sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Ponto de LaGrange 5 – Sociedade L5 (parte I)



por Fargon Jinn

Pintura de LaGrange
Joseph-Louis de LaGrange, apesar do nome, foi um matemático italiano, do século XVIII. Mas o que tem ele de especial?! Simplesmente, um gênio. Aos 16 anos era mestre da Escola Real de Artilharia em Turin, e aos 19 desenvolveu a mecânica analítica de quatro dimensões. Aos 28 anos recebeu o Grande Prêmio da Academia Francesa de Ciências, por ter solucionado um problema que atormentava a todos desde Newton. O então conhecido "Problema dos Três Corpos".

Se você observar duas massas no espaço, como Vênus e o Sol, por exemplo, e considerar suas gravidades, com certeza deverá imaginar que em algum ponto entre estes dois corpos, as forças gravitacionais são equivalentes e anulam-se. Ou seja, o planeta ainda exerce sua atração gravitacional, mas quanto maior a distância que o observador está do centro de massa do planeta, menor a influência gravitacional que ele sofrerá, embora sempre haverá uma força atuando sobre o observador.

Quando estamos no espaço, temos a sensação de gravidade zero. Mas isso é um erro. De fato, seu corpo está a uma velocidade absurda de dezoito a vinte e dois mil quilômetros por hora, tentando ir em linha reta, enquanto a gravidade do planeta lhe desvia do caminho fazendo-o cair. A estas velocidades, você consegue anular a aceleração da gravidade, como a água que não cai de um balde em movimento giratório.

Os 5 pontos de LaGrange
Voltando a Vênus e o Sol, com o observador parado entre os dois, ou seja, sem o deslocamento orbital, sente-se a gravidade (mais fraca quanto maior for a distância), mas nunca será nula. A influência gravitacional se espalha indefinidamente. No entanto, em algum momento a força gravitacional de Vênus será tão pequena que acaba suplantada pela do Sol, ainda muito longe, mas muito mais forte. Existe ali, em algum ponto, um local em que as duas gravidades são idênticas. O que causa um equilíbrio, que  pode ser estável ou instável, o que não vem ao caso no momento. Mas, aparentemente, neste ponto de equilíbrio, temos gravidade zero. O observador pode ficar neste local indefinidamente, sem nunca se deslocar em direção a qualquer um dos corpos.

E, num caso como o Sol, a Terra e a Lua, existiria algum ponto de equilíbrio neste sistema? Foi aí que LaGrange entrou. Ele encontrou não um ponto, mas cinco. Eles ficaram conhecidos em astronomia e astrofísica como os pontos de LaGrange ou L1 a L5.

Esfera de Bernal (Island 1 e 2)
O que isso significa para nós?

Significa que, se resolvermos construir estações espaciais para criarmos comunidades espaciais, estes pontos seriam de grande interesse.

De fato, um deles já está na mira de um grande empreendimento imobiliário. A entidade é conhecida como Sociedade L5 (L5 Society ou apenas L5). Fundada em 1975 por Carolyn e Keith Henson, que basearam-se nos trabalhos do físico norte-americano Gerard K. O'Neill.

O'Neill desenvolveu uma proposta para uma estação espacial composta por dois cilindros de oito quilômetros de diâmetro, por trinta e dois de comprimento. Rotacionando em direções opostas. Batizando o projeto como Island 3, para dar continuidade em relação aos seus projetos anteriores Island 1 e 2, estações espaciais baseadas nas propostas, que são conhecidas como 'Esfera de Bernal', ambas com mil e seiscentos metros de diâmetro.

Cilindros de O'Neill
Os Cilindros de O'Neill, seriam uma solução para o desenvolvimento de tecnologias industriais que se beneficiam da microgravidade. Além disso, como os movimentos rotacionais gerariam gravidade artificial entre 0,9 e 1G (semelhantes à gravidade da Terra), o ser humano não sofreria os problemas orgânicos causados pela baixa gravidade, como seria se o homem estabelecesse comunidades na Lua ou em Marte. Teríamos energia solar em abundância, não haveria necessidade de combustíveis, não haveria poluição, tudo seria reciclado não ocasionando problemas de lixo ou destruição do meio-ambiente. Aos poucos a humanidade absorveria os mesmos princípios para uso no planeta, e até haveria possibilidade de abandonarmos definitivamente a Terra, onde não estaríamos tão sujeitos aos cataclismos naturais.

