Josh Hutcherson repete o papel de Sean Anderson. E temos ainda Michael Caine como o avô de Sean. Dois personagens ainda somam a esse elenco, a lindíssima Vanessa Hudgens (Sucker Punch, 2011) e o porto-riquenho Luis Guzmán (O Conde de Monte Cristo, 2002).

Josh Hutcherson é de novo o garoto Sean Anderson
Nesta mistura de enredos literários, ficamos perdidos entre um roteiro sofrível de Brian e Mark Gunn, a direção fraquíssima de Brad Peyton (Como Cães e Gatos: A Vin..., 2010) e uma edição desinteressante de David Rennie (A Montanha Enfeitiçada, 2009).

A gatíssima Vanessa dá brilho a este lixo
De todo este conjunto, o que valeu à pena foi o fato de eu estar vendo o filme numa sala IMAX 3D.


-Atenção! A seguir spoilers-


Não dá prá deixar passar uma coisa dessa. Se o primeiro filme tratou da obra de Jules Verne, e que, 'mal e mal', deu o seu recado, esse foi uma afronta. Os protagonistas chegam à Ilha de uma forma ridìcula: sobrevoando de helicóptero. E, obviamente, caem. Que novidade! A ilha era desconhecida por estar sempre coberta de nuvens e tempestades. Isso não lembra nada? Que tal King Kong?

Mamíferos anões...
Logo depois eles se deparam com algo que não pode nem ser classificado de absurdo. Nesta ilha que emerge e submerge a cada cento e quarenta anos, vemos toda uma fauna e flora que se desenvolveu neste curto espaço de tempo. Deve ser por causa do nome “Misteriosa”, né? Ali vemos elefantes anões, insetos gigantes e toda uma série de incoerências.

...abelhas e pássaros gigantes.
Para piorar eles ficam cara-a-cara com Atlantida, com Capitão Nemo, voam no lombo de abelhas, fogem de um vulcão que cospe ouro, de um terremoto e acabam dentro do Nautilus. E, como se não bastasse, no submarino, tudo funciona maravilhosamente bem, exceto pelas baterias que estão sem carga suficiente, mas que eles resolvem facilmente com a descarga de uma enguia elétrica gigante e escapam da destruição da ilha navegando com a velocidade e agilidade de um caça à jato.

Como se não bastasse, eles concluem a história com o retorno de Michael Caine a uma feliz família que comemora o natal, e com a promessa de mais uma aventura maravilhosa, de outro livro de Verne: Da Terra à Lua.

Então amigos exploradores, tentem dormir com um barulho desses.

Viagem 2: A Ilha Misteriosa (Journey 2: The Mysterious Island): EUA, 2012
Direção: Brad Peyton
História e roteiro: Brian e Mark Gunn
Edição: David Rennie
Elenco: Dwayne Johnson, Josh Hutcherson, Michael Caine, Vanessa Hudgens e Luis Guzmán

Nossa avaliação:
Delta-Shield Ferrugem

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Diário do Velho Nerd - Campus Party 2012 - Dia 5


DIÁRIO DE EVENTOS

por Fargon Jinn

Quando cansados os nerds caem em todo lugar
E aproximando-se o fim da Campus Party, o cansaço já aparecendo nos rostos da maioria e a sujeira acumulando-se mais rápido do que conseguem limpar. Me parece que é a hora de falar das amenidades e esquisitices que presenciei ou me contaram. Se é que falar de esquisitices num ambiente populado por nerds não gera um pleonasmo por interpretação.   :)

Oceano de barracas
Muito do que esperava, não vi, e muito do que vi me surpreendeu. Houveram coisas engraçadas e coisas emocionantes. Coisas que me alegraram e outras que me enfureceram. Mas acho que isso é bem normal num ambiente em que se confina, por seis dias, mais de sete mil pessoas com o intuito de se relacionarem, entreterem, aprenderem ou apenas para que se sintam menos excluídos na nossa sociedade, ainda, preconceituosa.

A simpática Amanda Previdelli jornalista da Info
É muito interessante ver como nerds e geeks se relacionam entre si, de uma forma muito mais civilizada e saudável do que os não nerds (dá vontade de escrever 'normais', mas depois do que vi aqui, tenho sinceras dúvidas).

Num ambiente social genérico, vemos como a sociedade é autofágica, ela está sempre se destruíndo em nome do crescimento. Mas o que vemos, de fato, é o crescimento de uns poucos em detrimento de uma gigantesca massa de comuns. A coisa parece a lei da selva, empregando um darwinismo mal colocado (deveria ser os fortes sobrevivem, os fracos não). Mas o que ocorre, realmente, é que os 'fortes' são como vampiros que não matam suas vítimas, mas as mantêm cativas. O resultado é que os fortes sobrevivem dos fracos.

Locais dedicados a jogos e vídeos
Os nerds que vi aqui agem diferente. Os fortes estão sempre oferecendo ajuda aos fracos, convidam a fazer parte do que quer que seja que estejam envolvidos. Têm prazer em compartilhar, orgulham-se em somar. E se entusiasmam ao ver o seu grupo crescer. Vibram com o sucesso do outro. Não vi aqui as ciumeiras que normalmente se vê nos ambientes genéricos.

Beldades, conquistem seus nerds, Eles estão acabando.
Um garoto com deficiências motoras estava tentando fazer uma montagem simples no setor de robótica, mas falhava miseravelmente. Quando os demais perceberam, houve uma comoção maravilhosa com o intuito de ajudar o rapaz. Não queriam fazer por ele, mas fizeram com que ele realizasse a montagem que pretendia. Pude ver lágrimas nos olhos de muitos que observavam o fato, ao verem o sorriso do sucesso no rosto do garoto.

Desordeiros e grosseirões tem em todo lugar
Bem..., problemas sempre existem. Tem um grupo de garotos que têm causado muita raiva em muita gente. São 'metidinhos' a valentes, e ficam se infernizando e aos que estão próximos. Não são nerds. Eles vieram para 'zuar'. O local que ocuparam está um lixo, quebraram um sofá, comem e jogam a sujeira no chão, nas mesas, e passam o dia com a merda de um megafone tocando sirene e falando alto incomodando aos que, infelizmente, se sentaram nas proximidades.

Este nerd não deveria estar em mídias sociais? (Jogos?!!)
Em outros momentos soubemos de alguns casos fortuitos que causariam mal estar. Como alguém que não se segurou e acabou defecando no chuveiro. Hoje pela manhã tive a infeliz visão de uma pia entupida e lotada de vômito. Não classifico estes fatos como mau comportamento, é mais provável que um ou outro incidente infeliz acabe ocorrendo no meio de tanta gente.

Houve ainda a tentativa de furto de alguns notebooks por um membro da equipe de segurança, que foi pego no ato e levado para a polícia.

Um varal de calcinhas para o Wando - R.I.P.
Mas as coisas engraçadas ocorrem aqui todo o tempo. O evento é recheado de promoções, as informações são anunciadas pelo twitter, cada empresa tem o seu, e muitos grupos nerds também fazem as suas. O cômico é como são realizadas. Um certo banco resolveu que iria anunciar no twitter cada promoção, mas a dica é transmitida através de umas placas sonoras penduradas no teto. Imaginem que estamos num ambiente com muita reverberação e torna-se impossível ouvir, do chão, qual é a dica. Mas criatividade para este pessoal é o padrão. De tudo inventaram: desde pirâmide de bancos ou de gente, até celular na ponta de uma vara para gravar o que se diz a quatro metros de altura. Infelizmente nunca consegui fazer as fotos destes fatos porque dei mais atenção às palestras do que às promoções, e quase me arrependo.

Nerds e geeks são meio doidos... LED 40" é comum aqui.
Noutra ocasião, perto de duas horas da madrugada vi em meu twitter que uma garota com duas promoções estaria circulando pela feira usando uma tiara com $$. Quinze segundos depois eu vejo surgir, pelo lado de um estande, uma menininha com a tal tiara correndo, desesperadamente, e logo atrás surgia uma turba de loucos, perseguindo a presa infeliz.

Dez segundos depois o twitter transmitia um pedido para o pessoal pegar mais leve, e que a menina tinha ficado apavorada.