Espaçonave Argo
Com base nisso, um grupo de artistas e cientistas criou um projeto para uma webserie de ficção científica hard. L5 é a história de uma equipe de astronautas que retornam à Terra após duzentos anos de uma viagem espacial em hibernação, somente para encontrar um planeta vazio. No ponto 5 de LaGrange, eles encontram este gigantesco Cilindro de O'Neill, e ao que parece, também vazio.

O projeto vem se desenvolvendo há dois anos, e os profissionais são todos fanáticos por ficção científica classificada como hard, ou seja, aquela na qual as leis da física são interpretadas com realismo, não existe fantasia científica. A matemática, a física e a biologia atuais são respeitadas ao extremo. Quer dizer, nave espacial ao ser vista no espaço, viaja em silêncio, ou ao som de músicas, não de efeitos sonoros de aeronaves ou motores de foquetes. Eles se baseiam em autores como Arthur C. Clarke, Isaac Asimov, Alan Dean Foster e Ray Bradbury, e mais um monte de cientistas da NASA, MIT e CalTech, que atuam como consultores.



Curiosamente, o projeto conta com financiamento popular, através de doações, veiculadas pelo site kickstarter, onde foram realizadas duas fases de doação, a primeira com meta de US$10.000, e angariaram $10.400, e outra com meta de $2.500, onde atingiram $3.700. Eles estão atrasados, contudo. As previsões iniciais seriam de estrear na primavera deste ano, mas já está acabando o verão americano e eles ainda não estão prontos.

Com certeza o argumento é excelente, o projeto é viável, e deverá, se for tudo concluído a contento, ser um 'megasucesso'. Daí virão propostas de Hollywood e muitas outras oportunidades. Vamos aguardar.

Para saber mais: http://www.bagtaggar.com/l5series/ 
                                 http://l5production.blogspot.com
                                 http://www.studiohemogoblin.com

quinta-feira, 15 de setembro de 2011




Olá, amigos exploradores, a segunda parte do nosso Áudio-Fanzine, com a continuação da nossa singela homenagem aos 45 Anos de Jornada nas Estrelas, está no ar. Queridos, recebam mais este trabalho, que preparamos com carinho para vocês.

Mas não deixem de continuar mandando as críticas e o feedback de vocês.

Mandem seus comentários, e-mails, mantenham este suporte.

Para os próximos dias teremos mais novidades, aguardem. Vem aí coisa muito boa.


Cliquem aqui, ou na aba, no topo da página, para irem ao link da segunda parte. Divirtam-se.





Grande abraço de todos que fazem o Relatório da Situação.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Shatnerverse: A Primeira Trilogia