Pijama do SEBRAE
Duas noites atrás o SEBRAE distribuiu pijamas listrados de azul e branco, com touquinhas e tapa olhos. Duas horas depois havia uma procissão de lunáticos correndo, vestindo os tais pijamas e cantando alegremente e aos berros - "... bananas de pijamas, descendo as escadas, bananas de pijamas, uma dupla bem levada...".

Paz e Vida Longa nerdinha
Este deve ser o último diário de eventos sobre a Campus Party 2012. Amanhã e domingo deve ser um dia de saídas e de loooonnngas filas. Como não aguento mais esse negócio de fila quero fazer a minha saída e a revista de bagagens antes dos demais.

Obviamente não poderia deixar de colocar, então, a última bela do dia.

E então, quem vem prá próxima?

É isso exploradores, concluímos esta maratona, cansativa mas muito proveitosa, como vocês puderam ver. A partir de segunda-feira, retornamos ao nosso padrão normal de publicações. Um grande abraço a todos e obrigado pelo acompanhamento.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Diário do Velho Nerd - Campus Party 2012 - Dia 4


DIÁRIO DE EVENTOS

por Fargon Jinn

Hoje foi o dia dos gênios. Foi dia de gênios que te fazem ter orgulho de ser humano, de ser brasileiro, de ser nerd, de estar vivo e poder testemunhar estes fatos, todo este potencial e todas estas possibilidades de futuro.

Desde cedo procurei palestras na minha área de inscrição (mídias sociais), e fiquei meio preocupado, por que vi algumas pessoas que estão vivendo numa 'fogueira de vaidades', um monte de Zé-Ninguém-Ontem, que virou um monte de Zé-Famoso-Hoje, numa 'rasgação de seda' mútua, todos sentindo-se muito bem e usufruindo de um status diferenciado nos meios da internet.

Foto de campo profundo do Hubble
Então resolvi voltar à área de astronomia e espaço. Fui muito bem recompensado. Estes assuntos sempre, desde criança, exerceram uma atração muito grande em mim e, mesmo depois de velho ainda acho completamente absorvente. Também existem seus expoentes 'estrelistas', mas em geral são pessoas humildes e que demonstram uma capacidade que excede à maioria dos mortais.

Como brasileiros, nunca tivemos muita oportunidade de crescer dentro da ciência, nossos governantes não percebem, ainda, o valor que tem a busca pelo conhecimento. E ver estes cientistas e professores que se dedicam, a ponto de tirar leite de pedra, e ampliam os horizontes das possibilidades de carreiras científicas para as gerações que estão chegando, é muito emocionante.

Nascimento e morte de estrelas
E os resultados não vão demorar a chegar. Hoje tive contato com uma juventude que vem brigando como gente grande, eles se esforçam para produzir ou reproduzir tecnologias, muitas vezes com o mais puro autodidatismo, sem possibilidades de estudar, sem investimentos ou  suporte emocional.

Em alguns anos teremos uma nova leva de empresários e industriais que apareceram nestas feiras de jovens. Aqui eles se reuniram, conversaram, tiveram ideias, aprenderam coisas e tomaram doses maciças de iniciativas. Fenomenal. Todo mundo deveria vir a estes encontros e aprender o que se pode fazer a partir de pouco ou quase nada.

Buscando planetas nas nossas vizinhaças
Nas palestras de hoje, tive contato com as novidades nas descobertas de exoplanetas, que é como se chamam os novos planetas, fora do sistema solar. Muitíssimo interessante e edificante. Mais tarde outra palestra maravilhosa sobre a vida das estrelas, da sua formação até  sua 'morte'.

Duilia astronoma da NASA
À tarde e à noite, mais duas palestras fantásticas de dois brasileiros que atuam nos Estados Unidos, a primeira foi a da professora e PhD em astronomia Duilia F. de Melo, que trabalha com o telescópio Hubble, e falou sobre este satélite com mais de vinte anos de existência, e de todas as descobertas que mudaram a forma com que vemos o universo. A segunda palestra foi de um rapaz de apenas 26 anos de idade, Rafael Eufrásio, doutorando pela PUC (CUA) de Washington, que falou sobre o seu trabalho analisando as radiações do espectro invisível na astronomia, e estudando sobre a origem do universo e sua parte escura (matéria e energia escura).