por Fabok

William Shatner nunca escondeu seu arrependimento de aceitar a morte de seu alterego no filme Generations, tanto que logo em seguida ele apresentou à Paramount uma proposta para um novo filme que traria de volta Kirk ao universo de Jornada nas Estrelas. O estúdio recusou a proposta. Dali para frente só haveria filmes com o elenco de A Nova Geração.
Garfield e Judith Reeves-Stevens
Shatner não se fez de logrado, e levou sua idéia a editora Pocket Books que deu o sinal verde para a publicação de um livro baseado no argumento que o ator apresentara ao estúdio. Sua maior sacada foi se unir aos escritores Judith e Garfield Reeves-Stevens, profundos conhecedores de Jornada nas Estrelas e que alguns anos mais tarde seriam escritores e co-produtores da quarta temporada de Enterprise. Esta colaboração gerou três trilogias carinhosamente chamada pelos fãs de Shatnerverse.
The Return, único livro do Shtnerverse publicado no Brasil, romulanos e borgs se unem para roubar os restos mortais de Kirk em Veridian III e trazê-lo a vida para se tornar a arma que finalmente destruirá a Federação. O livro é um deleite para os fãs, trazendo personagens da Série Clássica (pelo menos aqueles que sobreviveram até o século XXIV), Nova Geração e Deep Space 9
Shatner e o casal Reeves acabam por dar a Kirk características super-humanas. Tá certo que ele foi trazido de volta a vida pelos borgs, mas as descrições da força física do personagem é o único ponto fraco da estória. Só para se ter uma idéia Kirk quase 'detona' Worf em luta corporal, ainda sob o domínio borg-romulano.
É claro que ele acaba por se livrar deste domínio e é deste momento em diante que The Return brilha. Nunca os borgs foram descritos com tanta riqueza de detalhes, a assimilação por eles é narrada de forma bastante cinematográfica, até mesmo animais não escapam do processo. Muito do que vimos sobre os borgs em Primeiro Contato e posteriormente em Voyager, foi "emprestado" deste livro.
'O Retorno' acabou por se tornar um sucesso e logo a Pocket Books anunciou que Shatner e o casal Reevers escreveriam mais um livro, The Ashes of Eden. A estória agora se passa seis meses antes do lançamento da Enterprise B.
Aqui, Kirk amargurado com a aposentadoria e o final de sua carreira, tem a chance de um recomeço quando uma misteriosa jovem, chamada Teilani pede por sua ajuda para resolver um conflito no qual a Federação não pode se envolver. Teilani adquire junto à Frota Estelar a descomissionada Enterprise A, sem seus armamentos e sistemas de defesa, e a oferece a Kirk, para aquela que seria sua última missão.
Mas quem é Teilani e que segredos ela guarda?
E a Frota estaria realmente livre dos conspiradores vistos em Jornada VI?
Em The Ashes of Eden, Shatner tem a oportunidade de exorcizar a famosa cena de Jornada VI em que ele diz a Spock, "Deixe-os morrer", numa referência aos klingons. O ator achou na época que a cena feria a integridade do personagem. Nada mais justo que ele acabe por se apaixonar por uma klingon-romulana.
O interessante, neste livro, é que a aventura é situada justamente numa era bem cinza do canon: os anos entre Jornada VI e A Nova Geração.
Ah!!! A batalha final da Enterprise A é memorável...!
No próximo livro, Avenger, Kirk está de volta ao século XXIV. Estava claro que ele não havia morrido em The Return. Um vírus letal está destruindo toda a vida vegetal, levando fome e caos a vários mundos. Sem ter como combater esta ameaça, todos os planetas infectados são postos em quarentena levando o suprimento de alimentos a cair perigosamente. Forças hostis vêem ali, a oportunidade de minar o poder da enfraquecida Federação.
Jornada já havia abordado o tema de guerra biológica antes, mas nunca de uma maneira tão real quanto aqui, mérito mais uma vez do talento de Shatner e o casal Reeves. Algumas pontas soltas de The Return e The Ashes of Eden são tratadas aqui, fazendo deste livro o melhor desta trilogia. O personagem de Kirk parece bem mais a vontade com o século XXIV. Mesmo estando no período da Nova Geração, o foco é ele. Uma boa sacada dos autores é ter criado uma animosidade amigável entre Kirk e Picard. É legal também ver como a Federação e a Frota Estelar funcionam numa situação de ameaça biológica. Avenger também mostra um lado dos vulcanos, muito parecido com o que veríamos em Enterprise, ou seja a turminha do produtor Rick Berman esteve sempre de olho em Shatner...
No próximo artigo falaremos da Trilogia do Universo Espelho... 