Pesquisador da NASA 
Paralelamente, andando pelos diversos setores da Campus Party, pude conhecer outros jovens envolvidos na produção e desenvolvimento de tecnologias ligadas à robótica e TI. Um deles desenvolveu um daqueles veículos que parecem impossíveis, os sing ways, mas que funcionam perfeitamente, e ficou passeando aqui pela Campus Party, o dia todo. Muito legal.

Em outro momento tive contato com mais dois empreendedores que trabalham com o mesmo tipo de equipamento, mas com abordagens diferentes. O primeiro, Rodrigo R. da Silva, produz impressoras tridimensionais. Muito embora sua tecnologia venha de comunidades virtuais, ele e seus sócios estão produzindo e vendendo impressoras e produtos gerados a partir delas. Um ponto interessante é que eles possuem e produzem um equipamento capaz de se reproduzir. Isso é de dar nó na cabeça da gente.

Os novos empreendedores do Brasil
Por outro lado, Rodrigo Krug, desenvolveu e produziu, também, uma impressora tridimensional, com o diferencial que esta foi totalmente projetada e construída por ele, ou seja, esta é uma tecnologia absolutamente nacional, e produzida por gente nossa e com dinheiro nosso.

E olha só a simpatia, ai ai, faz até o cansaço desaparecer
E, por fim, mas não menos importantes... Ahá! Pensaram que eu ia esquecer, não? Mas não esqueci, nao! Rárárára! A Bela do dia! Vejam que espetáculo!

Então é isso, exploradores, até amanhã!

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Diário do Velho Nerd - Campus Party 2012 - Dia 3


DIÁRIO DE EVENTOS

por Fargon Jinn

Hoje tirei o dia para ver os simuladores.

Diversos modelos de simuladores
Muito interessantes e bem divertidos, a cada dia estes equipamentos se tornam mais acessíveis e mais sofisticados. A companhia aérea Azul, patrocinou um estande com vários simuladores, sendo que alguns têm efeitos de inércia. Um deles é quase uma réplica de um fórmula 1. Além do volante, freio, acelerador e o carro propriamente dito, existem três telas LED full HD 3D, sistema de som ambiente, e acionadores hidráulicos para os efeitos inerciais. A simulação é de Interlagos e a brincadeira é interessante.

Um fac-símile de um fórmula 1 bem aceitável
Infelizmente, novamente, a minha altura foi um problema, fiquei prensado entre os pedais e o banco, dentro do cockpit. A experiência foi dolorida..

Os outros aparelhos são de aviões e carros, um deles parece ser muito divertido, o sujeito faz piruetas e gira violentamente, ficando em alguns momentos de ponta cabeça. Mas não é o meu número. Não entendo isso, como é que fazem esses aparelhos só para pessoas com até 1m80? Com tanta gente alta nos nossos dias...

Danilo e seu simulador de carros
Por outro lado conheci o Danilo Ribeiro, um camarada sensacional, que possui um simulador de carro, com banco, três pedais, volante, câmbio, fone de ouvido e uma excelente tela de LED, mais de R$10 mil fácil, fácil em equipamentos. Neste caso, o programa que ele está usando é emprestado de outros amigos. Este sistema é o mesmo que vários pilotos profissionais utilizam em suas horas de lazer, e fazem campeonatos mundiais de corridas on-line. Depois de encher o cara de perguntas, ele me convidou a experimentar o 'brinquedo'.

O mesmo equipamento de outro ângulo
Eu poderia tentar comparar com todos os outros simuladores que tive contato até hoje, mas não dá. Nenhum sequer chega perto do dele. Após uma rápida explicação de como funcionava o programa eu tentei dar uma volta na pista.    Q_u_e    e_s_p_e_t_á_c_u_l_o_!    A sensação que se tem em cada reta ou curva é de que você está dirigindo de verdade. Não é uma ou três telas com 3D, e nem tem os acionadores inerciais, mas a imersão foi muito, muito maior, ao ponto de que, em cada batida que eu dava, me entortava todo e ainda ficava com pena de estar estragando o carro do Danilo. Rárárára! Mas é sério mesmo. A sensação é muito real.