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Metamorfoses artísticas - são kafkanianas?


por Phoenix

É impressionante o que alguns atores fazem para encarar um papel, seja na televisão ou no cinema. A vontade de surpreender, de fazer o melhor possível para dar credibilidade, veracidade à sua personagem beira maluquice aos olhos de pessoas ‘normais’. Eu não estou falando de uma

Gisele Itie, e as várias construções de Bete a Feia
linda atriz que coloca um aparelho nos dentes, óculos de fundo de garrafa e roupas largas e démodés para forjar uma feiúra, ou um ator que precisou aprender a domar cavalo para interpretar
um vaqueiro. Eu falo de casos como o de Stallone, em Cop Land, quando engordou vinte quilos para que seu pacato policial pudesse ser visto com mais realidade; também Matt Damon em Coragem sob Fogo, por emagrecer vinte quilos. Bom, emagrecer e engordar já é algo normal na vida dos atores, mas cerrar um dente em prol de sua personagem, como fez Murilo Benício, ao interpretar Juca Cipó na novela Irmãos Coragem, é extremamente radical. Se você engordar, tudo bem... pode emagrecer. Mas, cerrar um dente? Ele não vai crescer mais!
Will Smith é Ali (2001)

E o que dizer de Will Smith, ao interpretar Muhammad Ali? Ele precisou passar por uma rotina rígida de exercícios físicos, alimentação especial e treinamento de box, tendo que repetir os gestos e trejeitos do boxeador, estudar seus hábitos, seus gostos, enfim, sua personalidade. E, para aprender de verdade como ser um boxeador, levou, a seu pedido, socos reais durante seus treinos e gravações. Will viu seu corpo tomar a forma perfeita de um atleta. Todo este afinco, esta disposição para fazer seu melhor lhe rendeu ótimas críticas sobre sua atuação na pele de Muhammad Ali.

Sean Penn estrelando em Milk (2008)
Superar o preconceito da sociedade também é um dos feitos das estrelas do cinema e da TV. Temos Robin Williams em A Gaiola das Loucas, Heath Ledger em O Segredo de Brokeback Mountain, Rodrigo Santoro em Carandiru, Sean Penn em Milk, Tom Hanks em Filadélfia, e muitas outras maravilhosas interpretações, onde grandes atores se despiram de receios e preconceitos para poderem contar-nos diferentes histórias, que nos divertiram, emocionaram, encantaram.

Tom Hanks como O Náufrago (2000)
Por falar em Tom Hanks, parece que a cada filme ele é uma outra pessoa. Este é um dos meus favoritos. Ele consegue mudar totalmente. Sua atuação é impecável. De Forrest Gump a Filadélfia, de Quero ser Grande ao Náufrago, de Apollo XIII ao Código Da Vinci, ele se mostra um verdadeiro camaleão, capaz de adaptar-se às diferentes personalidades, absorvendo suas características e metarmofoseando-se sempre que necessário. Excepcional.

Estes sacrifícios, esforços ou, simplesmente, empenho, quando  feitos por profissionais que já firmaram seu nome na mídia e no meio artístico, que teoricamente não precisariam de atos extremados para mostrar seu potencial, só tem a enriquecer nossas telas e nos fazer ansiar por vê-los novamente, nos mais diferentes papéis.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Macacomania - De novo?


por Kalibak

Era o ano de 1968. A corrida espacial entre capitalistas e comunistas estava próxima de seu ápice com ambas as partes brigando pelo título de primeira ideologia a pôr o homem na Lua. Paralelamente uma outra corrida, a armamentista nuclear, causava pavor enquanto os peões dessa ideologia se degladiavam no teatro oriental. Essa mesma tecnologia que fascinava e aterrorizava trazia a promessa de soluções domésticas através da televisão em desenhos animados, como Os Jetsons, e um futuro além do nosso Sistema Solar, em Jornada nas Estrelas.
Poster do novo filme

E o que o cinema de ficção científica resolveu nos trazer? Macacos! Isso mesmo senhoras e senhores. Macacos!

Na genealidade de Kubrick, em 2001 – Uma Odisséia no Espaço, com sua abertura estonteante e, no talento de Charlton Heston, em Planeta dos Macacos. Este último com roteiro assinado por Rod Serling, o criador de Além da Imaginação. Felizes daqueles que assistiram a essa obra prima livres de spoilers por parte de amigos e da mídia. Não fascinar-se com o desfecho é quase impossível.

O fascínio do público rendeu, na época, o mesmo que rende nos dias atuais quando um filme faz sucesso: a ganância.

–  Galera... e daí se a história se fechou nesse 'filminho' aí?! Temos que produzir outro filme, JÁ!! – deve ter dito, algum diretor da 20th Century FOX.

HQ da série original
Pois num é que deu certo! E os anos seguintes trouxeram:

·   De Volta ao Planeta dos Macacos (1970)
·   A Fuga do Planeta dos Macacos (1971)
·   A Conquista do Planeta dos Macacos (1972)
·   Batalha pelo Planeta dos Macacos (1973)

Alguns até que são bons; outros, sofríveis.

Macaco Sócrates
E parecia mesmo que os macacos herdariam a Terra pois, quando acabaram as bananas nas bombonieres dos cinemas, elas passaram a ser entregues diretamente em casa em séries para TV, tanto com atores, como numa série animada. Até a Marvel apostou na HQ Adventures on the Planet of the Apes.

Não demorou muito para que o bordão – yes, nós temos bananas – se tornasse irresistível para os 'símios'. Foi quando aportaram por aqui, no programa humorístico Planeta dos Homens (1976), protagonizado pelo Macaco Sócrates, interpretado por Stênio Garcia. E, no mesmo ano, chega aos cinemas O Trapalhão no Planalto dos Macacos. Quem sabia fazer uma maquiagem de macaco não passou fome na primeira metade dos anos 70.

O ano de 2001 veio para mostrar que não bastava saber maquiar. Mas que é bom ter um roteiro coerente antes de filmar. Re-filmar para ser preciso. Tim Burton tentou. Não acertou a mão. Resultado? Este vosso autor 'morreu' em algumas unidades de 'courinho de rato' (do 'cearês': dinheiro) ao pagar pelo ingresso de um filme que deixou muito à desejar.
Com muito receio me dispus a gastar meu tempo com o novo A Origem do Planeta dos Macacos (2011). Que bela surpresa! História redonda, computação gráfica convincente e boas atuações. Você sentiu um frio na espinha com o Gollum de O Senhor dos Anéis? Pois o macaco Caesar é interpretado pelo mesmo ator: Andy Serkis. Só tenho certeza de uma coisa: eu é que não ficaria sozinho, um minuto, na mesma sala com aquele macaco.
O fascínio também está de volta, mas desta vez nas sutilizas. A exemplo, temos as referências ao original de 1968 ou a forma como o nascimento da inteligência e o desenvolvimento de uma sociedade são abordados.
Bom, contanto que daqui à alguns anos eu não tenha que aguentar o Stênio Garcia fantasiado de macaco novamente, que venha essa a Macacomania 2.0.


quinta-feira, 8 de setembro de 2011



Ouçam nosso novo Áudio-Fanzine, 45 Anos de Jornada nas Estrelas. Amigos exploradores, recebam mais este produto do nosso trabalho. Esperamos que agrade.

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The Fantastic Zone

Extra! Extra! Novas notícias quentiinhaaas! Não deixem de conferir!
Superhomem; novos Bluray's de Jornada nas Estrelas: A Nova Geração; o terceiro filme de Arquivo X e mais...
Dêem uma olhada e divirtam-se!

Para ver acesse a aba 'The Fantastic Zone' na parte superior do site.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

007 – longa vida ao Agente (no cinema parte II)


Esta é a última parte da quadrilogia de artigos
 escritos por Fargon Jinn e Fabok