Simulador de Caça-à-jato
Um dia, quem sabe, quando eu tiver uma casa, ao invés de um apartamento, eu possa adquirir algo semelhante. Por enquanto vou ficar desejando.

As palestras de hoje não estavam tão interessantes quanto ontem, mas em compensação a mulherada vem melhorando, não é uma Juju Salimeni, mas são espetaculares também. Hehehe! Ficamos por aqui, e amanhã tem mais.
E então, alguém duvida?

E como última atualização (9 de fevereiro de 2012), fomos citados no Diário de Pernambuco, num artigo do jornalista, enviado especial, Thiago Neres, clique aqui, para ler o artigo.

Warehouse 13

SÉRIE- SCIFI LIGHT


por Fabok

Engradado da Arca da Aliança
Um dos momentos clássicos de Os Caçadores da Arca Perdida, é quando na cena final do filme vemos a Arca da Aliança sendo guardada, ou melhor, escondida num gigantesco depósito. Essa é a premissa de Warehouse 13.

Saul Rabinek, Joanne Kelly e Eddie McClintock
Dentro da mesma linha de Eureka, a série segue as aventuras dos agentes do serviço secreto Pette Lattimer (Eddie McClintock) e sua parceira Myka Bering (Joanne Kelly). A princípio, quando os dois são enviados a um remoto posto no estado da Dakota do Sul para trabalhar num depósito, eles acreditam que estão sendo punidos por algo, mas ao chegar aos seus novos postos de trabalho, eles conhecem Artie Nielsen (Saul Rabinek), seu novo chefe, e descobrem o real propósito do lugar. Os artefatos armazenados ali possuem alguma ligação paranormal com eventos e personagens históricos ou mitológicos. Cada um deles é capaz de adquirir e aumentar uma característica de seu antigo dono e ser usado potencialmente como uma arma. Cabe ao trio impedir que isso aconteça, capturando estes objetos.

Invenções do passado
A série tem um visual retrô muito bem sacado. Os gadgets usados pelos agentes, e até mesmo o projeto do depósito tem ligações com Thomas Edison, Nikola Tesla e M. C. Escher. E por que Warehouse 13? Durante a história, outros 12 depósitos foram construídos e destruídos, o primeiro por nada menos que Alexandre o Grande.

Warehouse 13 tem um começo arrastado, mas que gradativamente vai encontrando seu ritmo, após a introdução do que vem a ser a mitologia da série na metade final de seu primeiro ano. Apesar de seguir o estilo dramedia Eureka, W13 traça daí em diante, seu próprio caminho, alternando momentos light com roteiros mais dark. Um bom exemplo é quando o depósito se vê às voltas com os poderes macabros da caneta do escritor americano Edgar Poe, no episódio 'Nevermore'.

Claudia Donovan a hacker
Ainda que tenha personagens clichês: Pete, o cara "descolado" e brincalhão, Myka, o "cérebro" da dupla e Artie, o chefe meio "geek" e hiperativo, o elenco é esforçado e se sai bem em suas caracterizações. Mais tarde, nesta primeira temporada, um novo personagem é introduzido. Claudia Donovan (Allison Scagliotti) é uma hacker que ajudará Artie e é o sonho de consumo de qualquer nerd.

Misterioso videofone
Com um começo fraco, eu mesmo comecei a assistir e parei na metade da primeira temporada, somente para mais tarde dar uma nova chance. W13 acaba por fisgar o público, não por ser inovadora ou ter os mais fantásticos efeitos visuais e sim pelo modo como os roteiristas e atores conseguem contornar os clichês do gênero.

Com a quarta temporada a caminho, Warehouse 13, assim como Eureka, é um dos programas mais assistidos do Syfy. A audiência de ambas as séries superou em muito as de SG-Atlantis, SG-Universe, Battlestar Galactica e Caprica e fez com que o SyFy focasse sua grade de programação em produções de custo mais baixo como as novas Being Human e Alphas, o que em tempos de crise parece ser o caminho certo. 

Uma vista de Warehouse 13

Se você ficou curioso, Eureka e Warehouse 13 são exibidas atualmente no SyFy Brasil. No próximo artigo falaremos sobre Alphas.