A partir de ’87, uma nova mudança de estilo entrou em cena. Nos EUA Ronald Regan estava no poder, a glasnost vinha sendo implantada por Gorbachev na URSS. Margaret Thatcher vinha perdendo apoio na Inglaterra. 007 tinha que mudar de ares, o mundo agora estava um pouco menor, e as tensões internacionais vinham relaxando, a tecnologia explodia através da internet, os criminosos agora deveriam ser diferentes também.
Timothy Dalton como 007
Moore sempre adorou o personagem mas abandonou a série por achar estar velho demais para interpretar o espião. O próximo ator escolhido foi Pierce Brosnan. Na época ele havia conquistado destaque na TV com o personagem principal da série Remington Steele. Quando as gravações do filme estavam próximas, os produtores do seriado utilizaram uma cláusula obscura do contrato de Brosnan e não o liberaram para as filmagens. Ele acabou sendo substituído por Timothy Dalton.
Em The Living Daylights, vemos um Bond mais sério e menos mulherengo, afinal eram os tempos da AIDS. O filme teve uma boa recepção, mas os fãs exigiram que Bond voltasse as suas raízes. Uma curiosidade é que este filme será sempre lembrado como aquele em que Bond luta ao lado dos talibans.
Licença Para Matar (1989)
Com o fim da guerra fria, Bond, de uma hora para outra, ficou sem inimigos. Em License to Kill, o espião enfrenta traficantes de drogas. Apesar de boas sequências de ação e um ótimo vilão, interpretado por Robert Davi, o filme não agradou, em parte por ter sido considerado muito violento. A verdade é que muitos consideraram que não havia mais espaço para 007 nos cinemas.
Após um hiato de seis anos, Bond volta finalmente com Pierce Brosnan em GoldenEye. A Guerra Fria acabara, mas quem disse que os russos ainda não seriam grandes vilões? O filme foi um sucesso, e Brosnan ainda encarnaria o espião britânico mais três vezes, dando ao agente um estilo meio Connery meio Moore.
O Amanhã Nunca Morre (1997)
Em 2002 os produtores começaram a pensar num reboot para a série. Apesar do sucesso de Die Another Day, os fãs começaram a se inquietar com as tramas cada vez mais inverossímeis dos filmes da era Brosnan. A infame cena do espião surfando uma onda causada pelo colapso de uma geleira acendeu o alerta amarelo dos fãs e do estúdio.
Os produtores então, numa manobra ousada, resolvem voltar as origens e anunciam que Cassino Royale, o primeiro livro de Flemming,  teria uma novo intérprete no papel de Bond, Daniel Craig. Os fã ficaram enfurecidos com a saída de Brosnan e a escolha de um ator que em nada lembrava a elegância e o carisma do espião.
Cassino Royale (2006)
Quando o filme estreou em 2006, entretanto, a maioria aprovou Craig. Um Bond que sem dúvida nenhuma fora influenciado por um certo agente americano chamado Jason Bourne. Aqui o espião não conta com a ajuda de Q e seus ultra-modernos gadgets ou, da presença da secretária Moneypenny com seu diálogos carregados de duplo sentido, marcas registradas da série.
Cassino Royale obteve a maior bilheteria da série e garantiu a produção de Quantum of Solace em 2008. Este começa imediatamente após os eventos do anterior, algo inédito, com Bond partindo para uma vingança contra uma obscura organização que matou Vesper Lynd por quem se apaixonara em Cassino Royale.
Desta vez os fãs não se empolgaram com o filme que mais uma vez copiava o estilo de A Identidade Bourne, a ponto de descaracterizar o agente britânico. Ainda sim o filme obteve uma bilheteria razoável, garantindo mais um filme com Craig.
 Infelizmente em seguida, Bond teve que enfrentar seu maior inimigo fora das telas, a falência da MGM, detentora dos direitos da série e que, por pouco não acabou de vez com a franquia. Com a renegociação da dívida do estúdio um novo filme está em produção desta vez com o diretor Sam Mendes, de Beleza Americana. Este filme é aguardado com ansiedade por todos os fãs do espião, já que marcará os cinquenta anos da estréia do primeiro filme, Dr. No, nos cinemas. Quase não há informações sobre esta nova produção, mas ao menos já se sabe que a secretária Moneypenny estará de volta. 
Será que Bond voltará as origens...?
De novo?

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

V 2009: Impressões

por Fabok

Recentemente, tive a oportunidade de finalizar a segunda e última temporada de V. Série que foi cancelada. Refilmagem ou reinterpretação do clássico dos anos oitenta, a nova V teve um início promissor, mas a falta de foco da primeira temporada acabou por espantar a enorme audiência conquistada na exibição do primeiro episódio.

Morena Bacarin como Ana
A premissa da série é a mesma. Uma frota de naves alienígenas chega à Terra e sua líder oferece aos humanos uma nova era de paz e progresso tecnológico. Na verdade, os Visitantes têm uma agenda própria que ameaça a existência da humanidade.

Na série original, a real missão dos Visitantes era roubar água e usar-nos como comida. De fato, eles eram répteis que escondiam sua forma verdadeira por trás de uma aparência humana. A grande sacada do seriado era a analogia, nada sutil, ao nazismo. Os uniformes, o comportamento e até o símbolo dos alienígenas remetiam aos regimes fascistas da Segunda Guerra. Era a expressão "Lobo em pele de cordeiro", ou melhor, "Lagarto em pele de Humano" na sua melhor forma.

Já, em V de 2009, demorou-se muito tempo até que os reais motivos dos Visitantes fossem revelados. Não vou dizer aqui quais eram eles, mas já adianto que são bem diferentes dos da série original. Em boa parte da primeira temporada um pequeno grupo de humanos, do nada, desconfia da extrema benevolência dos alienígenas e começa meio que no grito a tentar minar os planos de Ana, interpretada pela atriz brasileira Morena Bacarin.

O problema da série foi o uso excessivo de personagens clichês, "a quinta coluna", nome do movimento de resistência, é composta pelos personagens mais previsíveis possíveis: o alienígena que se volta contra sua espécie, o padre que vê nos Visitantes uma ameaça à sua crença, a agente do FBI que passa a combatê-los e seu filho que os idolatra e que, mais ainda, “atenção”... se apaixona pela filha da comandante alienígena que, mesmo sem saber, a faz mudar de lado. Meio óbvio, não?

Jane Badler como Diana V (1983)
Apesar disso, o elenco consegue passar um pouco de credibilidade às personagens. É muito divertido assistir ao cinismo de Ana. "Nossa, esses humanos são muito trouxas" tá escrita em sua face, a cada encontro com os de nossa espécie. Num episódio ela vai ao Vaticano buscar apoio da Igreja, só para, sem nenhuma cerimônia, chantagear o alto clero... impagável.

Outra coisa que me causou estranheza foram os efeitos visuais. Eles vão dos mais incríveis aos piores possíveis em questão de segundos. No episódio do Vaticano, nunca vi um efeito de Chroma Key, aquele em que um fundo verde é substituído por um cenário, tão mal feito. Outra vítima desta irregularidade dos efeitos são as tomadas dentro da nave mãe, feitas em cenários virtuais, assim como as que mostram a real forma dos Visitantes, e que ficam, em diversas ocasiões, muito artificiais.

Uma das atrações da segunda temporada foi a entrada da atriz Jade Badler, a vilã Diana da série original, aqui fazendo o papel da mãe de Ana e que acaba por roubar todas as cenas em que aparece. Com a ameaça do cancelamento, os produtores deixaram a série mais ágil e muito mais interessante, mas já era tarde demais. O excelente último episódio deixou várias pontas soltas que infelizmente jamais serão resolvidas. E nos momentos finais mais um ator da série original é introduzido, o canastrão Marc Singer vive aqui o general Las Tremont que teria um papel importante na terceira temporada.

Jane Badler atualmente
Apesar do cancelamento, V 2009 vale ser conferida, mesmo que seja apenas para ser comparada à sua antecessora. Talvez se ela fosse produzida como minissérie, com um roteiro mais enxuto e focado, poderíamos ter descoberto se os Visitantes e seus planos teriam sucesso ou não.

Delta-Shield Bronze
 

sábado, 3 de setembro de 2011

CHEGOU!!! Saiu a segunda e última parte do Áudio-Fanzine com o tema O Ser Nerd. Amigos exploradores, recebam mais este produto do nosso trabalho. Esperamos que gostem também deste, como gostaram da primeira parte.

Sim, queremos agradecer, pois houve uma reação muito positiva. Todos os que falaram ou escreveram gostaram do que ouviram, e queremos que saibam que gostamos de ter este feedback de vocês.

Então continuem a comentar, enviem seus e-mails e postem seus comentários, mantenham este suporte.

Para os próximos dias teremos mais novidades, aguardem. Vem aí coisa muito boa.


Cliquem aqui, ou na aba, no topo da página, para irem ao link da segunda parte. Divirtam-se.




Grande abraço de todos que fazem o Relatório da Situação.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Dylan Dog e as Criaturas da Noite


por Helder Maia

 
Não sou profundo conhecedor dos quadrinhos de Dylan Dog. Na verdade, só reli recentemente o número um da revista, lançada aqui vinte anos atrás pela editora Record, para fazer uma comparação com esta adaptação para o cinema.
Por sinal, visualmente é uma HQ extremamente cinematográfica, com enquadramentos cuidadosos e bem planejados, além de um belo desenho em preto e branco. O Detetive do Pesadelo foi publicado por várias editoras no Brasil, mas sofreu inúmeros cancelamentos, sem nunca conseguir o grande sucesso que faz na Itália, seu país de origem.
Mas bastou este número para ver como esta adaptação americana difere do original. Os quadrinhos se passam em Londres e Dylan é um investigador de casos insólitos e sobrenaturais, que possui como assistente o comediante Groucho Marx, que fica a todo o momento soltando piadas nonsense. No filme, a história acontece em Nova Orleans, onde Dylan passa seus dias como um investigador particular escrutinando casos de traição conjugal com a ajuda de seu amigo Marcus. Dylan está nessa por perder a cabeça após o assassinato de sua amada. Antes, ele era um inspetor imparcial, um investigador cuja função era manter a paz entre zumbis, vampiros e lobisomens. Mas após a morte de uma pessoa por uma criatura sobrenatural, Dylan se vê forçado a voltar à ativa.
Dilan Dog e Groucho Marx
O filme até que começa bem, com uma boa cena inicial bem interpretada por Brandon Routh, como Dylan, mas depois o ator recai em sua habitual inexpressividade vista no filme Superman - O Retorno. A parte investigativa também promete, mas depois desanda, com Dylan a todo momento indo atrás de Gabriel, o chefe de um clã de lobisomens, em busca de respostas. Mas peraí, ele não deveria ser um investigador?! Hmmmm...
Mas o que me incomoda mesmo no filme é seu excessivo tom de humor, tendo Marcus como o parceiro engraçadinho de Dylan, embora o ator leve jeito para a comédia. Eu não sei quanto a vocês, mas para mim, com raras exceções como A Hora do Espanto, filmes de terror tem que ser assustadores, sombrios e pesados. Este aqui desperdiça a chance de ter um denso universo recheado de zumbis, vampiros e lobisomens.
Os pontos fortes do filme são a interessante interpretação do ator que faz o vampiro vilão Vargas e uma boa reviravolta envolvendo um personagem mais para o final. Mas nada que torne o filme pelo menos regular.
Poster do filme (2011)
Um ponto do filme que realça minha teoria de que os heróis americanos são precoces ocorre em uma cena onde Dylan está beijando uma garota e se despindo e, de repente,... já é de manhã e ele está vestido! Putz! Piadas à parte, em filme americano não se pode mostrar cenas de sexo, por mais ralas que sejam, mas violência não tem problema. Vai entender...
Dylan Dog e as Criaturas da Noite (Dylan Dog: Dead of Night, 2010, EUA)
Direção: Kevin Munroe
Elenco: Brandon Routh, Anita Briem e Sam Huntington.


Nossa Avaliação:
Delta-Shield Bronze
 

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Inauguramos nova sessão - The Fantastic Zone


Amigos exploradores, atendendo a milhões de pedidos, inauguramos nova sessão:
- The Fantastic Zone - As últimas do universo fantástico - é uma reedição do nosso fanzine impresso, no qual trazíamos as notícias mais recentes, ou mais interessantes, nas nossas opiniões. Dêem uma olhada e confiram, mas não esqueçam de deixar seus comentários. As notícias serão sempre trazidas por Fabok, então 'oceis já sabem em quem por a culpa.
 Fargon Jinn